Os 12 mitos do capitalismo

23/1/2012 16:54,  Por Guilherme Alves Coelho - de Lisboa

capitalismo

Capitalismo

São muitos e variados os tipos e meios de manipulação em que a ideologia burguesa se foi alicerçando ao longo do tempo. Um dos tipos mais importantes são os mitos. Trata-se de um conjunto de falsas verdades, mera propaganda que, repetidas à exaustão, sem qualquer questionamento, ao longo de gerações, tornam-se verdades insofismáveis aos olhos de muitos. Foram criadas para apresentar o capitalismo de forma crível perante as massas e obter o seu apoio ou passividade. Os seus veículos mais importantes são a informação mediática, a educação escolar, as tradições familiares, a doutrina das igrejas, etc*.

Um comentário amargo, e frequente após os períodos eleitorais, é o de que “cada povo tem o governo que merece”. Trata-se de uma crítica errônea, que pode levar ao conformismo e à inércia e castiga os menos culpados. Não existem maus povos. Existem povos iletrados, mal informados, enganados, manipulados, iludidos por máquinas de propaganda que os atemorizam e lhes condicionam o pensamento. Todos os povos merecem sempre governos melhores.

A mentira e a manipulação são hoje armas de opressão e destruição em massa, tão eficazes e importantes como as armas de guerra tradicionais. Em muitas ocasiões são complementares destas. Tanto servem para ganhar eleições como para invadir e destruir países insubmissos.

São muitos e variados os tipos e meios de manipulação em que a ideologia capitalista se foi alicerçando ao longo do tempo.

Apresentam-se neste texto, sucintamente, alguns dos mitos mais comuns da mitologia capitalista.

• No capitalismo, qualquer pessoa
pode enriquecer à custa do seu trabalho

Pretende-se fazer crer que o regime capitalista conduz automaticamente qualquer pessoa a ser rica desde que se esforce muito.

O objetivo oculto é obter o apoio acrítico dos trabalhadores no sistema e a sua submissão, na esperança ilusória e culpabilizante em caso de fracasso, de um dia virem a ser também, patrões de sucesso.

Na verdade, a probabilidade de sucesso no sistema capitalista para o cidadão comum é igual a ganhar na loteria. O “sucesso capitalista” é, com raras exceções, fruto da manipulação e da falta de escrúpulos dos que dispõem de mais poder e influência. As fortunas em geral derivam diretamente de formas fraudulentas de atuação.

Este mito de que o sucesso é fruto de uma mistura de trabalho duro, alguma sorte, uma boa dose de fé e depende apenas da capacidade empreendedora e competitiva de cada um, é um dos mitos que tem levado mais pessoas a acreditar no sistema e a apoiá-lo. Mas também, após as tentativas falhadas, a resignarem-se pelo aparente fracasso pessoal e a esconderem que acreditam na indiferença. Trata-se dos tão apregoados empreendedorismo e competitividade.

O capitalismo gera riqueza e bem-estar para todos

Pretende-se fazer crer que a fórmula capitalista de acumulação de riqueza por uma minoria dará lugar, mais tarde ou mais cedo, à redistribuição da mesma.

O objetivo é permitir que os patrões acumulem indefinidamente sem serem questionados sobre a forma como o fizeram, nomeadamente sobre a exploração dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, mantêm nestes a esperança de mais tarde serem recompensados pelo seu esforço e dedicação.

Na verdade, Marx já havia concluído em seus estudos que o objetivo final do capitalismo não é a distribuição da riqueza, mas a sua acumulação e concentração. O agravamento das diferenças entre ricos e pobres nas últimas décadas, nomeadamente após o neoliberalismo, provou isso claramente.

Este mito foi um dos mais difundidos durante a fase de “bem-estar social” pós-guerra, para superar os estados socialistas. Com a queda do adversário soviético, o capitalismo deixou também cair a máscara e perdeu credibilidade.

Estamos todos no mesmo barco

Pretende-se fazer crer que não há classes na sociedade, pelo que as responsabilidades pelos fracassos e crises são igualmente atribuídas a todos e, portanto pagas por todos.

O objetivo é criar um complexo de culpa junto dos trabalhadores que permita aos capitalistas arrecadar os lucros enquanto distribuem as despesas por todo o povo.

Na verdade, o pequeno número de multimilionários, porque detém o poder, é sempre autobeneficiado em relação à imensa maioria do povo, quer em impostos, quer em tráfico de influências, quer na especulação financeira, quer em off-shores, quer na corrupção e nepotismo etc. Esse núcleo, que constitui a classe dominante, pretende assim escamotear que é o único e exclusivo responsável pela situação de penúria dos povos e que deve pagar por isso.

Este é um dos mitos mais ideológicos do capitalismo ao negar a existência de classes.

Liberdade é igual a capitalismo

Pretende-se fazer crer que a verdadeira liberdade só se atinge com o capitalismo, através da chamada autorregulação proporcionada pelo mercado.

O objetivo aí é tornar o capitalismo uma espécie de religião em que tudo se organiza em seu redor e assim afastar os povos das grandes decisões macro-econômicas, indiscutíveis. A liberdade de negociar sem amarras seria o máximo da liberdade.

Na verdade, sabe-se que as estratégias político-económicas, muitas delas planejadas com grande antecipação, são quase sempre tomadas por um pequeno número de pessoas poderosas, à revelia dos povos e dos poderes instituídos, a quem ditam as suas orientações. Nessas reuniões, em cúpulas restritas e mesmo secretas, são definidas as grandes decisões financeiras e econômicas conjunturais ou estratégicas de longo prazo. Todas, ou quase todas essas resoluções, são fruto de negociações e acordos mais ou menos secretos entre os maiores empresas e multinacionais mundiais. O mercado é, pois, manipulado e não autorregulado. A liberdade plena no capitalismo existe de fato, mas apenas para os ricos e poderosos.

Este mito tem sido utilizado pelos dirigentes capitalistas para justificar, por exemplo, intervenções em outros países não submissos ao capitalismo, argumentando não haver neles liberdade, porque há regras.

Capitalismo igual a democracia

Pretende-se fazer crer que apenas no capitalismo há democracia.

O objetivo deste mito, que é complementar ao anterior, é impedir a discussão de outros modelos de sociedade, afirmando não haver alternativas a esse modelo e todos os outros serem ditaduras. Trata-se mais uma vez da apropriação pelo capitalismo, falseando-lhes o sentido, de conceitos caros aos povos, tais como liberdade e democracia.

Na realidade, estando a sociedade dividida em classes, a classe mais rica, embora seja ultraminoritária, domina sobre todas as demais. Trata-se da negação da democracia que, por definição, é o governo do povo, logo, da maioria. Esta “democracia” não passa, pois de uma ditadura disfarçada. As “reformas democráticas” não são mais que retrocessos, reações ao progresso. Daí deriva o termo reacionário, o que anda para trás.

Tal como o anterior, este mito também serve de pretexto para criticar e atacar os regimes de países não-capitalistas.

Eleições igual a democracia

Pretende-se fazer crer que o ato eleitoral é o sinônimo da democracia e esta se esgota nele.

O objetivo é denegrir ou diabolizar e impedir a discussão de outros sistemas político-eleitorais em que os dirigentes são estabelecidos por formas diversas das eleições burguesas, como por exemplo, pela idade, experiência, aceitação popular etc.

Na verdade, é no sistema capitalista, que tudo manipula e corrompe, que o voto é condicionado e as eleições são atos meramente formais. O simples fato de a classe burguesa minoritária vencer sempre as eleições demonstra o seu carácter não-representativo.

O mito de que, onde há eleições há democracia, é um dos mais enraizados, mesmo em algumas forças de esquerda.

Partidos alternantes igual a alternativos

Pretende-se fazer crer que os partidos burgueses que se alternam periodicamente no poder têm políticas alternativas.

O objetivo deste mito é perpetuar o sistema dentro dos limites da classe dominante, alimentando o mito de que a democracia está reduzida ao ato eleitoral.

Na verdade, este aparente sistema pluri ou bipartidário é um sistema monopartidário. Duas ou mais facções da mesma organização política, partilhando políticas capitalistas idênticas e complementares, alternam-se no poder, simulando partidos independentes, com políticas alternativas. O que é dado escolher aos povos não é o sistema que é sempre o capitalismo, mas apenas os agentes partidários que estão de turno como seus guardiões e continuadores.

O mito de que os partidos burgueses têm políticas independentes da classe dominante, chegando até a ser opostas, é um dos mais divulgados e importantes para manter o sistema a funcionar.

O eleito representa o povo e
por isso pode decidir tudo por ele

Pretende-se fazer crer que o político, uma vez eleito, adquire plenos poderes e pode governar como quiser.

O objetivo deste mito é iludir o povo com promessas vãs e escamotear as verdadeiras medidas que serão levadas à prática.

Na verdade, uma vez no poder, o eleito autoassume novos poderes. Não cumpre o que prometeu e, o que é ainda mais grave, põe em prática medidas não enunciadas antes, muitas vezes em sentido oposto e até inconstitucionais. Frequentemente, são eleitos por minorias de votantes. Ao meio dos mandatos, já atingiram índices de popularidade mínimos. Nestes casos de ausência ou perda progressiva de representatividade, o sistema não contempla quaisquer formas constitucionais de destituição. Esta perda de representatividade é uma das razões que impede as “democracias” capitalistas de serem verdadeiras democracias, tornando-se ditaduras disfarçadas.

A prática sistemática deste processo de falsificação da democracia tornou este mito um dos mais desacreditados, sendo uma das causas principais da crescente abstenção eleitoral.

Não há alternativas à política capitalista

Pretende-se fazer crer que o capitalismo, embora não sendo perfeito, é o único regime político-econômico possível e, portanto, o mais adequado.

O objetivo é impedir que outros sistemas sejam conhecidos e comparados, usando todos os meios, incluindo a força, para afastar a competição.

Na realidade, existem outros sistemas político-económicos, sendo o mais conhecido o socialismo cientifico. Mesmo dentro do capitalismo, há modalidades que vão desde o atual neoliberalismo aos reformistas do “socialismo democrático” ou socialdemocrata.

Este mito faz parte da tentativa de intimidação dos povos de impedir a discussão de alternativas ao capitalismo, a que se convencionou chamar o pensamento único.

A austeridade gera riqueza

Pretende-se fazer crer que a culpa das crises econômicas é originada pelo excesso de regalias dos trabalhadores. Se estas forem retiradas, o Estado poupa e o país enriquece.

O objetivo é fundamentalmente transferir para o setor público, para o povo em geral e para os trabalhadores, a responsabilidade do pagamento das dividas dos capitalistas. Fazer o povo aceitar a pilhagem dos seus bens na crença de que dias melhores virão mais tarde. Destina-se também a facilitar a privatização dos bens públicos, “emagrecendo” o Estado, logo “poupando”, sem referir que esses setores eram os mais rentáveis do Estado, cujos lucros futuros se perdem desta forma.

Na verdade, constata-se que estas políticas conduzem, ano após ano, a um empobrecimento das receitas do Estado e a uma diminuição das regalias, direitos e do nível de vida dos povos, que antes estavam assegurados por elas.

Estado menor, Estado melhor

Pretende-se fazer crer que o setor privado administra melhor o Estado do que o setor público.

O objetivo dos capitalistas é “dourar a pílula” para facilitar a apropriação do patrimônio, das funções e dos bens rentáveis dos Estados. É complementar do anterior.

Na verdade o que acontece em geral é o contrário: os serviços públicos privatizados não apenas se tornam piores, como as tributações e as prestações são agravadas. O balanço dos resultados dos serviços prestados após passarem a privados é quase sempre pior que o anterior. Na ótica capitalista, a prestação de serviços públicos não passa de mera oportunidade de negócio. Este mito é um dos mais “ideológicos” do capitalismo neoliberal. Nele está subjacente a filosofia de que quem deve governar são os privados e o Estado apenas dá apoio.

A atual crise é passageira e
será resolvida para o bem dos povos

Pretende-se fazer crer que a atual crise econômico-financeira é mais uma crise cíclica habitual do capitalismo e não uma crise sistêmica ou final.

O objetivo dos capitalistas, com destaque para os financeiros, é seguir na pilhagem dos Estados e na exploração dos povos enquanto puderem. Tem servido ainda para alguns políticos se manterem no poder, alimentando a esperança junto dos povos de que melhores dias virão se continuarem a votar neles.

Na verdade, tal como previu Marx, do que se trata é da crise final do sistema capitalista, com o crescente aumento da contradição entre o carácter social da produção e o lucro privado, até se tornar insolúvel.

Alguns, entre os quais os “socialistas” e sociais-democratas, que afirmam poder manter o capitalismo, embora de forma mitigada, afirmam que a crise deriva apenas de erros dos políticos, da ganância dos banqueiros e especuladores ou da falta de ideias dos dirigentes ou mecanismos que ainda falta resolver. No entanto, aquilo a que assistimos é ao agravamento permanente do nível de vida dos povos sem que esteja à vista qualquer esperança de melhoria. Dentro do sistema capitalista já nada mais há a esperar de bom.

Nota final

O capitalismo há de acabar, mas se for por ele mesmo isso ocorrerá muito lentamente e com imensos sacrifícios dos povos. Terá que ser empurrado. Devem ser combatidas as ilusões, quer daqueles que julgam o capitalismo reformável, quer daqueles que acham que quanto pior melhor, para o capitalismo cair de podre. O capitalismo tudo fará para vender cara a derrota. Por isso, quanto mais rápido os povos se libertarem desse sistema injusto e cruel, mais sacrifícios inúteis se poderão evitar.

Hoje, mais do que nunca, é necessário criar barreiras ao assalto final da barbárie capitalista, e inverter a situação, quer apresentando claramente outras soluções políticas, quer combatendo o obscurantismo pelo esclarecimento, quer mobilizando e organizando os povos.

(*) Os mitos criados pelas religiões cristãs têm muito peso no pensamento único capitalista e são avidamente apropriados por ele para facilitar a aceitação do sistema pelos mais crédulos. Exemplos: “A pobreza é uma situação passageira da vida terrena.” “Sempre houve ricos e pobres.” “O rico será castigado no juízo final.” “Deve-se aguentar o sofrimento sem revolta para mais tarde ser recompensado.”

Guilherme Alves Coelho é jornalista.
Publicado originariamente no jornal português O diário


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28 Comentários para “Os 12 mitos do capitalismo”

  1. O que está acima de todos, o conteúdo existente neste site são de fato surpreendente para o conhecimento das pessoas , bem, manter os companheiros um bom trabalho.

  2. Herbert Lopes

    (sic) São muitos e variados os tipos e meios de manipulação em que a ideologia burguesa se foi alicerçando ao longo do tempo. Um dos tipos mais importantes são os mitos. Trata-se de um conjunto de falsas verdades, mera propaganda que, repetidas à exaustão, sem qualquer questionamento, ao longo de gerações, tornam-se verdades insofismáveis aos olhos de muitos;”

    PARABÉNS !!! Você acaba de enunciar a VERDADE PRIMAZ A RESPEITO DO SOCIALISMO.
    Cultura (já que ideologia mesmo que é bom não existe) campeã da sofisma e da mentira. Tudo é relativo, dentro destes muros. A única verdade absoluta é “Sim, temos que manter o poder a qualquer preço”.

    Este jornal deixou de noticiar para se ombrear aos não poucos esquerdalhas petistas na disseminação de suas falsidades… vomitante!

  3. Herbert Lopes

    Contudo…
    A honestidade me impede de negar que alguns dos pontos estão razoavelmente acertados – superficiais e dados a ambiguidades – mas na essência do enunciado, acertados.
    Por exemplo, é claro que Capitalismo não é o mesmo que Democracia.
    Como igualmente é claro que Dilma, Zé Dirceu, Var-Palmares e Cia JAMAIS quiseram implantar uma Democracia no Brasil.
    A menos que você considere Cuba um país democrático… momento em que desistirei de argumentar com você.

  4. Herbert Lopes

    O problema é que tampouco Socialismo é o mesmo que Democracia rs rs rs

  5. Jones

    Concordo 100%.

  6. Not including the basic principles of living healthy. One would be a paycheck and work. Not to mention that she owns an arsenal of lasers, rockets, gadgets and weaponry that make her formidable against any opponent.The Boss (Metal Gear Solid 3: Snake Eater)Quote: “One must die and one must live. nonsurgical Every day, we see stories about famous couples getting married and getting divorced. The cows have us beat hands-down, and so, I would assume, does the panda.

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  8. Paulo Geroldo

    Há muitos exageros nesse texto. Nem tudo é tão ruim como se diz.

  9. joão Luiz

    Caro Herbert, você é um exemplo acabado do crente no sistema capitalista. Se liga. As pessoas que vc citou como socialistas, anticapitalista e ladrões, são gerados no ventre do capitalismo, pertencem a partidos burgueses, pois apenas esse são admitidos no sistema, ao qual seguem e estão submetidos. Lembre-se que o pensamento capitalista tem menos de duzentos anos e ja está acabando, caindo de podre, nessa merreca de tempo. É claro que não é o único ou o melhor sistema. Pense em alternativas, pq esse sistema já era e vai ser um cadáver difícil de arrastar e sepultar.

  10. Leo Pontes

    Srs,também não sei o que está acontecendo.Derepente os conteúdos avermelharam-se. Será que esta edição do Gilberto foi também advertida e grampeada pela KGB BR ? SE não sabem, fiquem sabendo, a petralhada já está botando suas manguinhas de fora, querendo controlar a força, a liberdade de expressão, aliás bandeira com nomes e sobrenomes. Gobbles deve estar dando cambalhota na tumba.
    Esses mitos não são mtos. O general romano Cícero já dizia que quando o Estado cobra de seu povo mais do que a capacidade de produção é um Estado falido ele não disse por dizer. E ao contrário que muita gente imagina, o Estado de Roma (Imperio) era de filosofia democrática mas o seu sistema administrativo público era Socialista. E será porque que ruiu heim ? E dezenas de outros exemplos já vimos no sec passado.e ainda vamos ver na atualidade do novo sec.O que não dá pra aceitar são quaisquer formas de tiranias ideológicas, tipo N/S/L/O e inflar as lutas de classes baseadas nos erros do passado. São aí onde moram e se exportam os perigos…………

    Abrçs

  11. Itamar Fernandes de Oliveira

    Parabéns Guilherme. Excelente matéria. O povo (maioria) precisa “acordar” para deixar de ser um mero objeto de manipulação para satisfazer as orgias capitalistas das minorias. Peço licença ao Ilustre Jornalista para deixar, aqui, o registro de matérias, tais como: “O Estado Cumpre Sua Função Social?” “Reflexões Rotineiras – Miscelânea 1″, postadas no blog: encontroconsigomesmo.spaceblog.com.br que visam, também, desencadear um processo de discussão para reformulação, pra melhor, da sociedade brasileira.

  12. Matheus Kiskissian

    Ah! As mentiras e relativizações dos socialistas…
    Mas tá tudo bem! Até o mais socialista tira proveito dos confortos do capitalismo, não é mesmo?

  13. AbLand1

    Excelente para reflexões e péssimo para culturas de “caldos xinfrins como os aqui postados.

  14. Daniel Tisi

    O capitalismo do indivíduo, não o de estado, espero que o autor do artigo saiba distinguir, se fundamenta na propriedade e na não-agressão. A propriedade mais fundamental da sociedade é o livre dispor que cada indivíduo tem em relação a seu corpo. Como afluência da energia de seu corpo, surgem os frutos do trabalho, que se consubstanciam em salário (dinheiro), lucro, propriedade, etc.

    Portanto, a luta contra o capitalismo, é, em suma, uma luta pela escravidão, porquanto a negação do capitalismo é, em si, contrária à liberdade individual e à autonomia que os indivíduos têm de dispor de seus próprios corpos e energia.

  15. Pedro Rogerio do Carmo

    “O homem é um animal(irracional)político”!

  16. Roberto

    De acordo. Existem povos iletrados, mal informados, enganados, manipulados, iludidos por máquinas de propaganda que os atemorizam e lhes condicionam o pensamento.São esses que mantem esse governo.

  17. Roberto

    No capitalismo, qualquer pessoa
    pode enriquecer à custa do seu trabalho. Mentira! O que permite o enrequecimento é fazer parte de um governo eleito e mantidodo por “povos iletrados, mal informados, enganados, manipulados, iludidos por máquinas de propaganda que os atemorizam e lhes condicionam o pensamento.”

  18. Roberto

    O capitalismo gera riqueza e bem-estar para todos. Outra mentira. Gera riqueza apenas para membros “de um governo eleito e mantidodo por “povos iletrados, mal informados, enganados, manipulados, iludidos por máquinas de propaganda que os atemorizam e lhes condicionam o pensamento.”

  19. Roberto

    Estamos todos no mesmo barco. Não, os “membros “de um governo eleito e mantidodo por “povos iletrados, mal informados, enganados, manipulados, iludidos por máquinas de propaganda que os atemorizam e lhes condicionam o pensamento.” estão na primeira classe, enquanto os “povos iletrados, mal informados, enganados, manipulados, iludidos por máquinas de propaganda que os atemorizam e lhes condicionam o pensamento.”, estão no porão, comendo as migalhas.

  20. Roberto

    Liberdade é igual a capitalismo, Capitalismo igual a democracia e Eleições igual a democracia. Não, Liberdade é igual à Democracia. Não há democracia sem eleições.

  21. Roberto

    Partidos alternantes igual a alternativos. Piada. O caso se aplica ao governo atual, “O objetivo deste mito é perpetuar o sistema dentro dos limites da classe dominante”

  22. Roberto

    Não há alternativas à política capitalista, a China Comunista que o diga.

  23. Roberto

    O eleito representa o povo e por isso pode decidir tudo por ele. Na verdade os eleitos sempre decidiram por eles mesmos ou de acordo com os interesses de seus donos. O povo que se dane.

  24. Roberto

    A austeridade gera riqueza, com isso sobra mais para os companheiros.

  25. Roberto

    Estado menor, Estado melhor ao contrario, quanto mais estado mais empregos para os companheiros desse governo e mais arrecadação para o partido, através da cobrança do dízimo.

  26. Roberto

    A atual crise é passageira e será resolvida para o bem dos povos. Verdade, vamos aguardar a próxima

  27. hudson alves lopes

    Nem to acreditando que uma materia desse escalão está publicada, deveria ser relida em todas as radios, tvs e todo meio de comunicação. Afinal não da mais pra viver em um sistema como esse, o capitalismo não é natural, não é de Deus, e muito menos é imutável. Passou da hora de repensarmos a nossa produção e a divisão da mesma, de uma forma que todos sejam beneficiados. FIM AO CAPITALISMO, isso não é UTOPIA é uma possibilidade unica e exclusivamente humana. parabéns CORREIO DO BRASIL, isso sim é uma noticia importante para toda a sociedade.

  28. Alexandre

    hahaha
    é otimo ver q poucos pensam além de seu mundo confiavel e bem estabelecido.
    kkkkkk kkkkk kkkkk kkk kk k k kk k k

  29. Pandex

    Um texto super esclarecedor. Agora…os comentários…Como tem pessoas com visão reacionária e fascista. Adoram ficar embaixo das asas neoliberais….

  30. roberto

    Parece que essa página tornou-se mais uma a pregar o que os esquerdopatas sempre apregoaram.
    Tanta bobagem,tanta mentira!
    Quando será (será?) quer ocuparão suas páginas para defender a democracia,a de verdade, não a da excrecência do Foro de São Paulo que foi criada pelos “democratas” Fidel Castro,Lulla,Chavez,Rafael Corrêa,FARCs, etc etc etc.
    O “culto a personalidade”,tarefa que esta página é mais uma a pregar,parece que a história ainda não mostrou os malefícios causados.

  31. Robson Luis Ferreira

    Muito bom ver que mesmo num site esqerdista, com um artigo prá lá de esquerdista, são poucos os que caem nessa balela anti-capilalista e em citações de Marx …. dá mais esperança no futuro.

    Agora, vou ficar mais satisfeito quando as pessoas, como o autor desse artigo, começarem a distinguir esse “capitalismo de Estado”, de favores escusos, de envolvimento da politicagem com o setor produtivo e vice-versa, das regulações e dos impostos do real capitalismo, que é o do livre-mercado, livre iniciativa, empreendedorismo, de liberdade ….

  32. Marcia Eloy

    Eu acho que quem acredita que Capitalismo e uma religião deveria comprar e ler a Privataria Tucana. Lá estão nominalmente descritos com documentação, todos os “benifícios” do capitalismo e como alguém pode virar milionário em pouco tempo. Não é pelo suor de seu rosto, mas através de roubo do dinheiro público, paraísos fiscais, Ilhas Virgens Britânicas e alguns outros meios.Lá se encontram Paulo Maluf, Carlos Jereissati, Daniel Dantas. Ricardo Sérgio de Oliveira(ex diretor da parte internacional do Banco do Brasil, posto que lhe foi dado por Fernando Henrique) José Serra, Veronica Serra, a dona da Daslu, etc…A riquesa desta gente é incalculavel!!!!.Por ter tido a audácia de prender um banqueiro quase que o delegado Protógenes Queiroz perdeu seu cargo.E aí, onde está a liberdade, democracia, igualdade de oportunidades? Tem gente que le o Globo e este jornal passa a ser a Biblia para eles. E mesmo assim até o Merval Pereira anda melhorando, escreveu um artigo sobre o Forum Economico Mundial que eu só acreditei que era dele porque estava na coluna dele. Pode-se ser contra um ou outro pensamento do autor deste artigo, mas que na maioria dos casos ele diz verdades, isto é elementar.

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