Rede 8 de Março promove debate sobre a Safe House na Mouraria

A Rede 8 de Março organiza no próximo dia 19 de Abril, às 21h, na Galeria Zé dos Bois – ZDB, em Lisboa, um debate sobre o projeto de constituição de um espaço de apoio a mulheres prostitutas. No encontro estarão representantes da Câmara Municipal de Lisboa, do GAT e das Irmãs Oblatas.Artigo |16 Abril, 2012 – 19:52Manifestação de trabalhadores/as do sexo no Mayday Lisboa 2010. Foto de Paulete Matos.

É já esta quinta-feira, dia 19 de Abril, às 21h, na Galeria Zé dos Bois – ZDB, em Lisboa, que terá lugar o debate/conversa promovido pela Rede 8 de Março em torno do polémico projeto de constituição de uma Safe House [Casa Segura] na Mouraria. Ver evento no facebook.

Na nota enviada à imprensa, a Rede anuncia que quer dar a conhecer e promover o debate sobre este novo projeto na cidade de Lisboa, e que para isso conta com a participação de João Menezes (Coordenador do Gabinete de Apoio ao Bairro de Intervenção Prioritária da Mouraria, da Câmara Municipal de Lisboa), Daniel Simões (GAT (Grupo Português de Ativistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA), Sónia Ricardo e Ingride Alvaredo (representantes da obra Social das Irmãs Oblatas).

A Rede 8 de Março, que junta diversas associações como a UMAR, Panteras Rosas, Precári@s Inflexíveis, SOS Racismo, Comunidária e Clube Safo, promove o debate sobre o projeto da Safe House “para que seja conhecido e discutido pelas cidadãs e cidadãos, junto das pessoas que o propõem e que decidem sobre a sua aplicação na cidade de Lisboa”.

A proposta de constituição de uma Safe House para mulheres prostitutas provém da Obra Social das Irmãs Oblatas e do GAT – Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA. Esta proposta pretende ser incluída no Programa de Desenvolvimento Comunitário da Mouraria, área geográfica incluída num plano de reabilitação urbana e social a cargo da Câmara Municipal de Lisboa.

Segundo a Rede, na Safe House, as mulheres que trabalham naquela zona da cidade poderão ter acesso a serviços de apoio na área da saúde e também, por exemplo, informação jurídica a vários níveis.

“O trabalho sexual não pode continuar a ser exercido sem direitos, nem proteção social”, defende a Rede 8 de Março, acrescentando que “atrizes, dançarinas ou prostitutas, as mulheres estão presentes na indústria do sexo e o seu trabalho tem urgentemente de ser reconhecido”.

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