Sarkozy e Merkel querem salvar interesses capitalistas na crise

20/7/2011 11:46,  Por Redação, com agências internacionais - de Berlim

Grécia

Merkel e Sarkozy, apesar dos sorrisos largos, não têm grandes motivos para manter o bom-humor diante da crise grega

Os países mais ricos da Europa protagonizam uma corrida contra o tempo para chegar a um acordo para a crise da dívida. Nesta quarta-feira, os líderes da França e da Alemanha, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel, encontraram-se numa reunião preparatória a dois às vésperas da crucial cúpula europeia que será realizada em Bruxelas.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, classificou de muito grave a situação na Eurozona devido à crise da dívida da Grécia e alertou que um fracasso da cúpula de quinta-feira terá consequências mundiais.

– Ninguém deve se iludir, a situação é muito grave – declarou à imprensa.

Segundo Barroso, os chefes de Estado e de governo devem, no mínimo, propor medidas claras para estabilizar a Grécia.

Na cúpula da Eurozona os países imperialistas da região tentarão encontrar soluções para a crise da dívida da Grécia, consideradas indispensáveis para “salvar” a União Europeia. Os dirigentes dos 17 países da Eurozona discutirão um segundo plano de resgate para a economia grega, no qual tentarão envolver o setor privado.

– Teremos uma cúpula, nesta quinta-feira, determinante para o futuro do país e da Europa. O primeiro-ministro Giorgos Papandreou luta para garantir que a Grécia continue de pé”, declarou Ilia Mosialos, porta-voz do governo grego.

Com seu encontro prévio Sarkozy e Merkel querem passar a imagem de que estão unidos e confiantes na solução da crise.

Várias opções estará na mesa durante o encontro dos 17 países da Eurozona: recompra da dívida grega e reescalonamento, além da definição de um novo plano de “ajuda” para a Grécia. De imediato, a União Europeia pretende evitar o contágio da crise da dívida.

A maioria das opções contempladas que envolvem a participação de credores privados da Grécia, como a Alemanha exige desde o início por razões políticas, suporiam de fato um “acontecimento de crédito”, um “default” ou a falta de pagamento parcial de sua dívida pela Grécia.

O reescalonamento da dívida grega iria impor aos credores uma mudança nos vencimentos dos reembolsos, o que seria castigado pelas agências de classificação.

Já a recompra da dívida grega, também em discussão, poderia não supor um “default” se a Grécia realizar ela mesma a operação com a ajuda de empréstimos europeus.

Uma coisa é certa, as reuniões de Sarkozy e Merkel, assim como a cúpula da Eurozona nada trarão de bom para os povos e os trabalhadores. Todas as opções consideradas pressupõem a adoção de políticas de arrocho e ataques aos direitos sociais na Grécia e demais países da periferia europeia.


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2 Comentários para “Sarkozy e Merkel querem salvar interesses capitalistas na crise”

  1. JOÃO PAULO FRANCISCO

    Eles não querem ver o óbvio é o fim deste sistema e não tem volta vão ficar tapando buraco injetando dinheiro que deveria melhorar num todo a situação dos trabalhadores da grande massa vão postergar até aonde cair a última ficha , esse sistema não funciona é muito caro pra todos , eles estão até parecendo Eu com a minha empresa fui até que acabou o dinheiro , no caso deles claro quem paga é a grande massa de trabalhador que são humilhados dia após dia , são ricos com dinheiro dos trabalhadores acham que fazem bons negócios mas não fazem , são milionários com dinheiro dos outros , eles podem até serem diferentes mas é na maneira de andar , comer olha como eles andam e como comem e o que come se não suas próprias fezes imundos que são , isso sim.

  2. JOÃO PAULO FRANCISCO

    Não mais este sistema de mentira, enganação humilhante, excludente , vergonhoso, incrédulo , na verdade são muito poucos os verdadeiros ricos que haveria de haver o que vemos hoje por ai são um monte de vermes corruptos que roubam na cara dura o trabalhador que devido sua alienação falta de raciocínio não pode fazer nada , a não ser esperar que apareça um bom Samaritano.

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