Secretaria da Saúde orienta população sobre cuidados com serpentes
19/1/2012 19:41, Por Prefeitura de Ribeirão Preto
Ribeirão Preto, 20 de Janeiro de 2012
Secretaria da Saúde orienta população sobre cuidados com serpentes
Répteis como jararaca, urutu, caiçara e jararacuçu são responsáveis por cerca de 90% dos acidentes registrados no Brasil
Divulgação
Em 2011 foram registradas 30 notificações relacionadas a serpentes
O Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde recebe notificações da população referente ao encontro de cobras, e estas solicitações são mais comuns no período mais quente e chuvoso do ano. A presença de serpentes na área urbana acontece por conta da redução dos habitats naturais, da oferta de alimento (presas) e pela falta de predadores. “As serpentes do gênero Bothrops (jararaca, urutu, caiçara, jararacuçu) são responsáveis por cerca de 90% dos acidentes registrados no Brasil”, explica Eliana Colucci, responsável pela Divisão de Controle de Zoonoses.
No ano passado, o Laboratório de Entomologia do Centro de Controle de Zoonoses atendeu 30 notificações referentes a serpentes, sendo que uma cascavel, duas urutus e uma coral verdadeira que foram recolhidas. Essas notificações se concentraram no período de outubro a abril. “Este ano já atendemos cinco notificações”, informa Colucci.
Segundo ela, as reações das pessoas ao envenenamento geralmente estão associadas ao tipo de serpente, quantidade de veneno injetado, local da mordida e à massa corpórea do indivíduo. “O veneno da jararaca, por exemplo, afeta principalmente os tecidos musculares e a coagulação do sangue”, informa a bióloga.
No Brasil, a cascavel – Crotalus durissus – aparece em áreas de campos e cerrado e seu veneno afeta principalmente o sistema nervoso e secundariamente os músculos e rins. “Ela é responsável por cerca de 8% dos acidentes e, eles vão de moderados a grave, podendo levar à morte, caso não sejam tratados adequadamente”.
Equilíbrio - As cobras desempenham importante papel para o equilibro ecológico, pois são predadoras naturais de pequenos roedores e aves. Capturar e criar cobras exige autorização especial do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) ou de órgãos ambientais estaduais.
As estatísticas mostram que aproximadamente 78% dos acidentes ocorrem na região das pernas ou pés, 18% nas mãos e 4% em outras partes do corpo. A utilização de botas e atenção ao local onde se coloca as mãos podem evitar 96% dos acidentes.
Em caso de acidente – Após a picada de uma cobra é necessário lavar o local da picada com água e sabão. Não se deve amarrar, fazer torniquetes ou garrotes, pois além de agravar o acidente, pode descaracterizá-lo dificultando o diagnóstico médico. Não colocar no local da picada infusões, café, fumo, etc., que podem infeccionar ou danificar ainda mais os tecidos afetados.
“O acidentado deve ser mantido em repouso o máximo possível, de preferência deitado, evitando esforço. Também não deve dar bebidas alcoólicas, remédios ou qualquer outra bebida ao acidentado. Além de não ter atividade contra o veneno, podem intoxicar ainda mais o acidentado”, explica a bióloga Eliana Colucci.
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