Prefeitura inicia construção de 482 casas para acabar com favela na Moreninha

30/1/2012 10:40,  Por Prefeitura de Campo Grande

Habitação -Segunda-Feira 30 de Janeiro de 2012

Prefeitura inicia construção de 482 casas para acabar com favela na Moreninha

Foto:Denilson Secreta  
As novas moradias atenderão familais que moram nas áreas de risco
O prefeito Nelson Trad Filho autoriza nesta segunda-feira às 8h30 na Avenida Capaiba, Moreninha IV, do início da construção de um conjunto habitacional de 482 casas que atenderão 170 famílias que ocupam barracos erguidos há 10 anos, embaixo da linha de alta tensão, na região das Moreninhas. Esta é a uma das três favelas existentes em Campo Grande identificadas pelo IBGE que tem as características de “agrupamentos subnormais”, ocupações em áreas públicas ou privadas, com moradias precárias, onde sequer as ruas foram abertas. As 419 famílias dos outros dois agrupamentos, Cidade de Deus no Dom Antonio e Nossa Senhora Aparecida, na região da Coophasul, receberam casa nos conjuntos José Teruel, no Dom Antonio Barbosa e Ronaldo Tenuta, na região do Santa Emilia.

Estas 482 casas na Moreninha IV abrigarão também as 200 famílias que moram em área de risco às margens do Córrego Bálsamo, onde a prefeitura vai abrir um parque linear e fará obras de drenagem, pavimentação e urbanização, ao custo de R$ 41 milhões. São recursos do Programa de Aceleração do Crescimento e contrapartida da Prefeitura.

Serão construídas 467 casas-padrão, com 35,08 metros quadrados de área construída e 15 casas adaptadas com 39,48 metros quadrados, sendo dois quartos, sala e cozinha conjugada e banheiro. Por parte do Governo Federal, serão investidos R$ 23.136,00 milhões, com contrapartida da Prefeitura de Campo Grande, no valor de R$ 4.251,470.

Entre os moradores que serão beneficiados o início das obras é motivo de comemoração. A dona de casa Sonia Maria Pereira de Lima, 45 anos, divide o barraco com duas filhas, duas netas e a mãe. “Estou aguardando ansiosamente pela construção das casas. Já trabalhei muito, agora quero tranqüilidade. Toda vez que chove a água entra na minha casa”.

A expectativa é de que a construção das casas melhore a qualidade de vida das famílias. O pedreiro Ricardo Azevedo Araújo, 21 anos, não tem dúvida. “Quando a gente estiver em nossa casa, acaba o desespero dos dias de chuva acompanhada de tempestade, quando o barraco fica alagado e muitas vezes o vendaval derruba”.

Para Luiz Fernando de Moraes, 49, aposentado, cadeirante há 22 anos, as casas vão trazer condições mais dignas de vida. Ele enfrenta ainda mais dificuldades de locomoção nos dias de chuva. “Quando chove não consigo sair nem entrar em casa. Se estou na rua tenho que esperar secar.Se estou em casa não posso sair porque a terra fica molhada e não dá para andar com a cadeira”.

A animação com a construção das casas se estende às famílias no entorno do Bálsamo, que ocupam moradias precárias. A dona de casa Olívia Ataíde de Souza, de 34 anos, disse que o que mais a deixou feliz foi a notícia de que a casa terá azulejo. “Quem está acostumado a viver numa casa não imagina o que isso significa pra gente. Vivemos em barracos, feitos de tábua e alguns de lona. Ter uma casa com várias peças, com quartos e portas; cozinha e banheiro com azulejo; tudo isso é bom demais. Não dá para descrever o que estou sentindo. Moramos em sete pessoas dentro de um lugar improvisado. Então, você imagina como é!”, desabafou uma das futuras proprietárias das casas.

Já o vendedor autônomo, Euclides Rios, de 53 anos, falou que as moradias serão essenciais para transformar aquela região. “Vivo aqui desde 1981. Essa área aqui é triste. Muita dificuldade que esse povo enfrenta. Não tem asfalto, não tem organização. É uma área onde foram amontoados barracões e a gente se adapta”. O conjunto habitacional na Moreninha deve ficar pronto em 10 meses.
 

Fonte/Autor: Flávio Paes DRT/MS 07


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