Semsa divulga resultado do LIRAa e alerta a população sobre os cuidados com o lixo e armazenamento de água

24/1/2012 12:44,  Por Prefeitura de Manaus

O índice de infestação pelo mosquito da dengue, na capital amazonense, está em 3,4%, considerado de médio risco para ocorrência de casos da doença. O acúmulo de lixo doméstico (entulhos em fundo de quintal) aparece como o principal fator de proliferação do mosquito. O dado foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), nesta segunda-feira (23), e faz parte do primeiro Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) deste ano, realizado pela Prefeitura de Manaus, de 9 a 20 de janeiro, quando se inicia o período de maior proliferação do mosquito transmissor da dengue, por causa da alta incidência de chuvas. 

O secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, destaca que o índice de infestação apurado no LIRAa deste mês ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, que havia fechado em 4,4%, apontando para alto risco de ocorrência de casos de dengue. Ele reforçou a recomendação para que a população se mantenha em alerta e adote as medidas de prevenção contra a doença, ressaltando que, neste período do ano, por suas características climáticas, é necessário ter cuidado redobrado no ambiente doméstico. “É preciso evitar o acúmulo de lixo no quintal, pois este tipo de entulho, formado muitas vezes por carcaças de eletrodomésticos, latas, garrafas e outros utensílios descartados, funciona como depósito de água limpa da chuva, onde a larva do Aedes aegypti se reproduz com facilidade, bastando um dia de sol”, disse Deodato.

O secretário de Saúde salientou que uma das frentes da “Operação Impacto de Combate à Dengue”, que a Prefeitura de Manaus vem executando desde o final de outubro do ano passado, são os mutirões de limpeza nos bairros, realizados pelas equipes da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana. Estes mutirões, que são realizados paralelamente à coleta normal do lixo doméstico, já recolheram 29 mil toneladas de entulho, segundo informações da Semulsp. “As pessoas devem aproveitar a passagem do mutirão para fazer a limpeza dos seus quintais e colocar na rua o lixo que será recolhido pelo carro coletor. Depois, é preciso manter o quintal limpo e fazer a vistoria da área para evitar novo acúmulo de entulhos. O envolvimento da população, no cuidado diário com esses procedimentos, é fundamental”, orienta Deodato.

Os depósitos de água no nível do chão – como camburões, tanques e cisternas – também aparecem com destaque entre os tipos de depósito que contribuem para a proliferação do mosquito da dengue, de acordo com os dados do LIRAa realizado pela Semsa. “Em muitas áreas da cidade, onde o abastecimento de água é precário, as residências não podem prescindir desses depósitos, mas o problema é mantê-los sem tampa ou mal vedados, transformando-os em verdadeiros depósitos de larvas do Aedes aegypti ”, salientou o secretário.

Deodato anunciou que, já a partir desta semana, as ações da “Operação Impacto de Combate à Dengue” serão intensificadas nas áreas onde o LIRAa registra maior presença do Aedes aegypti. A Prefeitura de Manaus também está preparando uma nova campanha de mídia, que visa sensibilizar a população para adotar medidas de combate ao mosquito, no ambiente domiciliar. Nas peças, serão destacadas iniciativas que vêm sendo adotadas por moradores de várias áreas da cidade e que são bons exemplos a serem copiados.

Onde o risco é maior – A zona Leste da cidade mantém-se como a área de maior risco para ocorrência de casos da dengue, com destaque para os bairros Jorge Teixeira, Tancredo Neves, São José e Gilberto Mestrinho, segundo informações coletadas durante o primeiro LIRAa do ano. “O Jorge Teixeira – sobretudo em regiões de invasão, como as comunidades Santa Inês, Grande Vitória e Nova Floresta –, é um exemplo bem típico de área onde os depósitos de água no nível do chão são os que mais vêm funcionando como criadouros do mosquito da dengue”, observa o coordenador da Operação Impacto de Combate à Dengue, Vanderson Sampaio.

A zona Sul aparece em segundo lugar entre ás áreas com maior presença do mosquito da dengue, principalmente nos bairros do Aleixo, Adrianópolis, Colônia Oliveira Machado, Educandos e Santa Luzia. Sampaio diz que, no levantamento, Aleixo e Adrianópolis foram considerados um estrato único. Segundo ele, as características geográficas de regiões do Aleixo e a presença de um grande número de obras de empreendimentos imobiliários na área de Adrianópolis, ajudam a explicar o destaque dos dois bairros. “Já estamos em conversação com o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) para definir estratégias que possam reduzir a presença de criadouros do mosquito da dengue nos canteiros de obras”, afirma o técnico da Semsa.

Na zona Norte, áreas da Cidade Nova e Novo Aleixo foram as que registraram índice maior de infestação predial pelo mosquito da dengue. Na zona Oeste, os bairros da Redenção e Tarumã são os dois com maior índice de infestação.

ZONA LESTE

Principal problema: depósitos de água no nível do chão, sem tampas.

Áreas de maior risco: bairros Jorge Teixeira, Tancredo Neves, São José e Gilberto Mestrinho.

ZONA SUL

Principal problema: acúmulo de entulho nos quintais e, no caso do Aleixo e Adrianópolis, também nos canteiros de obras.

Áreas de maior risco: bairros do Aleixo, Adrianópolis, Colônia Oliveira Machado, Educandos e Santa Luzia.

ZONA NORTE

Principal problema: acúmulo de entulho nos quintais.

Áreas de maior risco: Cidade Nova e Novo Aleixo.

ZONA OESTE

Principal problema: acúmulo de entulho nos quintais.

Áreas de maior risco: bairros da Redenção e Tarumã.

 

_________________________________________Três Comunicação( 3651-7126 / 3651-8568 / 9116-3591 / 9116-1702Comunicação Semsa – 3236-8315/8844-5635Reportagem – Terezinha Torres


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