O Itamaraty na época da ditadura
26/6/2011 4:02, Por Rui Martins, de Genebra.
A concessão de anistia póstuma ao pai de Sérgio Vieira de Mello, Arnaldo Vieira de Mello, cassado durante a ditadura, faz lembrar episódios sombrios no Itamaraty.Eu estava em São Paulo, num cyber café de uma galeria na Avenida Paulista, quando li a concessão da anistia póstuma ao ex-consul-geral do Brasil em Stuttgart, na Alemanha, Arnaldo Vieira de Mello.
E me lembrei de sua viúva, hoje com 92 anos, que encontrei no Palácio das Nações, em Genebra, quando ela ali estivera, vinda do Rio de Janeiro para participar de uma solenidade da ONU em memória e homenagem ao seu filho, Sérgio Vieira de Mello, morto num atentado em Bagdá.
E me lembrei também do jovem Sérgio, com quem fizera diversas entrevistas no Alto Comissariado da ONU, em Genebra, e que vira, pela última vez, já com a cabeleira começando a embranquecer, quando apresentava seu relatório sobre o Timor Leste, na comissão de Direitos Humanos. Ainda estava na CBN, quando, reportando noticiários internacionais, comentara sua provável escolha para secretário-geral da ONU.
Sem dúvida, Sérgio Vieira de Mello (foto) foi o maior diplomata brasileiro de todos os tempos, mas não trabalhava para o Itamaraty e sim para a ONU. Tenho aqui comigo, sobre minha mesa, um livro ao qual prestei uma modesta colaboração, escrito por Jacques Marcovitch, cujo título é Sérgio Vieira de Mello,
Pensamento e Memória, no qual tantos diplomatas e acadêmicos brasileiros lhe prestam merecida homenagem.
E por que Sérgio não fizera carreira inicial no Itamaraty, onde seu pai Arnaldo Vieira de Mello trabalhou 28 anos?
Alguns poderão responder por ter sido a filosofia sua primeira grande preocupação, mas outros se lembrarão que o brilhante jovem estudante do colégio Franco-Brasileiro, no Rio, preocupado com os conceitos de justiça e de paz, viveu ali o golpe militar de 1964 e preferiu continuar seus estudos em Friburgo, na Suíça, e depois na Sorbonne, em Paris. Aquela não era a época ideal para seguir o pai e fazer o Instituo Rio Branco, como logo lhe mostraram os acontecimentos.
Com efeito, cinco anos depois do golpe, quando faltavam alguns meses para Sérgio concluir seu curso de filosofia na Sorbonne, o Itamaraty procedeu a um expurgo sem precedente na história brasileira e demitiu 44 funcionários entre eles diplomatas de carreira, como seu pai, Arnaldo Vieira de Mello. “Não vejo nenhum sentido eu fazer carreira numa instituição que cassou meu pai”, diria ele aos amigos.
Da lista dos 13 diplomatas demitidos, em abril de 69, fazia também parte o poeta e diplomata Vinicius de Moraes. Ainda pouco antes de morrer, Vinicius tentou recuperar sua condição de diplomata, mas isso lhe foi negado pelo Itamaraty.
Alguns dos colegas cassados de Arnaldo e Vinicius, abandonados por amigos temerosos da repressão militar, acusados de homossexualismo, alcoolismo ou subversão, passaram a ter vida difícil e próxima da miséria. O pai de Sérgio Vieira de Mello, morreu desgostoso, seis anos depois da cassação, que o tinha privado de uma próxima nomeação como embaixador.
No ato da concessão da anistia póstuma a Arnaldo Vieira de Mello, conta o relatório da Associação Brasileira da Imprensa, que o Conselheiro da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Virginius José Lianza da Franca, fez ampla e minuciosa descrição daquela época de caça às bruxas e das violências então praticadas pelo Itamaraty sob a batuta e com o aval do Ministro Magalhães Pinto, que assinava à margem dos processos despachos determinando o prosseguimento da perseguição.
Lembrou Virginius que Sérgio Vieira de Mello deixou de concorrer ao Instituto Rio Branco, onde se tornaria funcionário do Itamaraty, em protesto contra o tratamento que o governo brasileiro dera a seu pai, cortando sua carreira sem processo regular nem direito de defesa. “A ditadura é uma realidade”, disse então Sérgio Vieira de Mello.
Conta também uma reportagem publicada em O Globo, sob o título Repressão no Itamaraty – os tempos do AI-5, como agiu a ditadura militar para obter os nomes dos que seriam cassados:
“Para compor a lista, a comissão recrutou informantes civis e militares. Sua primeira medida foi despachar circular telegráfica aos chefes de missão no exterior, intimados a entregar os nomes de servidores “implicados em fatos ou ocorrências que tenham comprometido sua conduta funcional”. Arapongas das Forças Armadas cederam fichas individuais de mais de 80 diplomatas.??Também assinam o relatório os embaixadores Carlos Sette Gomes Pereira e Manoel Emílio Pereira Guilhon, que auxiliaram Câmara Canto na missão sigilosa.?? O chefe da comissão encerrou o texto com um autoelogio patriótico: “Tudo fizemos para atingir os objetivos colimados e preservar o bom nome do Brasil e do seu serviço exterior”.
Não se pode deixar de pensar, nestes dias de debates sobre a Comissão da Verdade, onde estão e o que aconteceu com esses delatores que arruinaram a vida de tantos colegas.
Muitos ignoram que Sérgio Vieira de Mello, combativo e dinâmico funcionário da ONU, participou, em Paris, da revolta estudantil de maio de 1968, tendo sido preso pela polícia parisiense, quando se manifestava na Sorbonne. Uma comovente biografia de Sérgio é o livro O Homem que Queria Salvar o Mundo, de Samantha Power.
Também sobre minha mesa, o livro de Jason Tércio, Segredo de Estado, no qual se reconstitui o desaparecimento, durante a ditadura militar, do deputado Rubens Paiva. Nas primeiras páginas, o relato do telex com informações fornecidas pela embaixada brasileira de Santiago do Chile ao DoiCodi, denunciando duas passageiras do vôo Varig com mensagens de exilados que levariam ao deputado. Era uma época em que o Itamaraty trabalhava com a ditadura.
À saída do Palácio das Nações, ao cumprimentar dona Gilda e lhe contar minha admiração por seu filho, lhe perguntei se já havia recorrido à Comissão de Anistia com relação à cassação de seu marido. Se essa intervenção foi de alguma valia, sinto-me feliz. No meu texto para o jornal, depois de descrever a homenagem lembrei a injustiça ao pai de Sérgio Vieira de Mello cometida pelo Itamaraty. Não sei se foi publicada.
Nem sempre, mas geralmente as demissões arbitrárias, expurgos e perseguições de toda sorte são revistos e as nódoas ficam nos que as motivaram, agiram ou as aplicaram como ditadores, policiais ou pau-mandados. (Publicado originalmente no Direto da Redação)
Rui Martins jornalista, escritor, correspondente em Genebra.
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Parabéns ao autor do artigo, porque eu não sabia do que havia acontecido com o pai do Sergio Vieira de Mello e é sempre bom saber dos estragos que a Ditadura fez no país.
A “Filha” de São Paulo a chama de “ditabranda”…
E fica cada vez mais claro que Sérgio não foi morto por militantes islâmicos, e nada mais… A chegada dele ao posto de SG da ONU, não interessava aos donos do mundo… Sérgio era independente e tinha CARÁTER ! Tudo que anda faltando por aí…
Uma perda incalculável pro Brasil, e não somente.
É triste ver o Brasil, ainda atrazado, quanto a passar a limpo seu passado, até porque o sofrimento do passado continua nos afetando, com a desinformação, até parece que nós somos um povo sem história.
Não fosse a necessidade de trazer à luz a história de uma fase nebulosa do nosso País, eu preferiria esquecer esse terrível e vergonhoso passado, mas fazer o quê?, depois de um período de “redemocratização?” maior que o período vivido sob o julgo da ditadura ainda não temos sequer o direito de conhecer os documentos produzidos naquela época, ainda convivemos com “heróis” de peitos cheios de medalhas por terem matado, torturado e violentado brasileiros que lutavam pela nossa liberdade, com grupos econômicos que se fartaram anabolizando-se com a verba pública apenas pôr apoiar as atrocidades daqueles criminosos (um deles, ainda teve a coragem de admitir publicamente em editorial na sua rede de TV construída com o sangue dos nossos verdadeiros heróis), me revolta ver a dificuldade que o Brasil tem em fazer justiça, estes são alguns nomes que pôr sua significância nunca ficaram esquecidos e assim acabam pôr obrigar as nossas entidades a reconhecê-lo, mas anonimamente muitas outras famílias choram seus mortos e desaparecidos, não peço revanche, sequer estou convicto da praticidade de prender aqueles bandidos de farda ou não, mas clamo pôr justiça aos homens de bem.
ALVÍSSARAS!
UM TEXTO COMO ESSE DEVERIA OCUPAR O LUGAR DE UM EDITORIAL!
EM TODOS OS PRINCIPAIS JORNAIS DO PAÍS.
PARABÉNS.
MAS O QUE É MESMO DITADURA? E TOTALITARISMO?
NÃO É MESMO O PODER ABSOLUTO, EXAGERADO E ABUSIVO DE UMA PESSOA OU DE UM SELETO E FARAÔNICO GRUPO (MINIOLIGARQUIA)?
QUEM SE LEMBRA DA REPÚBLICA SINDICALISTA IMAGINADA E / OU CONCEBIDA PELO GOVERNO JANGO GOULART E PELAS ESQUERDAS PRÉ-ALOPRADAS E DESCALABRADAS, QUE RESULTOU NO MOTE, BANDEIRA , ALAVANCA , PICARETA, CATAPULTA E CAVALO DE TROIA QUE DESTRUIRAM O GOVERNO DO SENHOR JANGO GOULART???
NÃO ESTARÍAMOS A PRÉ-VIVENCIAR A ESTRUTURAÇÃO DE UMA REPÚBLICA “EMSTISTA?” “ONGUISTA”? “NEOSINDICALISTA”? OU “ALOPRADISTA”???
OU AS APARÊNCIAS ESTÃO A NOS ENTORPECER E/OU ENGANAR?
PROPAGA-SE UMA AÇÃO E FAZ-SE O INVERSO, QUANDO NÃO É SÓ PROPAGANDA ENGANOSA; DESRESPEITA-SE OS SAGRADOS E ESSENCIAIS PRINCÍPIOS DA JUSTIÇA E DO DIREITO; A CORRUPÇÃO, A IMPUNIDADE, E AGORA O EXECRÁVEL FISIOLOGISMO ALTAMENTE COMERCIAL, ASSUMEM POSIÇÕES E COMANDOS ALTÍSSIMOS NOS GERENCIAMENTOS POLÍTICOS E ADMINISTRATIVOS DO PODER E DOS PATRIMÔNIOS PÚBLICOS DIRETOS E INDIRETOS, FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS; PREFEITOS E TUDO QUANDO É TIPO DE POLÍTICO DESUMANO, DESQULIFICADO, INSENSÍVEL, IRRESPONSÁVEL E ALTAMENTE DESONESTO, CONTINUAM, DE MODO AVASSALADOR, DESVIANDO E DISTRIBUINDO RECURSOS, SERVIÇOS E PRIVILÉGIOS PÚBLICOS EM OUSADAS E CRIMINOSAS DESAPROPRIAÇÕES DOS PATRIMÔNIOS DOS CIDADÃO JÁ EXPRIMIDOS, SOFRIDOS E PESADAMENTE SAQUEDOS; AS ESTRADAS – ESSENCIAIS E VITAIS PARA A POPULAÇÃO INTERIORANA – DE MODO ASSUSTADORAMENTE CRESCENTE, CONTINUAM A SER DESTRUÍDAS E A SER EXTINTAS PELA OMISSÃO/ESQUECIMENTO PROPOSITAL DOS ENXAMES DE POLITIQUEIROS QUE, ESTENDENDO SUAS GARRAS, COMO POLVOS INFERNAIS, SUGAM, ENVENENAM E ARRASAM FÍSICA E MENTALMENTE O GROSSO ENERGÉTICO DAS GENTES DOS GROTÕES, CURRAIS E LOCAS ONDE VEGETAM, COMO POPULAÇÃO INTERIORA, POR ABSOLUTA FALTA DE ESTRADAS E VIV EM A MORRER AOS MONTÕES, POR ASSALTOS, POR FAJUTAS ASSISTÊNCIAS MÉDICAS E POR EXCESSOS DE TARIFAS BANCÁRIAS, TRIBUTOS E AGORA TAMBÉM, POR PESADOS EMPRÉSTIMOS, CARREGADOS DE TAXAS (IOF, TAXAS E TAXAS).
EM RESUMO: ESTAMOS A MERCÊ DE ALGUNS GERENTES PÚBLICOS, OPORTUNISATAS E UNGUISTAS POLITIQUEIROS QUE SÓ PENSAM EM SI, E SOMENTE OBJETIVAM, SOMENTE SE CONCENTRAM E PARA ISTO FAZEM DE TUDO PARA SE MANTEREM NO PODER/GERENCIAL PÚBLICO, DE MODO MAQUIAVELICAMENTE ARRASADOR, COMO SE O CIDADÃO INTERIORANO E PERIFÉRICO FOSSE UM RESTO DE SOMBRA, DE CINZAS SUJA OU DE DEJETOS LANÇADOS AOS TUFÕES DA MORTE.
A JORNALISTA ELANE CANTANHEDE DISSE QUE HA FAVORECIMENTO PARA QUEM DESEJA SER FUNCIONARIO DO MRE , NA COLUNA DELA , E ATE HOJE NENHUMA RESPOSTA O MRE DEU A ELA !
Concordo plenamente com o João Bosco acima e diria um pouco mais.Vivemos hoje o auge de uma ditadura (da criminalidade, da insensatez, da hipocrisia) como nunca houve antes. Povo escravo da “sociedade do espetáculo”, vivendo e se corroendo na cultura do ressentimento, sem projetos, sem grandiosidade, onde até o idioma é conspurcado, onde os valôres e símbolos nacionais são degradados, onde o ócio é premiado e o trabalho desprestigiado. Uma sociedade decadente que se espelha em outra no norte, também decadente, onde a vida pode ser destruída em seu nascedouro pelo egoísmo dos legisladores e da justiça venal. Isso tudo é muito píor que a ditadura anterior cuja sucata é revolvida pelos espertos com o fito de se enriquecerem e manterem a juventude chantageada e amôrfa. Quando se fizer no futuro as exumações dos últimos trinta anos ficaremos sabendo quem matou mais, quem torturou, quem depredou o Estado e as Instituições, quem mercantilizou a fé e prostituiu a juventude.
Prezado Rui,
Muito obrigada pela viagem que me favoreceste!!!! Viajei pelos anos 70, haja revolta e sofrimento e haja forró universitário, para entre um passo e outro o cuchicho no ‘pé das oreias’ para comunicar a próxima ação ou informar o desaparecimento de alguém……eu era a pura alienada, assim parecia. Lembro do saudoso Sérgio nos trabalhos no Timor Leste, as histórias são maravilhosas, tenho uma parenta que conviveu com ele. Agora temos que resgadar pessoas que ainda vivem nas malhas dos anos de chumpo, ainda traumatizadas pelo passado e mais traumatizadas pelo presente, a anistia não chegou !!!! abraços amigo.
João Bosco, é perigoso que o seu texto truncado desinforme os mais jovens, a verdade se inverte, o governo João Goulart tinha sim grande participação popular e os sindicatos (à época mais fracos, mas muito mais autênticos que hoje) começavam a ter espaço, na verdade era um governo trabalhista (à época o PTB ainda fazia jus ao T da sigla), tinha um grande projeto de reforma agrária justa e humanista, ele próprio (o JANGO) era de família de grandes latifundiários, portanto não há que se falar em “fazer bonito com o chapéu dos outros”, era um idealista como poucos, teria feito um grande governo, não fosse a ambição pelo poder dos militares (todos do comando, filhos de oligarcas) e a ganância da oligarquia brasileira capitaneada pelos empresários paulistas aliados ao desvaneio de Carlos Lacerda o interromperem, João Goulart para quem não sabe foi ministro do trabalho de Getúlio Vargas por duas vezes e juntamente com Getúlio Vargas foi responsável pôr praticamente todos os avanços das atuais leis trabalhistas, o Getúlio foi obrigado a exonerá-lo pôr pressão dos empresários quando ele dobrou o valor do salário mínimo.
Ditadura não é tão simploriamente explicável assim não, ditadura é um regime fechado em que uma pessoa manda e desmanda sem ter que ouvir ninguém, não há liberdade de escolha, não tem eleições livres, pode até ter um congresso, mas a maioria dele deve ser servil ao mandatário, se não corresponder fecha-se, senadores são nomeados (não eleitos) às vezes pode-se até votar para prefeitos e vereadores, mas para Governadores e prefeitos de capitais não, o próprio presidente escolhe e nomeia, há muitas outras coisa, mas basicamente é isso.
LEÔNIDAS, OBRIGADO PELA OBSERVAÇÃO CONSTRUTIVA.
UMA REDAÇÃO INFELIZ, SE NÃO ENTENDIDA EM SUA ESSÊNCIA, PODE DESINFORMAR E DETURPAR.
PORTANTO, EIS UMA SEGUNDA TENTATIVA:
MAS O QUE É MESMO DITADURA? E TOTALITARISMO?
NÃO É MESMO O PODER ABSOLUTO, EXAGERADO E ABUSIVO DE UMA PESSOA OU DE UM SELETO E FARAÔNICO GRUPO (MINIOLIGARQUIA)?
QUEM SE LEMBRA DA REPÚBLICA SINDICALISTA IMAGINADA POR ALGUNS POLITIQUEIROS, EM MAIOR PARCELA DAS ESQUERDAS – OS PRÉ-ALOPRADAS E DESCALABRADAS – QUE CONSEGUIRAM LEVAR O GOVERNO DO BEM INTENCIONADO, MAS TALVEZ MAL ASSESORADO SENHOR JANGO GOULART, A SER ENVOLVIDO PELO MOTE, BANDEIRA , ALAVANCA, PICARETA, CATAPULTA E CAVALO DE TROIA QUE TERMINOU DESTRUINDO SEU GOVERNO???
NÃO ESTARÍAMOS, NESTE INSTANTE BRASILEIRO, A PRÉ-VIVENCIAR A ESTRUTURAÇÃO DE UMA REPÚBLICA “EMSTISTA?” “ONGUISTA”? “NEOSINDICALISTA”? OU “ALOPRADISTA”???
OU AS APARÊNCIAS ESTÃO A NOS ENGANAR E/OU A NOS ENTORPECER?
PROPAGA-SE UMA AÇÃO E FAZ-SE O INVERSO, QUANDO NÃO É SÓ PROPAGANDA ENGANOSA; DESRESPEITA-SE OS SAGRADOS E ESSENCIAIS PRINCÍPIOS DA JUSTIÇA E DO DIREITO; A CORRUPÇÃO, A IMPUNIDADE, E AGORA O EXECRÁVEL FISIOLOGISMO ALTAMENTE COMERCIAL, ASSUMEM POSIÇÕES E COMANDOS ALTÍSSIMOS NOS GERENCIAMENTOS POLÍTICOS E ADMINISTRATIVOS DO PODER E DOS PATRIMÔNIOS PÚBLICOS DIRETOS E INDIRETOS, FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS; PREFEITOS E TUDO QUANDO É TIPO DE POLÍTICO DESUMANO, DESQULIFICADO, INSENSÍVEL, IRRESPONSÁVEL E ALTAMENTE DESONESTO, CONTINUAM, DE MODO AVASSALADOR, DESVIANDO E DISTRIBUINDO RECURSOS, SERVIÇOS E PRIVILÉGIOS PÚBLICOS EM OUSADAS E CRIMINOSAS DESAPROPRIAÇÕES DOS PATRIMÔNIOS DOS CIDADÃO JÁ FORTEMENTE ESPREMIDOS, SOFRIDOS E PESADAMENTE SAQUEDOS; AS ESTRADAS – ESSENCIAIS E VITAIS PARA A POPULAÇÃO INTERIORANA – DE MODO ASSUSTADORAMENTE CRESCENTE, CONTINUAM A SER DESTRUÍDAS E EXTINTAS PELA OMISSÃO/ ESQUECIMENTO PROPOSITAL DOS ENXAMES DE POLITIQUEIROS QUE, ESTENDENDO SUAS GARRAS, COMO POLVOS INFERNAIS, SUGAM, ENVENENAM E ARRASAM FÍSICA E MENTALMENTE O GROSSO ENERGÉTICO DAS GENTES DOS GROTÕES, CURRAIS E LOCAS ONDE VEGETAM, COMO POPULAÇÃO INTERIORANA, POR ABSOLUTA FALTA DE ESTRADAS E VIVEM A MORRER AOS MONTÕES, POR ASSALTOS, POR FAJUTAS ASSISTÊNCIAS MÉDICAS E POR EXCESSOS DE TARIFAS BANCÁRIAS, TRIBUTOS E AGORA TAMBÉM, POR PESADOS EMPRÉSTIMOS, CARREGADOS DE TAXAS (IOF, TAXAS E TAXAS).
EM RESUMO: ESTAMOS A MERCÊ DE ALGUNS GERENTES PÚBLICOS, OPORTUNISTAS E PUNGUISTAS POLITIQUEIROS QUE SÓ PENSAM EM SI, QUE SOMENTE OBJETIVAM E SOMENTE SE CONCENTRAM PARA ISTO, FAZEM DE TUDO PARA SE MANTEREM NO PODER GERENCIAL PÚBLICO, DE MODO MAQUIAVELICAMENTE ARRASADOR, COMO SE O CIDADÃO INTERIORANO E PERIFÉRICO FOSSE UM RESTO DE SOMBRA, DE CINZAS SUJA OU DE DEJETOS LANÇADOS AOS TUFÕES DA MORTE.
1. Muito bom este artigo que revela o lado obscuro, sujo e mediocre do
Itamaraty. Geralmente associa-se diplomacia a elegância. O comportamento
do Itamaraty durante a ditadura mostra que naquela época, a elegância foi totalmente deixada
de lado em beneficio de muita feiura, pois, covardia, sujeira e mediocridade
são coisas feias.
2. Desde a instalação da ditadura, em 64, as elites políticas brasileiras,
em média, tem ficado cada ano mais mediocres. Num cenário como este, é
importante que a memória de Sergio Vieira de Melo seja mantida viva para
servir de exemplo e referencial para lutar contra a mediocridade crescente.
O GOLPE de 64 (revolução, segundo os golpistas) na verdade já estava sendo tramado a mais de uma década, fazia parte da política externa americana, a América Latina e principalmente o Brasil (por suas proporções) não podiam transformar-se de meros fornecedores de matéria prima e mercado de consumo em um concorrente industrializado como pretendia desde o governo JK com a sua “Revolução Industrial” que desagradava as Multinacionais americanas aqui instaladas e estas pressionavam o seu governo, Carlos Lacerda também, desde sempre almejou o posto máximo do país, mas, como não tinha cacife político via num golpe a sua única chance, com a renúncia do Jânio, todos estes personagens se animaram com a possibilidade de um “golpe branco”, era só não deixar o vice João Goulart assumir, como ele se encontrava na China seria fácil, era só espalhar a notícia de ele era comunista e impedi-lo de voltar, mas o Tancredo Neves também tinha suas ambições e viu ai a grande possibilidade de chegar ao poder, então intermediou a volta do JANGO desde que abrisse mão dos poderes de presidente, o regime passaria a ser parlamentarista e ele (Tancredo) o primeiro-ministro, tudo estava dando certo, porém pressões populares acabaram pôr forçar um plebiscito que devolveu ao país o presidencialismo e ao JANGO os poderes de presidente, esta foi a gota d’água para que os golpistas voltassem a se articularem, na verdade eles nunca se desarticularam, os americanos estavam só esperando a hora certa e um aceno das forças armadas brasileiras que a essa altura já mantinha a muito tempo laços estreitos com a embaixada e o governo americanos, depois de um grande comício na Central do Brasil /RJ em que JANGO prometeu uma grande reforma trabalhista e exortou os trabalhadores a lutar a seu lado pela implantação, Carlos Lacerda, Políticos e Empresários brasileiros (Paulistas, em maioria) e os Militares (através de seus comandantes) deram o aceno final aos americanos que em poucos dias posicionaram navios, mísseis nucleares, porta aviões e tropas em Vila Velha/ES prontos para entrar em ação, felizmente não foi necessário, o JANGO em seu espírito patriótico preferiu não reagir.
Conclusão: de patrióticos os golpistas não tinham nada, sequer foram eles que bancaram o GOLPE que foi todo patrocinado pelos EUA com a CIA e as Forças armadas americanas, vergonhosamente Militares brasileiros que deveriam defender o Brasil propiciaram a invasão pelos americanos, com o golpe os EUA continuaram sua colonização cujos reflexos em nossa economia perduram até hoje.
Desculpem, o texto acima é pra esclarecer a “mal contada” história de que a “revolução” (GOLPE) tinha o patriótico propósito de impedira a implantação do comunismo e acabar com a corrupção, corrupção que pôr sinal se alastrou no período militar devido a impossibilidade de fiscalização.
Quem gosta de história do Brasi, visite o Memorial de Getúlio Vargas. Lá tem toda a história do início da industrialização do Brasil, a fundação da Petrobrás, da Eletrobrás, a Consolidação das Leis Trabalhistas e até videos da época. Realmente, como o Leônidas afirma, não havia interesse de outros países no desenvolvimento industrial brasileiro. Ali começou a ser estruturado o golpe de 64 quando os militares da Aeronáutica fundaram a República do Galeão e pediram, para colocar um fim na crise, a saída de Getúlio do governo e também do país,só não contavam com a virada da História feita por Getúlio, com seu suicídio e com a Carta Testamento.