Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Para Cunha, Temer fez desabafo e não apelo

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta sexta-feira que a fala de Michel Temer (PMDB) foi um "desabafo" e não um "apelo".

Sexta, 07 de Agosto de 2015 às 10:22, por: CdB
Por Redação, com Agências de Notícias e Reuters - de Brasília O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta sexta-feira que a fala do vice-presidente, Michel Temer (PMDB), foi um "desabafo" e não um "apelo". Na quarta-feira, o articulador do governo fez um enfático apelo público ao Congresso Nacional e aos partidos políticos nesta quarta-feira para que evitem uma crise política no país.
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Segundo Cunha, Tener teve momentos para fazer seu apelo de forma concreta e em local apropriado
- Eu interpretei mais como desabafo do que apelo, porque apelo ele teve momentos para fazer de forma concreta e em local apropriado - disse Cunha a jornalistas em Manaus. Na quarta-feira, em declaração à imprensa após maratona de reuniões com ministros e parlamentares nesta quarta, e após um início conturbado dos trabalhos do Congresso Nacional nesta semana, com a ameaça de votação de matérias que afetam as contas públicas, Temer reconheceu que a situação é "grave" e disse que "mais do que nunca" se faz necessária a harmonia. Leia também: O futuro do Partido Dos Trabalhadores - Não vamos ignorar que a situação é razoavelmente grave, não tenho dúvida que é grave. E é grave porque há uma crise política se ensaiando, há uma crise econômica precisando ser ajustada. Mas para tanto é preciso contar com o Congresso Nacional, é preciso contar com os vários setores da nacionalidade brasileira - disse o vice-presidente. Superação da crise Na quinta-feira, Michel Temer disse nesta quinta-feira acreditar que a crise política será superada, assim como a crise econômica, mas manteve o tom de apelo ao Congresso e a partidos políticos para que evitem o agravamento da situação. Em entrevista a jornalistas, Temer afirmou que o pedido público feito na quarta-feira para evitar uma crise política era um “alerta indispensável” e repetiu que é necessário harmonizar a base e ter preocupação com o país. - Porque se nós começarmos a, digamos assim, dizer que não há crise de maneira nenhuma, etc, nós não ajudamos a superá-la - afirmou, após palestra sobre governabilidade e governança em faculdade de Brasília. - A crise econômica, ela muitas vezes ocorre e é logo superada. Uma eventual crise política, etc, no Congresso, ela imediatamente é superada, como será superada ao longo do tempo - acrescentou Temer. O governo já vinha enfrentando um período de baixa popularidade e problemas com parlamentares que compõe sua base.
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