Socialismo e Igualdade

26/12/2011 16:13,  Por CMI Brasil

Por Fritz 26/12/2011 às 12:43

Na sociedade capitalista, as pessoas mais ricas não são os que trabalham mais e que consomem menos, ao contrário, são os que menos trabalham e os que mais consomem. São os pobres que mais trabalham e menos consomem. Numa sociedade capitalista, as coisas tomarão seus devidos lugares. Quem trabalhar mais e se poupar mais, será mais rico.

Em conversa com o Britz, ele disse que é contra o socialismo porque o socialismo iguala todos os indivíduos sem levar em consideração seus méritos, seus esforços, seus o talentos, etc. Disse que não é justo que alguém que trabalha e poupa mais do que outros não ser mais rico do que quem trabalha menos e consome mais. Eu disse a ele que a a igualdade do socialismo não é essa igualdade absoluta, que as pessoas serão retribuídas de acordo com suas capacidades, seus esforços, seus méritos e seus talentos. Assim, se uma pessoa trabalha mais e poupa mais do que outra, ela será mais rica do aquele que trabalha menos e consome mais.

Na sociedade capitalista, as pessoas mais ricas não são os que trabalham mais e que consomem menos, ao contrário, são os que menos trabalham e os que mais consomem. São os pobres que mais trabalham e menos consomem. Numa sociedade capitalista, as coisas tomarão seus devidos lugares. Quem trabalhar mais e se poupar mais, será mais rico.

A esse respeito, os autores do Socialismo Científico escreveram que:

“(…) “Eliminação de todas as desigualdades sociais e políticas”, em vez de “Supressão de todas as diferenças de classe”, é também uma expressão muito censurável.

De país para país, de província para província, até mesmo de lugar para lugar, existirá sempre uma certa desigualdade das condições de vida que poderá ser reduzida a um mínimo, porém jamais eliminada integralmente.

Os habitantes dos Alpes terão sempre outras condições de vida em relação às pessoas da planície.
A noção de sociedade socialista como reino da igualdade é uma noção francesa unilateral que se apóia na velha consigna de “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, noção essa justificada enquanto fase de desenvolvimento de seu tempo e lugar, mas que deveria ser agora superada, tal quais todas as unilateralidades das precedentes escolas socialistas.
Pois, essas unilateralidades criam apenas confusão mental, sendo que foram encontrados modos mais precisos de apresentação das coisas.” Engels

“Em vez da vaga frase final do parágrafo: “Suprimir toda desigualdade social e política”, o que se deveria ter dito é que, com a abolição das diferenças de classe, desaparecem por si mesmas as desigualdades sociais e políticas que delas emanam.” Marx

Bakunin escreveu:

“We see that the richest property owners . . . are precisely those who work the least or who do not work at all.

It is evident to anyone who is not blind about this matter that productive labor creates wealth and yields the producers only misery, and it is only non-productive, exploiting labor that yields property…. What is property, what is capital in their present form? For the capitalist and the property owner they mean the power and the right, guaranteed by the State, to live without working. And since neither property nor capital produces anything when not fertilized by labor–that means the power and the right to live by exploiting the work of someone else. The right to exploit the work of those who possess neither property nor capital and who thus are forced to sell their productive power to the lucky owners of both.

The only thing that the State can and must do . . . is gradually to modify the right of inheritance so as to achieve its complete abolition as soon as possible. . . . We claim that this right will necessarily have to be abolished because as long as inheritance lasts, there will be hereditary economic inequality – not the natural inequality of individuals, but the artificial inequality of classes -which will necessarily continue to be expressed in hereditary inequality of the development and cultivation of intelligence and will remain the source and sanction of all political and social inequality.”

Antes do Britz saber que a riqueza do capitalista deriva não do seu trabalho e da sua abstinência, mas do trabalho e da abstinência dos pobres trabalhadores, o Britz tentava justificar o lucro dos capitalistas com base nos RISCOS dos seus investimentos. Ora, que justificativazinha mais fajuta. Se correr riscos justificasse alguém ser rico, não existiria pobres, pois viver é a coisa mais arriscada que existe, e ninguém ganha qualquer vantagem econômica por viver.


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