Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Centrais sindicais protestam contra elevação de juros em SP

A Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e União Geral do Trabalhadores (UGT) realizaram nesta terça-feira um ato em frente ao prédio do Banco Central, na Avenida Paulista, região central de São Paulo, para protestar contra os juros altos.

Terça, 20 de Outubro de 2015 às 12:18, por: CdB
Por Redação, com ABr - de São Paulo: A Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e União Geral do Trabalhadores (UGT) realizaram nesta terça-feira um ato em frente ao prédio do Banco Central, na Avenida Paulista, região central de São Paulo, para protestar contra os juros altos. A manifestação tem se repetido sempre na véspera da reunião em que o Comitê de Política Monetária (Copom) decide a taxa a ser adotada para a Selic nos 45 dias seguintes.
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A Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e União Geral do Trabalhadores (UGT) realizaram nesta terça-feira um ato
De acordo com os representantes das centrais sindicais, o protesto tem por objetivo chamar a atenção da população sobre como as altas taxas de juros afetam a sociedade. Além dos discursos, foi inflado na calçada um dragão gigante com três cabeças representando a inflação. – A taxa de juros está muito alta, inviabilizando a atividade econômica do país, afetando a indústria e refletindo no emprego – disse o presidente da Força Sindical, Miguel Torres. A ideia é tentar sensibilizar o governo para que as taxas de juros não subam mais. “Não temos conseguido, mas não podemos desistir, porque o desemprego está aumentando e isso é muito grave. A proposta é demonstrar para a população o que está acontecendo.” Presidente nacional da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira ressaltou que o ato é importante porque a situação do país está insuportável devido à política econômica do governo. “Até o oitavo mês, R$ 338 bilhões para o capital financeiro internacional. Pararam de fazer investimento público e agora só se faz superávit primário, faltando dinheiro para outras áreas. Por isso, é necessário lutar para mudar essa situação.” Segundo o diretor do Sindicato dos Comerciários de São Paulo da UGT, Josimar Andrade, as manifestações pretendem levar para a sociedade o que se trata dentro do gabinete durante a reunião do Copom e traduzir para o cidadão comum os assuntos técnicos que são tratados. “Queremos conscientizar os trabalhadores e mostrar que essa política errada destrói a economia do país e não favorece a criação de uma economia sólida.”

Ministério das Cidades

Integrantes de diversos movimentos sociais do campo ocupam neste momento o prédio do Ministério das Cidades. A ocupação começou por volta das 6h desta terça-feira e os manifestantes prometem permanecer no local até serem recebidos pelo governo. Na pauta de reivindicações está a retomada das ações do programa Minha Casa Minha Vida - Rural. O déficit de habitações no campo brasileiro, segundo o movimento, passa de 35 mil unidades. Os manifestantes também exigem a ampliação dos repasses para reforma e ampliação da habitação rural. – São mais de seis movimentos do campo, numa luta unitária reivindicando aquilo que nos é de direito”, disse o integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Alexandre Conceição. “Só sairemos daqui com um resultado concreto. A estimativa de Conceição é de que cerca de 1,5 mil pessoas participaram da ocupação, liderada por movimentos como o próprio MST, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura e o Movimento Camponês Popular. A Polícia Militar do Distrito Federal não divulgou um número aproximado de ocupantes, uma vez que grande parte deles permanece nas instalações internas do ministério. Em nota, o Ministério das Cidades diz que, juntamente com o governo federal, não apenas reconhece a legitimidade como  mantém parcerias  com todos os movimentos sociais organizados para avançar na implementação de políticas públicas que garantam o acesso à casa própria, à terra urbanizada e a serviços públicos básicos, como água tratada, esgotamento sanitário, educação e atendimento médico. De acordo com o texto, desde o  início do programa Minha Casa, Minha Vida, o governo federal já investiu R$ 270 bilhões na construção e contratação de 4,1 milhões de moradias, das quais pelo menos 60 mil unidades por meio de projetos propostos por entidades sociais. Nas áreas rurais, o programa já contratou quase 167 mil unidades, das quais foram entregues mais de 85 mil. Recentemente, o governo federal garantiu o acesso ao Minha Casa, Minha Vida para assentados da reforma agrária, por meio de portaria interministerial. A portaria  inclui os agricultores familiares do Fundo de Terras e da Reforma Agrária, do Programa Cédula da Terra e do Banco da Terra entre os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida Rural. A terceira fase do programa, que já foi apresentada aos movimentos sociais em reunião pública na Presidência da República, vai ampliar essa parceria  e permitirá atender, nos próximos anos, a quase 15% da população brasileira. "Reafirmamos a  parceria e o diálogo permanente para que, juntos, possamos ampliar essa atuação conjunta e avançar no atendimento da população que mais precisa de investimentos públicos, além de continuar promovendo a inclusão social", acrescenta a nota. O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e a equipe técnica do ministério já se reuniram com representantes dos movimentos sociais. Uma nova audiência foi marcada para esta terça-feira.
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