SP: Médicos prometem suspender consultas a partir de setembro

16/7/2011 11:29,  Por redação, com Rede Brasil Atual -de São Paulo

Os médicos de São Paulo iniciam no dia 1º de setembro a interrupção de consultas de algumas especialidades obedecendo a um rodízio divulgado na sexta-feira . Os planos de saúde afetados serão anunciados no dia 10 de agosto em coletiva na Associação Paulista de Medicina. Segundo a entidade são passíveis de suspensão os planos que não abrirem negociação com a  categoria ou que fizerem propostas insatisfatórias.médicos

As especialidades que sofrerão paralisação no primeiro mês seguem o cronograma a seguir: Ginecologia e Obstetrícia (de 1º a 3 de setembro), Otorrinolaringologia (8 a 10 de setembro), Pediatria (14 a 16 de setembro), Pneumologia (21 a 23 de setembro) e Cirurgia Plástica (28 a 30 de setembro). Segundo a Associação Paulista de Medicina, os casos de emergência serão atendidos.

Os médicos reivindicam reajuste das consultas para R$ 80 e autonomia na condução do tratamento do paciente. Ou seja, autorização dos planos de saúde para que o paciente possa realizar exames e procedimentos determinados pelo médico que o atende e não tenha que depender de avaliação da necessidade pelo plano de saúde. Também pedem que haja no contrato entre operadoras e clientes uma cláusula de reajuste do valor do honorário toda vez que o próprio plano sofrer reajuste.


Matérias Relacionadas:

  1. Médicos rejeitam proposta da PJF e decidem manter greve por tempo indeterminado




Compartilhe esta matéria:


Os comentários às matérias e artigos aqui publicados não são de responsabilidade do Correio do Brasil nem refletem a opinião do jornal.

2 Comentários para “SP: Médicos prometem suspender consultas a partir de setembro”

  1. Pegorer

    Mas, interromper (greve) atividades essenciais à sociedade não é ilegal, crime grave?
    Cadê o MP?
    Pegorer

  2. Vanderley Valência Lozano

    Concordo com as reivindicações dos médicos , principalmente na ” autonomia na condução do tratamento do paciente. Ou seja, autorização dos planos de saúde para que o paciente possa realizar exames e procedimentos determinados pelo médico que o atende e não tenha que depender de avaliação da necessidade pelo plano de saúde.”Realmente este procedimento tem que ser modificado.Veja um exemplo , o ortopedista pede 20 sessões de fisioterapia e o plano de saúde só autoriza 5 sessões, ou o psicólogo pede 12 consultas e o plano libera só seis consultas.Como pode um funcionário/médico que não teve contato com o paciente ou com seu histórico de saúde ter maior poder que o médico que prescreveu o tratamento?Os planos de saúde TEM que aceitar as reivindicações dos médicos e em contra-partida aumentar a fiscalização nos consultórios conveniados, inclusive no quesito “tempo de consulta”, pois tem médicos que mal esperam o paciente sentar-se na cadeira e já deram o diagnóstico da doença:”VIROSE”…

Os comentários estão desabilitados!


Últimas buscas:
  1. fotos pra capa do facebook obstetricia


Edição Impressa


Edição de Ontem