ONU estima que 450 mil imigrantes vão atravessar o Mediterrâneo em 2016
A agência da ONU para os refugiados estima que o número de imigrantes viajando pelo Mediterrâneo para a Europa vai atingir 400 mil este ano e pode chegar a pelo menos 450 mil em 2016.
Por Redação, com Reuters - de Genebra:
A agência da ONU para os refugiados estima que o número de imigrantes viajando pelo Mediterrâneo para a Europa vai atingir 400 mil este ano e pode chegar a pelo menos 450 mil em 2016, informou o Acnur em um apelo emergencial publicado nesta terça-feira.
- Em 2015, o Acnur antecipa que aproximadamente 400 mil novas pessoas vão buscar proteção internacional na Europa via Mediterrâneo. Em 2016 esse número pode chegar a 450 mil ou mais - disse o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, acrescentando que mais de 366 mil pessoas já fizeram essa travessia em 2015.
Imigrantes paquistaneses chegando à ilha de Kos, na GréciaCotas obrigatórias na Europa
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse nesta terça-feira que a Europa precisa implementar um sistema conjunto para lidar com pessoas que buscam asilo e aceitar cotas obrigatórias para a distribuição de refugiados em todo o continente.
A Alemanha espera que o número de refugiados que recebe quadruplique para cerca de 800 mil neste ano e informou que não pode continuar a recebê-los neste ritmo. Um premiê estatal disse nesta terça-feira que o número de 800 mil seria ultrapassado em 2015.
Merkel pediu por uma aplicação mais firme das leis europeias.
- Esse sistema conjunto de asilo europeu não pode existir somente no papel, mas deve existir na prática. Digo isto, porque coloca padrões mínimos para acomodação de refugiados e há ainda o trabalho de registrar refugiados - disse Merkel em entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, em Berlim.
O vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, disse na segunda-feira que caso os países do Leste Europeu ou outros lugares continuassem resistindo a receber sua cota justa de refugiados, o regime de fronteiras abertas do bloco, conhecido como Schengen, estaria em risco.
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