Enquanto o continente europeu vive a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial, vários políticos expressam a opinião de que a política de imigração da União Europeia deve ser alterada.
O ex-chanceler alemão Gerhard Schroder em um artigo no jornal Welt am Sonntag afirmou:
- A Europa não pode separar-se dos migrantes através de uma nova ‘cortina de ferro’; há que apoiá-los, integrá-los e, ao mesmo tempo, criar perspectivas em seus países de origem - disse.
Schroder advertiu que na Alemanha se observa um processo de envelhecimento da população e que, por isso, “a imigração é necessária para o nosso sistema social; sem ela não podemos pagar aposentadorias no futuro”.
O ex-chanceler acrescentou que a agenda 2020 deve incluir a elaboração de uma “política moderna de imigração”.
A secretária de Estado britânica para os Assuntos Internos, Theresa May, também criticou este domingo o "falido" sistema de imigração da União Europeia e escreveu na publicação The Sunday Times:
- Se queremos controlar a imigração, e reduzi-la até dezenas de milhares, devemos tomar várias decisões importantes.
May também opinou que um imigrante deve ter uma vaga de trabalho à espera para entrar no país.
Esta semana, o Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido revelou que o saldo migratório positivo de longo prazo (diferença entre os estrangeiros que entram e os que saem do Reino Unido durante um ano, desde março de 2014) no país atingiu um recorde de 330 mil pessoas.
A responsável criticou “o sistema falido de imigração na UE” por falta de um eficiente controle fronteiriço. Isso levou a um tal fluxo de pessoas à procura de trabalho e benefícios no Reino Unido.
A Organização Internacional para as Migrações informou que, desde o início do ano, mais de 2,5 mil pessoas morreram ao atravessar o Mediterrâneo rumo à Europa.