La Vie d'Adèle valoriza as cenas do relacionamento homossexual da personagem
Irmãos Coen ganham o Grande Prêmio do Júri, Bruce Dern é melhor ator e Bérénice Bejo, melhor atriz. Steven Spielberg e seu time de jurados fizeram história com essa premiação corajosa a La Vie d'Adèle. Mas e Sorrentino? É o grande injustiçado, e ainda por cima foi chamado para o Palais du Festival. Fica a decepção por um lado, mas poderia ser pior.
O filme francês La Vie d'Adèle - Chapitres 1 et 2, do franco-tunisiano Abdellatif Kechiche, foi o vencedor da Palma de Ouro da 66ª edição do Festival de Cannes, encerrado neste domingo.
Exibido na segunda semana da competição, o drama sobre o primeiro amor e a descoberta sexual de duas garotas já havia vencido o prêmio da crítica e chamou a atenção por suas intensas e longas cenas de sexo.
Ao retratar o primeiro amor de duas meninas diferentes (Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux) descobrindo a sexualidade e as dificuldades da primeira relação séria, Kechiche ("O Segredo do Grão") construiu uma mistura de drama romântico ultrarrealista com cenas de sexo explícito entre as duas atrizes como não se via em Cannes há alguns anos -talvez a última vez tenha sido em 2003, quando Chlöe Sevigny precisou explicar o sexo oral realista em The Brown Bunny. O diretor Roman Polanski, apesar dos prognósticos, não esteve entre os premiados.
Abaixo, os premiados do Festival de Cannes de 2013:
Palma de Ouro - La Vie d'Adèle, de Abdellatif Kechiche
Grand Prix do Júri - Inside Llewis Davis, de Joel e Ethan Coen
Melhor Diretor - Amat Escalante, por Heli
Prêmio do Júri - Tal Pai, Tal Filho, de Hirokazu Kore-eda
Melhor roteiro - Jia Zhang-ke, por Touch of Sin
Melhor atriz - Bérénice Bejo, por Le Passé
Melhor ator - Bruce Dern, por Nebraska
Camera d' Or (prêmio de primeiro filme) - Ilo Ilo, de Anthony Chen (Cingapura)
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