Pedro Rios faz greve de fome contra o pacto de silêncio entre a mídia e o governo
1/2/2012 13:38, Por Redação, com agências
A expulsão violenta, em Pinheirinho, de 6 mil de moradores pobres de suas casas em um terreno pertencente à Naji Nahas, foi fotografada e filmada sob os mais diversos ângulos.

Pedro Rios diz que enquanto esteve em Pinheirinhos recebeu muitas denúncias de moradores desesperados
No dia anterior à desocupação, havia momentos de pânico por parte da população enquanto era vítima da brutalidade policial na cidade de São José dos Campos, até os depoimentos colhidos o termino da desocupação, com a população alojada em abrigos precários e sendo assediada pelas forças policias que deveriam protegê-las.
Não faltaram denúncias de abuso de poder e de violência extrema, além de denúncias de que muitas pessoas teriam sido feridas e mesmo mortas, mas ninguém parece conseguir informações nem nos hospitais da cidade e nem no (IML) Instituto de Medicina Legal local. O carioca Pedro Rios Leão foi à cidade de São José dos Campos e entrevistou dezenas de moradores que, na frente das câmeras, afirmaram a existência de mortos e feridos que estariam sendo escondidos pela prefeitura e governo estadual.
O ativista encontra-se em greve de fome, acorrentado em uma das entradas da Rede Globo de Televisão no bairro do Jardim Botânico no Rio de Janeiro, a quem ele acusa de conivência com o Massacre, que vem sendo escondido pela grande mídia ou tratado com total normalidade. Seu protesto é contra o pacto de silêncio entre a mídia e o governo quando o governo e os empresários agem juntos e ilegalmente, em interesse próprio e contra a população, seja utilizando o judiciário ou polícia militar. Ele esteve em São José dos Campos em São Paulo e acompanhou o processo de desocupação do bairro do Pinheirinho. Pedro, que além de documentar os fatos, foi testemunha da barbárie, seu protesto é trazer a barbárie para perto de todos os brasileiros.
Leão aponta não apenas a prefeitura de São José dos Campos, mas também o governo estadual e federal como culpados pelo que considera um crime contra a população de Pinheirinho. Ele se declara em estado de guerra contra governos que são coniventes com o sofrimento da população desalojada e implora para que a presidente Dilma Rousseff tome uma atitude.
Seus vídeos denunciam o medo da população frente à violência com que estão sendo tratados e coleta inúmeras denúncias cuja investigação se mostra urgente. A igreja onde os moradores se refugiaram foi alvo de bombas e tiros – apesar das negativas do padre local que, posteriormente, expulsou os moradores do local – e nas proximidades um homem foi alegadamente assassinado pelas tropas ocupantes do Pinheirinho. No vídeo, repetem-se as denúncias de corpos “sumidos” do IML.
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Ótima reportagem. Primeiro, é ótimo a gente ver a reportagem, porque no resto da grande mídia ela não vai aparecer. Segundo, a reportagem é muito bem feita, isenta, mostra um cara em greve de fome reivindicando alguma coisa, então mostra examente o que ele está reivindicando, a intervenção do Governo Federal e a retratação dos fatos como realmente eles aconteceram, sem deturpar, julgar ou ridicularizar o cara. Esse parece ser um protesto realmente deseperado e com poucas chances de êxito, porque a questão do controle da mídia é estrutural, mas é um protesto… O documentário do cara sobre a situação do Pinherinho é ótimo, e a fala dele nas entrevistas divulgadas em vídeos também é muito boa e lúcida. Nem todas as pessoas consideram que o importante é aparecer na mídia, se enriquecer, ou obter algum cargo de poder a qualquer custo. Muitas, além de trabalhadores, também têm o objetivo de construir uma sociedade mais justa e democrática… Acho que devemos dar a maior força para esse cara aí, apesar dessa ação ser claramente limitada. Mas acho que isso que ele se propôs é muito difícil, e se ele ficar lá mesmo uma semana em greve de fome ficará muito debilitado. Mas acho que a ideia dele é contestar o controle de comunicação pelos interesses econômicos, nós devemos divulgar a questão, e a sociedade aproveitar para discutir sobre o assunto. Sem dúvida, se ele ficar lá mesmo, isso será divulgado internacionalmente e vai fazer as pessoas pensarem… Logo agora que os grandes, principalmente a Globo, estão fazendo uma campanha midíatica contra Cuba e ao mesmo tempo contra o PT (eles são tão reacionários que consideram o PT um partido de esquerda), explorando “dissidentes” fabricados – o título de um recente texto da Miriam Leitão em sua coluna do Globo é “Dilma poderia dar um passo adiante e ouvir os dissidentes”. Pois é, como eles vão conseguir agora não ouvir esse cara aí?
Pensei que o Brasil realmente estava indo para frente…agora entendo a Presidente não bater de frente com relação aos direitos humanos em Cuba…se nem no Brasil a coisa tá funcionando adequadamente…
Torço pra que ele não morra de fome
Eu acredito que o Alkymin seja capaz de mandar esconder da opinião pública as mortes porventura ocorridas em Pinheirinho.
Quando governador a primeira vez, o Estadão publicou uma reportagem de quase uma página com um relato de umpresidiário X9 das polícia sobre uma das maiores armações policiais para promover Alkymin como o pacificador de S. Paulo. Esse X9 teria que ser intermediário entre a policía e uma dezena de margianis otários que tentariam assaltar um avião pagador com alguns milhões. Os otários receberam AR15 com balas de festin (sem saber) e foram colocados todos num mesmo micro ônibus (para facilitar o massacre da polícia). Quando chegaram no pedágio perto do aéroporto particular onde estaria o suposto avião com os milhões, a polícia já os estava esperando fortemente armada e matou todos dentro ônibus; nenhum policial ferido.
Antes de aceitar a tarefa, com medo de de ser morto com queima de arquivo, o X9 disse que exigiu falar pessoalmente com Alkymin. Esse pedido foi satisfeito e ele foi levado uma noite à pessoa do Alkymin que confirmou. Como depois de um tempo ele recebeu informações que iriam eliminar ele, ele resolveu denunciar ao Estadão como prevenção. Mas não adiantou, ele foi assassinado tempos depois. A sociedade não o protegeu. Podem pesquisar essa reportagem no estdão da época do primeiro governo de Alkymin que encontram.
Alkymin explorou esse falso assalto como feito seu no combate ao crime organizado, 10 a 15 bandidos mortos num assalto frustrado.
Mas depois ele recebeu o troco. Ele pretendia usar essa mística na campanha para presidente, mas aí seus inimigos dentro e fora do PSDB acionaram também o mesmo esquema e provocaram a maior batalha campal de S. Paulo com bandidos tocando fogo em todas as delegacias de S. Paulo destruindo seu tema de campanha. É assim que funciona o show-business na política.
É por isso que se me disserem que Alkymin mandou dar comida e água envenenada aos desabrigados eu acredito.
Adriano, que moral teria a Dilma para falar sobre direitos humanos com o Raul Castro depois do que aconteceu na Cracolândia e no Pinheirinho? Apesar de o Governo Federal não ter relação direta com essas ações vergonhosas da polícia de São Paulo, é a imagem do Brasil que fica arranhada perante ao mundo.
quanto a pinheirinhos, é fácil resolver,.embora invasor não tenha direito algum sobre terras legalmente registradas e que pagam seus impostos. o governo toma como forma de impostos devidos, e de, ou venda sei la o que lhe é conveniente.
olhando as imagens na tv, a gente vê que pobreza também ostenta! muitas antenas de sky e varias outras parabólicas aparecem sobre os tetos. e por sinal, só invadem locais e terras de um certo valor.
Quem denuncia a existência de mortos? Quantos morreram? Onde estão sepultados? Quem são esses mortos? Que parentes reclamaram seus corpos? Faltam esses dados para fundamentar com honestidade essa ‘notícia’.
é inadmissível chegar a esse ponto a política brasileira, é por essas e outras que a presidenta Dilma não quis comentar os direitos humanos de Cuba. Também com esses atos de vandalismo, ela vai dizer o quê? Já se foram os tempos da ditadura militar em que tanto essa ¨presidenta¨combatia, juntamente com os Josés Dirceus da vida…
agora virou moda. fazer greve de fome, e ainda com a camisa do framengo! tem mais é que morrer de fome.na caixa de cimento de um cara deste tipo, teria que gravar. morreu de fome por pura frescura pois a comida estava a uns 10 cm de distancia.a desgraça de um certo numero de pobres, é de levar vantagem em tudo. cobrem do governo que reabram as fabricas que a muito fecharam, isso por não acharem justo as taxas que o governo lhes cobra.infelizmente importam mercadorias de péssima qualidade da china, e param as maquinas no brasil.( o mane, tu não aguenta 3 dias de greve de fome, ainda mais framenguista.), toma tino cara vá curtir com outros manes tuas frescuras.
Interessante defendermos tanto pessoas que invadem o que não é seu e não nos envolvermos com as pessoas que são donas de suas terras onde está sendo construída a Usina de Belo Monte. A única diferença é que lá eles são donos então podem ser invadidos e em São José dos Campos eles são invasores e não podem e nem devem ser retirados. É uma palhaçada. Quanto as mortes porque esse jornalista que está querendo aparecer não mostra os obituários ? Falar no Brasil virou regra , provar não precisa , apenas fala-se e vira verdade. Não importa quem foi o dono , não se deve tomar como seu o que é dos outros, isso é ser honesto apesar de muios mostrarem o contrário surrupiando o que pertence ao povo brasileiro.
Comprovando o que disse sobre Alkymin
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas_sesc/pb/artigo.cfm?Edicao_Id=167&breadcrumb=1&Artigo_ID=2433&IDCategoria=2483&reftype=1
Operação Castelinho
Um comboio de supostos membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi parado próximo a um pedágio na rodovia Castelinho, em Sorocaba – a 100 quilômetros de São Paulo –, por um bloqueio com mais de cem PMs em 5 de março do ano passado. Após tiroteio, não houve baixas entre os policiais e 12 criminosos morreram. Por incrível que pareça, na época a “Operação Castelinho” serviu para melhorar a imagem da área de segurança pública perante a opinião pública. No centro dos holofotes estava o Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância (Gradi), fundado em 2000, responsável pela ação.
O grupo teria monitorado a quadrilha, descoberto sua ligação com o PCC e a intenção de assaltar um avião pagador em Sorocaba. Contudo, o aeroporto do município informou que não recebe esse tipo de vôo há muito tempo. Em agosto de 2002, a seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) denunciou o Gradi por usar presos condenados para se infiltrar nos grupos criminosos sob investigação – o que é ilegal. A denúncia se estendeu aos juízes Octávio Augusto Machado de Barros Filho e Maurício Lemos Porto Alves, por autorizarem a liberação dos presos, e ao secretário de Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, a quem o grupo responde diretamente.
Segundo a OAB, esses informantes teriam se infiltrado no bando, plantado a notícia do avião, ajudado no planejamento e conduzido o comboio até a Castelinho. “A prova irrefutável que temos é um relatório reservado da própria polícia, em que os PMs contam toda a ação, como se encontravam com os condenados, onde, quantas vezes”, afirma João José Sady, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da entidade. Participantes da operação disseram que os criminosos se entregaram, mas, mesmo assim, foram executados. “A cena do crime não foi preservada, e o laudo oficial não fez as análises de manchas de pólvora nem estudou a trajetória das balas”, completa Sady. A Ouvidoria da Polícia, órgão autônomo e independente da Secretaria de Segurança Pública, investigou os antecedentes de 22 policiais envolvidos em quatro operações do Gradi e descobriu que juntos eles respondem por 162 inquéritos policiais por homicídio.
Saulo de Castro disse desconhecer os métodos do grupo. No entanto, Fermino Fecchio, que na época das denúncias era ouvidor da polícia, discorda. “São subordinados diretamente ao gabinete do secretário. O fato de dizer que não sabia o que estavam fazendo revela ou incompetência ou conivência.” O secretário de Segurança Pública e o comandante-geral da PM, coronel Alberto Silveira Rodrigues, não quiseram dar entrevistas. O juiz Maurício Lemos, ex-corregedor do Departamento de Inquéritos Policiais, negou envolvimento.
O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou que as investigações seguiriam em sigilo, por envolver um secretário de Estado e dois juízes. “A partir do momento em que é decretado segredo de Justiça, ninguém mais se pronuncia sobre o caso. Daí essa impressão de impunidade”, analisa Isabel Figueiredo, assessora da ouvidoria.
“As investigações estão em fase final. O inquérito vai examinar se houve armação dos policiais, mas ainda não foi concluído”, explica o promotor Carlos Cardoso, assessor de Direitos Humanos da Procuradoria Geral de Justiça. Porém, o Gradi continua existindo, mesmo com todas essas denúncias, lamenta o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo, Renato Simões (PT).
*Repórteres: Angela Pinho, Claudia Carmello, Denise Galvani, Fernanda Sucupira, Leonardo Sakamoto, Lidia Neves, Lúcia Nascimento, Marcio Kameoka, Natália Suzuki, Nelson Lin, Rafael Sampaio, Renata Summa e Rodrigo Pereira
Com todo o respeito,a reportagem deveria ser mais clara e não indutiva.
O terreno não pertence ao megatrambiqueiro (perto do que estamos assistindo ele seria caso prá pequenas causas)Naji Nahas,e sim a massa falida da da Selecta SA que pertencia ao empresário.
O terreno seria (será) posto a hasta pública (leilão) para pagamentos de impostos e DÍVIDAS TRABALHISTAS. Porque será que a imprensa a soldo sempre esconde certas coisas?
Roberto
O terreno se for analisar como o Nahas (A Selecta no caso) virou dona do mesmo, o que nao foi feito pelos governos atuais, vc vai descobrir que foi puramente grilagem de terra, com a ajuda dos politicos, cartorios e juizes. (o terreno era propriedade familiar antigamente, e a familia dona morreu, sem deixar herdeiros…)
E o povo la em pouco tempo teria direito a usucapiao, e supostas dividas trabalhistas, ja teriam caducado, pois passaram-se coisa de 2 decadas do mega golpe financeiro do Nahas.
E claro, vemos claramente, que grandes empreiteiras vao fazer a festa la, pois sao financiadoras do PSDB, o mesmo partido sujo que esta no poder em SP, e em SJC ha anos, e advinha ? Boa parte das promessas dos politicos de la, foi de regularizar a situacao do povo de Pinheirinho ? E o que foi feito ? Simplesmente expulsaram eles de la como ratos, pela propina da especulacao imobiliaria.
Pq o pessoal fa do PSDB acha que em SP nao ha grilagem de terra ? Realmente grilagem nao e exclusividade do norte / nordeste, em SP temos “coronés” travestidos de paladinos da etica e da moral, e até a imprensa suja eles compram pra abafar o caso.