A Operação Lava Jato completou nesta quinta-feira 500 dias, o nome Lava Jato faz menção a um posto de gasolina de Brasília que lavava dinheiro, onde iniciaram as investigações.
Por Redação, com agências - de Brasília
A Operação Lava Jato completou nesta quinta-feira 500 dias, o nome Lava Jato faz menção a um posto de gasolina de Brasília que lavava dinheiro, onde iniciaram as investigações.
Procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e delegados da Polícia Federal (PF) consideram que a corrupção no Brasil está em metástase, em analogia ao termo da medicina que significa disseminação de câncer para outros órgãos.
- A corrupção no Brasil é endêmica e está em processo de metástase - disse Athayde Ribeiro Costa, procurador do Ministério Público Federal.
'A corrupção no Brasil é endêmica e está em processo de metástase', disse Athayde Ribeiro Costa, procurador do Ministério Público Federal
Nas 16 etapas da Lava Jato, foram verificadas irregularidades na Caixa Econômica Federal, no Ministério da Saúde, na Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás que atua no segmento de energia nuclear, e, principalmente, na Petrobras. Segundo informações do portal G1, os números justificam a repercussão da operação. Nestes 500 dias, foram 48 prisões preventivas, 46 prisões temporárias, 138 pessoas denunciadas, 30 condenadas, R$ 870 milhões recuperados e outros R$ 2,4 bilhões bloqueados em contas bancárias nacionais e estrangeiras.
Os dados são do Ministério Público Federal, que também disse ter solicitado na Justiça que os denunciados paguem R$ 6,7 bilhões em multas e ressarcimentos.
Andrade Gutierrez
Na quarta-feira, o juiz federal Sérgio Moro recebeu denúncia contra o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, e mais 12 investigados na Operação Lava Jato, entre eles executivos da empresa. Com a decisão, os investigados passam à condição de réus.
Na decisão na qual abriu ação penal contra os acusados, Sérgio Moro disse que há indícios de que a empresa fazia parte do cartel de licitações na Petrobras. “Em especial, além do depoimento dos colaboradores, a documentação que indica a existência do cartel e dos ajustes de licitação, a prova documental do fluxo financeiro entre a Andrade Gutierrez e os operadores Fernando Soares (Fernando Baiano) e Mário Goes, e de outros elementos documentais circunstanciais, conferem sustentação à denúncia, isso sem prejuízo da discussão pelas partes e apreciação final pelo juízo”, justificou Sérgio Moro.
Em junho, os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez foram presos na décima quarta fase da Lava Jato, chamada Erga Omnes, uma expressão usada no meio jurídico para indicar que os efeitos de algum ato ou lei atingem todos os indivíduos.
Em nota, a Andrade Gutierrez declarou que não vai se pronunciar sobre o assunto pela imprensa. ”Os advogados dos executivos e ex-executivos da Andrade Gutierrez informam que as respectivas defesas serão feitas nos autos da ação penal, fórum adequado para tratar o assunto.”
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