Um brinde com cerveja geladinha!
1/11/2007 13:29, Catia de Melo Silva
Como está quente! Com essa expressão geralmente tem se iniciado os bate-papos animados ao fim da tarde da cidade. Assim têm sido, e como testemunha ocular, encontro no horário de verão à oportunidade de brindar com os amigos. O lugar certo para fazê-lo é o Quiosque do Gragoatá em Niterói, vista espetacular da Cidade do Rio de Janeiro, lugar que tem uma ginga gostosa para o atendimento, e uma cerveja bem geladinha. Um brinde a isso!
A prática de levantar um copo para desejar a alguém boa saúde, um momento de alegria, um fim de dia com a certeza do dever cumprido e uma comemoração, é o eco moderno da antiga idéia de que o álcool tem o poder de invocar forças sobrenaturais. Para os bebedores neolíticos a capacidade da cerveja de embriagar parecia algo mágico.
A cerveja não foi inventada e sim descoberta. Há cerca de 12.000 anos, os homens no Oriente Próximo abandonaram o velho estilo de caçar e coletar do período paleolítico, a velha Idade da Pedra, e começaram a se envolver na agricultura, estabelecendo-se em aldeias que por fim cresceram e transformou-se nas primeiras cidades do mundo.
Na Antiguidade a cerveja tinha um gosto e apresentação muito diferente do que temos hoje em dia. A técnica de preparação consistia no cozimento de cereais como milho, cevada, trigo. Que depois era fermentado. O surgimento da cerveja esteve diretamente associado à domesticação dos cereais de que era feita. No inicio era grãos selvagens, que cresciam de forma abundante na região chamada Crescente Fértil (desde o Egito atual subindo a costa mediterrânea, até o sudoeste da Turquia, segundo para norte entre o Iraque e o Irã).
Os cereais, que começaram sendo ingredientes alimentícios relativamente sem importância, tornaram-se importantes depois da descoberta de duas propriedades incomuns. A primeira era que os grãos embebidos em água começavam a brotar com gosto doce, (não existia um lugar a prova d’água, e ao armazenar os grãos, o homem percebeu essa evidencia). Essa doçura é o resultado da diátese, que converte o amido dentro do grão em açúcar maltado ou malte, (a cevada em especial é o que de longe produz a maior quantidade de enzimas diáteses e com isso maior açucar maltado).
A segunda descoberta era o mingau que se fosse deixado parado por alguns dias passava por uma transformação desconhecida, tornava-se ligeiramente efervescente e maravilhosamente embriagante, à medida que a ação de leveduras selvagem no ar, fermentava o açúcar, transformando-o em álcool, com isso chegava-se a uma bebida com sabor ácido e um teor alcoólico superior aos de hoje.
Para se fabricar a cerveja são necessários quatro matérias-primas: água, malte, lúpluo e leveduras de açúcar, arroz ou milho (isso depende dos pais onde é produzida). A água determina o tipo de cerveja a ser produzido dependendo da sua composição. Normalmente os lugares que tem fontes de água mineral são mais tradicionais, pois esse ingrediente é fundamental na importância da fabricação.
O malte é obtido de uma cevada conhecida como dística, submetida a um longo processo de depuração, que a faz germinar, depois dessa germinação as radículas são cortadas numa máquina chamada degerminador e passam a ser chamadas de malte.
O lúpulo só se tornou um ingrediente padronizado nos tempos medieval, é flores verdes de uma espécie de trepadeira chamada Humulus lupulus. Os óleos e resinas do lúpulo (lupolina) contribuem para o bouquet (análise olfativa) e dão um amargor à cerveja. Dezenas de variedades de lúpulo crescem nos EUA, Alemanha e Inglaterra, e cada um por seu terroir, dá um caráter diferente à cerveja.
Finalmente a levedura, um fungo microscópico que é cultivado na própria fabrica, e é utilizado para transformar o açúcar do mosto (a massa liquida que é a mistura da água, malte e lupolina) em álcool e gás carbônico.
A cerveja está entre as bebidas fermentadas mais populares do mundo. A fermentação é o processo químico de transfo
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