Rio de Janeiro, 23 de Agosto de 2026

EUA: disputa sobre Suprema Corte pode ajudar democratas a retomar controle do Senado

A disputa pela indicação do substituto na Suprema Corte dos Estados Unidos para o juiz Antonin Scalia, morto no sábado, está fornecendo aos democratas

Segunda, 15 de Fevereiro de 2016 às 09:31, por: CdB

 

O tema quente também deve causar um maior comparecimento de eleitores, algo que pode favorecer os democratas

Por Redação, com Reuters - de Washington, EUA:   A disputa pela indicação do substituto na Suprema Corte dos Estados Unidos para o juiz Antonin Scalia, morto no sábado, está fornecendo aos democratas um gancho poderoso que pode aumentar as chances do partido de reconquistar a maioria no Senado. O impacto pode ser sentido com mais contundência nos chamados Estados-chave (sem preferência partidária definida), onde os republicanos estão tentando manter suas vagas no Senado, disseram estrategistas e analistas políticos. O tema quente também deve causar um maior comparecimento de eleitores, algo que pode favorecer os democratas.
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Flores em frente ao prédio da Suprema Corte dos EUA, em Washington
Sem uma noção clara de quem o presidente norte-americano, Barack Obama, irá escolher para o lugar de Scalia, ainda é cedo demais para saber exatamente como a disputa sucessória irá influenciar as já conturbadas eleições para a Presidência e o Congresso. Mas, "neste ambiente político hiper-polarizado em que estamos operando atualmente, só posso supor que a batalha por essa indicação (à Suprema Corte) irá dominar o debate político daqui em diante", disse Jim Manley, estrategista e ex-assessor de primeiro escalão de senadores democratas. Manley enfatizou que os republicanos estão diante de disputas acirradas para cadeiras no Senado em Estados-chave como Ohio, Flórida, New Hampshire, Wisconsin e Pensilvânia, e podem ter ainda mais problemas por causa das divisões de opinião em torno da substituição de Scalia. Estes candidatos republicanos, que ou já servem no Senado ou estão de olho em vagas abertas, têm que se dedicar especialmente a temas sociais, como as regras para o aborto, nos Estados mais politicamente cindidos, que pesam bastante na escolha de juízes para a Suprema Corte. Os democratas já tiveram uma vantagem nas eleições legislativas de novembro e só têm que defender 10 assentos, enquanto 24 cadeiras dos republicanos estão em disputa na Casa de 100 membros. Os democratas só precisam de cinco vagas para obter a maioria que perderam na votação de 2014. Poucas horas após a morte de Scalia, aos 79 anos, o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, declarou que quem quer que assuma a Casa Branca no dia 20 de janeiro de 2017 deve escolher o substituto do juiz conservador,  e não Obama. O Senado precisa confirmar indicados presidenciais para as vagas vitalícias do tribunal, que é composto de nove membros e cujas decisões recentes vêm tendo um profundo impacto no país, da legalização do casamento de pessoas do mesmo sexo ao financiamento de campanhas políticas.

Obama vai indicar juiz

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não vai apressar para esta semana a escolha de um novo integrante da Suprema Corte para substituir o juiz Antonin Scalia, e vai esperar o Senado norte-americano voltar aos trabalhos para nomear seu indicado, informou a Casa Branca no domingo. – Dado que o Senado está em recesso, não esperamos que o presidente apresse isso durante esta semana, mas, em vez disso, irá fazê-lo em tempo adequado, uma vez que o Senado retorne do recesso – disse o porta-voz da Casa Branca Eric Schultz. – A partir daí, esperamos que o Senado considere o indicado, de acordo com suas responsabilidades estabelecidas na Constituição dos Estados Unidos – disse. Obama está viajando para a Califórnia e retorna a Washington na terça-feira. O Senado volta do recesso em 22 de fevereiro. Para suas duas últimas indicações para a Suprema Corte, Elena Kagan e Sonia Sotomayor, o presidente levou cerca de 30 dias para anunciar a sua escolha depois que seus antecessores, os juíses John Paul Stevens e David Souter, respectivamente, disseram que planejavam se aposentar.    
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