Outra barragem mineira apresenta risco de desabamento, constata ANM

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Publicado sábado, 8 de outubro de 2022 as 16:16, por: CdB

Moradores do povoado de Brumal relataram às autoridades o ambiente de insegurança e medo com a segunda necessidade de intervenções de engenharia nas estruturas de armazenamento de rejeitos da mineradora sul-africana. A comunidade tem cerca de 2 mil pessoas. No caminho dos rejeitos, em caso de rompimento, passam também os rios Santa Bárbara e Caraça.

Por Redação – de Belo Horizonte

A Barragem Córrego do Sítio (CDS) II, da AngloGold Ashanti, em Santa Bárbara, na Região Central do Estado mineiro, entrou em nível de alerta 1 neste sábado. De acordo com a mineradora, a medida é preventiva e foi tomada depois que técnicos identificaram uma trinca, durante uma inspeção de rotina, realizada na quinta-feira.

Barragem de Santa Bárbara
A Barragem de Santa Bárbara apresenta risco de desabamento

Moradores do povoado de Brumal relataram às autoridades o ambiente de insegurança e medo com a segunda necessidade de intervenções de engenharia nas estruturas de armazenamento de rejeitos da mineradora sul-africana. A comunidade tem cerca de 2 mil pessoas. No caminho dos rejeitos, em caso de rompimento, passam também os rios Santa Bárbara e Caraça.

Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), a barragem apresentou a “existência de trincas, abatimentos ou escorregamentos, com potencial de comprometimento da segurança da estrutura”, o que acionou o nível 1 de emergência do Programa de Segurança de Barragens, que ocorre quando a estrutura tem danos que necessitam de obras de reparo urgentes.

Resgate

No atual estágio, ainda não é necessária a evacuação de quem vive nas áreas atingidas, em caso de rompimento, as chamadas Zonas de Auto-Salvamento (ZAS), onde cada pessoa deve fugir sozinha em caso de tragédia, pois não há tempo de equipes de resgate as socorrerem e parar para ajudar outra pessoa pode significar a morte.

A barragem CDS II tem 82 metros de altura e 538 metrtos de comprimento, ocupando área de 370 mil metros quadrados e retém rejeitos de minério de ouro primário. Foi construída pelo método de alteamento por linha de centro, que não é tão perigosa quanto a técnica de ampliação à montante, a mesma de Mariana (2015) e Brumadinho (2019).

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