Pastorais do Campo debatem desafios para os próximos anos

7/2/2012 17:41,  Por Adital

Mais de 40lideranças, que atuam nas Pastorais do Campo: CPT (Comissão Pastoral da Terra),Cimi (Conselho Indigenista Missionário), PJR (Pastoral da Juventude Rural),Cáritas, Pastoral dos Migrantes e Pastoral dos Pescadores, estiveram reunidasno último final de semana, 4 e 5, na chácara Vicente Cañas, em Luziânia (GO).

O encontro serviupara socializar os desafios enfrentados pelos povos e comunidades que vivem nocampo, conhecer o trabalho específico de cada Pastoral que atua junto a estapopulação, em vista de uma melhor articulação, fortalecimento e formação.

Foram apresentadasa situação sofrida pelos pescadores artesanais com a invasão dos seusterritórios pela indústria do turismo, a burocracia do Estado que exclui aspopulações tradicionais das políticas públicas.

O integrante daComissão Episcopal Pastoral para o serviço da Caridade, Justiça e Paz, domEnemésio Lazzaris, bispo de Balsas (MA), acompanhou o encontro, juntamente como assessor da mesma Comissão, padre Nelito Dornelas.

Neste encontro foidiscutida ainda a conjuntura eclesial, a partir do documento da CNBB, “A Igrejae a questão agrária no inicio do século XXI”, além de tratar das DiretrizesGerais de Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), contando comassessoria do teólogo padre Paulo Suess e do sociólogo Sérgio Sauer, para aanálise da realidade do campo brasileiro.

Dentre os desafios,destacou-se a situação da juventude no campo. Dos 50 milhões de jovensbrasileiros, oito milhões vivem no campo, dos quais quatro milhões estão noNordeste, sendo que 2,5 milhões de jovens ganham até R$ 70,00 por mês, vivendoabaixo da linha de miséria. Tem também a problemática vivida pelos povosindígenas, com a invasão de suas terras pelos megaprojetos, expansão doagronegócio e do monocultivo e a morosidade na demarcação de suas terras,causando-lhes enormes sofrimentos, conflitos e violência, devido a omissão doEstado.

“O encontro foipermeado por uma profunda espiritualidade e grande consciência eclesial, vistoque estas pastorais dão visibilidade à presença da Igreja em sua dimensãomissionária e profética junto às populações do campo”, disse o padre NelitoDornelas.

Após a reunião,ficou estabelecida linhas de ação: a luta pela reforma agrária e a defesa dosterritórios dos indígenas e povos tradicionais (Construção do segundo Congressocamponês-2012); enfrentamento dos megaprojetos patrocinados pelo Estado(atuação permanente junto ao congresso e das populações atingidas) earticulação das Pastorais do Campo e os movimentos sociais (participação naconstrução e realização da 5ª Semana Social Brasileira).

 

A notícia é da CNBB


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