Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

PT: executiva estuda estratégia após afastamento de Dilma

Os 21 integrantes da Executiva Nacional do PT reuniram-se na sede do partido nesta segunda-feira, em Brasília, para discutir as eleições municipais deste ano e a conjuntura do país.

Segunda, 16 de Maio de 2016 às 10:32, por: CdB

A expectativa é de que sejam aprovadas as linhas gerais de um documento que norteará a atuação a ser adotada a partir agora pelo PT

Por Redação, com ABr - de Brasília:
Os 21 integrantes da Executiva Nacional do PT reuniram-se na sede do partido nesta segunda-feira, em Brasília, para discutir as eleições municipais deste ano e a conjuntura do país, o que inclui a estratégia a ser adotada após o afastamento da presidenta Dilma Rousseff do cargo e a atuação dos parlamentares petistas, agora como oposição ao presidente interino Michel Temer. Instância máxima de poder do partido, a Executiva do PT é composta por 18 membros mais o presidente do partido, Rui Falcão, e os líderes no Senado, Paulo Rocha (PA), e na Câmara, Afonso Florence (BA).
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Dilma Rousseff foi afastada na última semana após a aprovação da admissibilidade do processo de impeachment
A expectativa é de que sejam aprovadas as linhas gerais de um documento que norteará a atuação a ser adotada a partir agora pelo PT, enquanto oposição. O documento será apresentado para discussão durante a reunião com os 84 integrantes do Diretório Nacional. A reunião está marcada para a terça-feira, no Hotel San Marco, em Brasília. Nenhum integrante falou ao chegar na sede do partido. Um dos últimos a chegar, às 11h30, foi o senador Humberto Costa. A reunião conta também com a participação de outros integrantes do partido.

Luta do PT

Na última quinta-feira, o senador Humberto Costa (PT-PE), que era líder do governo Dilma no Senado, afirmou logo após a aprovação da admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff que o PT continuará a luta contra o afastamento definitivo da presidenta no Congresso Nacional, nas ruas com os movimentos sociais e também no Judiciário. Costa voltou a criticar o processo de impeachment, dizendo que ele "nasceu viciado", e que Dilma não cometeu crime de responsabilidade. Apesar de a admissibilidade ter tido uma votação expressiva, com mais de dois terços dos senadores, Humberto Costa ainda acredita numa reviravolta. “Ao longo do julgamento do mérito, muitas coisas podem mudar”. Segundo ele, alguns senadores que voltaram pela admissibilidade disseram que ainda não estão convictos da prática de crime de responsabilidade da presidenta Dilma.

Dilma Rousseff

Em abril, Dilma Rousseff disse que o Brasil tem um “veio golpista adormecido” e que não houve um presidente após a redemocratização do país que não tenha tido um processo de impedimento no Congresso Nacional. - Se nós acompanharmos a trajetória dos presidentes no meu país no regime presidencialista a partir de Getúlio Vargas, nós vamos ver que o impeachment sistematicamente se tornou um instrumento contra os presidentes eleitos. Tenho certeza que não houve um único presidente depois da redemocratização do país que não tenha tido processos de impedimento no Congresso Nacional. Todos tiveram - afirmou Dilma, em entrevista a veículos estrangeiros no Palácio do Planalto. Dilma também ressaltou que se crise econômica fosse argumento “para tirar presidente da República não teria um único presidente da República nos países desenvolvidos que sobrevivesse à profunda crise econômica com desemprego”. Para ela, não é por causa da crise econômica que está ocorrendo a crise política.
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