Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Estado Islâmico explode templo histórico na Síria

Grupo radical destruiu o Templo de Baal-Shamin, construção de cerca de 2 mil anos. Sítio arqueológico na cidade síria, declarada Patrimônio Mundial da Unesco, foi capturado pelo grupo terrorista em maio deste ano.

Segunda, 24 de Agosto de 2015 às 07:26, por: CdB
Por Redação, com DW - de Beirute/Berlim: Grupo radical destruiu o Templo de Baal-Shamin, construção de cerca de 2 mil anos. Sítio arqueológico na cidade síria, declarada Patrimônio Mundial da Unesco, foi capturado pelo grupo terrorista em maio deste ano.
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Grupo radical destruiu o Templo de Baal-Shamin, construção de cerca de 2 mil anos
  O grupo radical "Estado Islâmico" (EI) destruiu o Templo de Baal-Shamin, de cerca de 2 mil anos, na cidade histórica de Palmira. O arqueólogo Maamun Abdulkarim, diretor do Departamento de Museus e Antiguidades da Síria, confirmou a destruição nesta segunda-feira. Segundo ele, os extremistas explodiram no domingo a construção histórica. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, organização baseada em Londres, afirmou, no entanto, que o templo foi destruído já há um mês, de acordo com relatos de civis que fugiram da cidade, tomada pelo EI de forças governamentais em maio. Ambas as fontes, entretanto, concordam que os radicais islâmicos usaram grandes quantidades de explosivos para demolir a construção. As bem conservadas ruínas de Palmira, que datam dos primeiros séculos depois de Cristo, foram declaradas Patrimônio Mundial da Unesco em 1980. O Templo de Baal Shamin é tido como um dos edifícios mais importantes do sítio arqueológico. Na semana passada, os militantes do EI decapitaram, em praça pública, Khaled al-Assad, de 82 anos, que foi chefe de arqueologia de Palmira por 50 anos. A cabeça do arqueólogo teria sido exposta sobre uma coluna romana localizada no centro da cidade. Alemães morreram lutando Ministro do Interior da Alemanha diz que cerca de um terço dos cidadãos do país que estiveram em fileiras dos jihadistas do Estado Islâmico já retornaram. Há quase 600 processos em andamento contra supostos radicais. Aproximadamente 100 alemães morreram lutando juntamente com as forças da organização jihadista "Estado Islâmico" (EI) no Iraque e na Síria desde 2012, segundo o ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière. A declaração foi publicada no domingo no tabloide alemão Bild am Sonntag. As cerca de 100 vítimas fazem parte de um montante de aproximadamente 700 alemães que viajaram à região para lutar ao lados dos extremistas, que controlam grandes áreas em territórios iraquianos e sírios. À edição dominical do Bild, Thomas de Maizière afirmou que cerca de um terço das pessoas que viajaram para a região dos conflitos já retornaram à Alemanha. O ministro ainda confirmou que o governo alemão tem bloqueado viagens para a região, num esforço para controlar o problema. Atualmente, cerca de 600 processos estão em andamento contra 800 indiciados, acusados de viajarem ilegalmente às posições jihadistas e participarem dos combates, de acordo com o ministro alemão. Ele também apontou para as recentes modificações na lei alemã, que dão às autoridades o direito de confiscar documentos de identidade de quem pretende viajar para uma zona de conflito no Oriente Médio. Tal ação impede o suposto simpatizante do EI de sair da Alemanha por três anos. Desta forma, é também mais fácil apresentar queixa contra qualquer pessoa que tentar viajar para a região a fim de participar de atividades de terrorismo. O "Estado Islâmico" luta no Iraque a na Síria contra tropas governamentais e outros grupos étnicos. Vastos territórios dos dois países estão sob o controle dos islamistas, que pretendem fundar um califado na região.
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