Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Venda de ativos da Petrobras marca início do desmonte promovido por golpistas

A operação comercial marca o início do desmonte da Petrobras no governo golpista, um dos principais objetivos do golpe de Estado orquestrado pelas forças da ultradireita, no país

Sábado, 30 de Julho de 2016 às 14:30, por: CdB

A operação comercial marca o início do desmonte da Petrobras no governo golpista, um dos principais objetivos do golpe de Estado orquestrado pelas forças da ultradireita, no país

 
Por Redação - do Rio de Janeiro
  A venda inédita de ativos da Petrobras, anunciada na madrugada desta sexta-feira, permite a exploração do pré-sal no campo Carcará, na Bacia de Santos, pela petroleira norueguesa Statoil. Esta é a primeira venda da estatal de um campo de exploração do pré-sal.
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A exploração do Pré-sal tem sido transferida pela Petrobras, sistematicamente, aos interesses internacionais
A operação comercial marca o início do desmonte da estatal no governo golpista, um dos principais objetivos do golpe de Estado orquestrado pelas forças da ultradireita, no país. “É necessário que a população se mobilize contra o golpe de Estado, que vai entregar todo o patrimônio nacional para o imperialismo”, afirma jornal Causa Operária, em sua edição deste sábado. Nesta manhã, o Conselho de Administração da Petrobras anunciou a venda de participação da empresa no bloco exploratório BM-S-8, onde está a promissora área do pré-sal de Carcará, mas a companhia terá de esperar o cumprimento de uma série de condicionantes para receber a totalidade dos 2,5 bilhões de dólares acordados, algo que só deverá ocorrer em 2018.

Desmonte da Petrobras

A venda para a petroleira norueguesa Statoil da fatia de 66% no bloco na Bacia de Santos, em um negócio raro no setor que deve ajudar a Petrobras a lidar com o cenário de preços baixos da commodity, marca a primeira grande área do pré-sal incluída no plano de desinvestimentos da estatal. Mas a conclusão do acordo, e o recebimento dos US$ 2,5 bilhões, depende de condicionantes como realização de um acordo de unitização, já que a descoberta de Carcará extrapola os limites do contrato, conforme citaram as empresas no acordo. Antes disso, no entanto, deverá ocorrer uma mudança na lei para que outras empresas que não a Petrobras possam ser operadoras de áreas no pré-sal sob o regime de partilha --algo que está encaminhado no Congresso Nacional. Será preciso ainda aguardar um leilão das áreas a serem unitizadas, licitação que a Statoil considera participar. — Nós temos aí uma intenção bastante firme do Ministério de Minas e Energia de que a gente faça o processo de licitação..., que é um marco que fez parte dessa negociação, até meados do ano que vem... — disse a jornalistas a diretora de Exploração & Produção da Petrobras, Solange Guedes, acrescentando que o "segundo marco", que é o acordo de individualização da produção, está previsto para 2018. Ao anunciar o acordo nesta sexta-feira, Petrobras informou que a primeira parcela do valor negociado, correspondente a 50 por cento do preço total (1,25 bilhão de dólares), será paga no fechamento da operação --mas não estabeleceu uma data. Já o valor restante será pago através de parcelas contingentes relacionadas a eventos subsequentes como a unitização, até 2018, conforme explicou Solange. Com a venda de uma área como Carcará, onde testes comprovaram alta produtividade dos poços, numa das maiores descobertas de petróleo no mundo nos últimos anos, a Petrobras coloca em prática o que seu presidente-executivo Pedro Parente tem chamado de “plano de desinvestimento sem dogmas”. O programa de venda de ativos é ancorado no argumento de que há enorme endividamento líquido, de cerca de R$ 370 bilhões.
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