Rio de Janeiro, 05 de Janeiro de 2026

Vale tenta reduzir dívida após incidente em Mariana

Assim como o resto da indústria de mineração, a Vale foi duramente atingida por um colapso dos preços das commodities no ano passado. Mas o impacto foi ampliado pelo rompimento de uma barragem no Brasil

Quarta, 02 de Novembro de 2016 às 15:54, por: CdB

Assim como o resto da indústria de mineração, a Vale foi duramente atingida por um colapso dos preços das commodities no ano passado. Mas o impacto foi ampliado pelo rompimento de uma barragem no Brasil

 

Por Redação - do Rio de Janeiro

 

O presidente-executivo da Vale, Murilo Ferreira, disse nesta quarta-feira que a mineradora está tentando reduzir sua dívida. Visa chegar entre US$ 15 bilhões e US$ 17 bilhões até o final de 2017. Uma pequena revisão da previsão anterior.

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Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais

Assim como o resto da indústria de mineração, a Vale foi duramente atingida por um colapso dos preços das commodities no ano passado. Mas o impacto foi ampliado pelo rompimento de uma barragem no Brasil, parte do empreendimento Samarco que opera em conjunto com a BHP Billiton.

Dívida líquida

Em outubro, a Vale informou um lucro no terceiro trimestre e queda da sua dívida líquida em US$ 1,5 bilhão ante o segundo trimestre. O total chega a US$ 25,97 bilhões. A projeção da companhia apontava uma redução da dívida líquida para US$ 15 bilhões em meados de 2017. Principalmente após a venda de ativos.

Falando em uma conferência da agência norte-americana Bloomberg, nesta quarta-feira, Ferreira também disse que estava mudando o foco. Visa, agora, aumentar as margens de lucro, em vez de maior produção.

História triste

O dia 5 de novembro de 2016, neste sábado, marca o primeiro aniversário de um dos episódios mais tristes da história recente do Brasil. A tragédia de Mariana. Há um ano, o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração da companhia Samarco — empreendimento conjunto entre a Vale. e a anglo-australiana BHP Billiton —, no subdistrito de Bento Rodrigues, em Santa Rita Durão, mudaria para sempre não apenas a paisagem de Mariana.

A vida dos moradores e nos diversos ecossistemas foi alterada, em definitivo. Ao longo de dezenas de municípios de Minas Gerais e Espírito Santo, a lama foi a causa da morte de 19 pessoas e outras 18 seguem desaparecidas. Os dejetos que se espalharam pelos dois Estados contaminaram as águas do rio Doce. Destruíram casas, prédios, estabelecimentos e construções de variados tipos, incluindo monumentos históricos. Devastaram fauna e flora na área da bacia hidrográfica e provocaram prejuízos econômicos, sociais e ambientais incalculáveis.

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