Saúde notifica caso de dengue no Alto Cafezal (23/01/2012)

24/1/2012 9:21,  Por Prefeitura de Marília

Saúde notifica caso de dengue no Alto Cafezal (23/01/2012)

A SMS (Secretaria Municipal da Saúde) registrou na última semana mais um caso de dengue em Marília. A paciente reside na área de abrangência da UBS (Unidade Básica de Saúde) Alto Cafezal e alega não ter se deslocado para nenhum outro município nos últimos meses, o que configura autoctonia.

O caso é referente a 2011, pois os sintomas tiveram início em 18 de dezembro desse ano, e preocupa a SMS porque na data marcada para coleta de material para exame a paciente não compareceu à unidade de saúde, tendo viajado para o litoral, somente retornando a Marília em 10 de janeiro, momento em que os exames confirmaram a doença.

Esse tipo de constatação tardia representa risco, pois as ações de controle também são desencadeadas tardiamente, dando chance para que a transmissão se estabeleça na cidade.

Caso semelhante ocorreu no final do ano de 2006, tendo resultado na epidemia de 2007.

As equipes de Vigilância Epidemiológica e de Controle de Zoonoses da SMS deram início ao bloqueio de controle de criadouros e busca ativa de sintomas na área na ultima sexta feira (20), e a nebulização de inseticida terá início nesta terça feira (24), num raio de 500 metros em torno do caso.

Durante todo o período do ano passado o município registrou 76 ocorrências da doença, sendo 65 autóctones, 8 importados e 3 em trânsito.

“É importante as pessoas estarem atentas ao manejo ambiental para evitar possíveis criadouros do Aedes aegypti, vetor da dengue. Estamos no período de calor e boa frequência de chuvas, condições propícias para a proliferação do inseto”, afirma o coordenador de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses da SMS, Lupercio Lopes Garrido Neto.

Para evitar os criadouros do mosquito da dengue é necessário manter vedada caixa d’água, tampar ralos e vasos sanitários quando não estiver em uso, eliminar vasilhas que possam reter água, colocar areia em pratos de vaso de plantas, verificar se as calhas não estão entupidas para evitar o acúmulo de água, assim como manter seca a bandeja de geladeira ou de ar-condicionado.

“Além disso, em duas semanas a maioria dos estudantes retorna às aulas, e com o fim das férias muitas pessoas estão voltando de viagem de outras cidades, o que aumenta muito as possibilidades de introdução da doença no município, uma vez que importantes transmissões já ocorrem em grande parte do país”, reitera o coordenador.

Outro fator que traz preocupação em relação à dengue foi a entrada do sorotipo 4 no Estado de São Paulo. Assim toda a população pode estar suscetível à doença, independente de ter tido ou não dengue, e as que já foram acometidas podem desenvolver forma mais grave da doença.

A população deve estar atenta também aos sintomas da doença. As pessoas podem apresentar febre, associada a dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, no corpo e nas articulações. Logo no início dos sintomas devem procurar um serviço de saúde o mais rápido possível para avaliação, visto que os sintomas de dengue são comuns a outras infecções virais.

LEVANTAMENTO
Além do trabalho contínuo das equipes de saúde na orientação da população no cuidado e manejo ambiental para evitar a proliferação do mosquito da dengue, a SMS está concluindo o levantamento de ADL (Avaliação de Densidade Larvária), que é uma das estratégias de monitoramento e controle da dengue.

“Com base neste levantamento, será possível priorizar os trabalhos de controle e prevenção da dengue e conter infestação do mosquito. Com os resultados em mãos, as equipes de saúde poderão fortalecer o trabalho de orientação e prevenção à população dessas comunidades, para que os moradores realizem a eliminação de criadouros”, revela Garrido Neto.

Parecido com o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti), a ADL fornece também o índice de Breteau, que é o número de amostras positivas para o vetor da doença, por cada 100 imóveis visitados.

O levantamento está sendo realizado em 298 quadras, por toda a cidade. No último LIRAa, realizado em outubro, o índice de Breteau foi de 0,6.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda a manutenção de índices larvários inferiores a 1 nas áreas infestadas, como forma de minimizar o risco das transmissões de dengue.


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