epois de ter iniciado o ano com ligeiro crescimento de 0,4% em janeiro, na série livre de influências sazonais, a produção industrial brasileira voltou a cair em fevereiro: 2,5%. Os dados da Produção Industrial Mensal Produção Física Brasil (PIM-PF) foram divulgados, nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No confronto com janeiro do ano passado, a queda para o total da indústria foi de 9,8% em fevereiro
Por Redação, com ABr - de Brasília:
Depois de ter iniciado o ano com ligeiro crescimento de 0,4% em janeiro, na série livre de influências sazonais, a produção industrial brasileira voltou a cair em fevereiro: 2,5%. Os dados da Produção Industrial Mensal Produção Física Brasil (PIM-PF) foram divulgados, nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa indica que, na série sem ajuste sazonal, no confronto com janeiro do ano passado, a queda para o total da indústriafoi de 9,8% em fevereiro, registrando a vigésima quarta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, porém menos intensa do que a observada em janeiro (-13,6%).
No confronto com janeiro de 2015 foi registrada a vigésima quarta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação
Com a redução de fevereiro, o parque fabril do país passou a acumular uma retração de 11,8% nos dois primeiros meses de 2016, comparativamente ao período janeiro/fevereiro do ano passado. Já a taxa anualizada, o indicador acumulado nos últimos 12 meses, fechou fevereiro com queda de 9%, a mais intensa desde os 9,4% de novembro de 2009.
Indústria e Índice de Confiança
O Índice de Confiança da Indústria avançou 0,4 ponto em março, passando de 74,7 para 75,1 pontos, de acordo com a Fundação Getulio Vargas. Em termos trimestrais, o índice recuou de 75,5 pontos, na média do quarto trimestre de 2015, para 75,3 pontos no primeiro trimestre de 2016.
O aumento da confiança em março tem relação com a melhora das avaliações do setor sobre a situação atual, apesar da piora nas expectativas para os próximos meses.
O Índice da Situação Atual registrou alta e chegou em 78,6 pontos – o maior índice desde abril de 2015. Houve redução da proporção de empresas com estoques excessivos, que passou de 17,7% para 17% de fevereiro para março, o menor desde abril de 2015 (16,3%). A parcela de empresas com estoques insuficientes aumentou de 5,7% para 6,2% – a maior desde agosto de 2013 (6,7%).
O Índice de Expectativas recuou para 72 pontos, o menor da série histórica. A maior contribuição veio das expectativas quanto à evolução da produção física nos três meses seguintes. O indicador de produção prevista recuou 2 pontos em março, alcançando 72,5 pontos, o menor nível da série histórica.
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