Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Rússia e China ampliam integração geopolítica no mundo

Sábado, 18 de Julho de 2015 às 15:47, por: CdB
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Presidentes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia, assinam acordos durante reunião em Moscou, em março de 2013
A Rússia e a China estão criando um projeto que reforçará suas posições no mundo, segundo o jornalista polaco Dawid Warszawski no Gazeta Wyborcza. “A Europa, combatendo com dificuldade três crises (a grega, a ucraniana e a dos refugiados) não prestou atenção à cúpula tripla do BRICS, da União Econômica Eurasiática e da Organização de Cooperação de Xangai. E fez mal", escreveu à agência russa de notícias Sputnik Brasil. De acordo com o jornal, as decisões tomadas nas cúpulas podem influir sobre o futuro da Europa. Os dirigentes russo e chinês pretendem juntar a Nova Rota da Seda e a União Econômica Eurasiática, o que levará ao surgimento de um espaço econômico unido e livre de Pequim até Minsk. A SCO ratificou, na véspera, uma resolução sobre o início dos procedimentos de expansão do grupo, abrindo a possibilidade de adesão plena da Índia e do Paquistão ao bloco Quanto à Organização de Cooperação de Xangai, à qual aderiram a Índia e o Paquistão, esta desempenha um significativo papel geopolítico e estratégico. Na SCO há quase tantos países com armamentos nucleares como no Conselho de Segurança da ONU. Além disso, a possível adesão do Irã ao grupo fortalece esta tendência, afirma o autor. “Hoje em dia o Ocidente já não é o único bloco que garante a segurança dos países em crise. A Organização de Cooperação de Xangai possui também meios e forças para isso”, acrescentou. Duras lições Em linha com as afirmações de Warszawski, para o vice-ministro de Finanças da China, Zhu Guangyao, a China deve aprender lições da turbulência no mercado de ações, afirmou o vice-ministro de Finanças do país neste sábado, sinalizando sua intenção de se concentrar na supervisão e no desenvolvimento de novos regulamentos para torná-lo capaz de resistir a qualquer futura turbulência no ambiente financeiro. As bolsas chinesas despencaram no início deste mês quase 1/3 do pico de meados de junho, eliminando cerca de US$ 4 trilhões em valores das ações, com investidores assustados por especulações de que o banco central da China estivesse prestes a encerrar o afrouxamento da sua política monetária. O declínio fez o governo a lançar uma série de ações, incluindo a proibição de venda de ações por executivos e companhias. Zhu Guangyao disse à agência inglesa de notícias Reuters que Pequim estava considerando novas políticas. – Há uma inadequação na supervisão, e este é o verdadeiro desafio", disse ele em uma entrevista na Embaixada chinesa em Londres. "Depois da forte alta e da forte queda que vimos, precisamos aprender com outros países, com os mercados de ações maduros, incluindo os Estados Unidos e Reino Unido – disse. Zhu disse que a intervenção da China para estabilizar o mercado se justificava, dado o nível de turbulência e que agora haveria uma avaliação sobre o que tinha acontecido para ajudar a elaborar políticas para lidar com qualquer futura turbulência no mercado. Ele, entretanto, não disse que outras políticas estavam sendo avaliadas.
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