O ‘complexo Deus’ da modernidade
19/7/2011 13:37, Por Leonardo Boff
A crise atual não é apenas de escassez crescente de recursos e de serviços naturais. É fundamentalmente a crise de um tipo de civilização que colocou o ser humano como “senhor e dono” da natureza (Descartes). Esta, para ele, é sem espírito e sem propósito e por isso pode fazer com ela o que quiser.
Segundo o fundador do paradigma moderno da tecnociência, Francis Bacon, cabe ao ser humano torturá-la, como o fazem os esbirros da Inquisição, até que ela entregue todos os seus segredos. Desta atitude se derivou uma relação de agressão e de verdadeira guerra contra a natureza selvagem que devia ser dominada e “civilizada”. Surgiu também a projeção arrogante do ser humano como o “Deus” que tudo domina e organiza.
Devemos reconhecer que o Cristianismo ajudou a legitimar e a reforçar esta compreensão. O Gênesis diz claramente: “enchei a Terra e sujeitai-a e dominai sobre tudo o que vive e se move sobre ela” (1,28). Depois se afirma que o ser humano foi feito “à imagem e semelhança de Deus” (Gn 1,26). O sentido bíblico desta expressão é: o ser humano é lugar-tenente de Deus e como Este é o senhor do universo, o ser humano é senhor da Terra. Ele goza de uma dignidade que é só dele, o de estar acima dos demais seres. Dai se gerou o antropocentrismo, uma das causas da crise ecológica. Por fim, o estrito monoteísmo retirou o caráter sagrado de todas as coisas e o concentrou só em Deus. O mundo, não possuindo nada de sagrado, não precisa ser respeitado. Podemos moldá-lo ao nosso bel-prazer. A moderna civilização da tecnociência encheu todos os espaços com seus aparatos e pôde penetrar no coração da matéria, da vida e do universo. Tudo vinha envolto pela aura do “progresso”, uma espécie de resgate do paraíso das delícias, outrora perdido, mas agora reconstruído e oferecido a todos.
Esta visão gloriosa começou a ruir no século XX com as duas guerras mundiais e outras coloniais que vitimaram duzentos milhões de pessoas. Quando se perpetrou o maior ato terrorista da história, as bombas atômicas lançadas sobre o Japão pelo exército norte-americano, que matou milhares de pessoas e devastou a natureza, a humanidade levou um susto do qual não se refez até hoje. Com as armas atômicas, biológicas e químicas construídas depois, nos demos conta de que não precisamos de Deus para concretizar o Apocalipse.
Não somos Deus e querer ser “Deus” nos leva à loucura. A idéia do homem como “Deus” se transformou num pesadelo. Mas ele se esconde ainda atrás do “tina” (there is no alternative) neoliberal: “não há alternativa, este mundo é definitivo.” Ridículo. Demo-nos conta de que “o saber como poder” (Bacon) quando feito sem consciência e sem limites éticos, pode nos autodestruir. Que poder temos sobre a natureza? Quem domina um tsunami? Quem controla o vulcão chileno Puyehe? Quem freia a fúria das enchentes nas cidades serranas do Rio? Quem impede o efeito letal das partículas atômicas do urânio, do césio e de outras liberadas, pelas catástrofes de Chernobyl e de Fukushima? Como disse Heidegger em sua última entrevista ao Der Spiegel: ”só um Deus nos poderá salvar”.
Temos que nos aceitar como simples criaturas junto com todas as demais da comunidade de vida. Temos a mesma origem comum: o pó da Terra. Não somos a coroa da criação, mas um elo da corrente da vida, com uma diferença, a de sermos conscientes e com a missão de “guardar e de cuidar do jardim do Eden” (Gn 2,15), quer dizer, de manter a condições de sustentabilidade de todos os ecossistemas que compõem a Terra.
Se partimos da Bíblia para legitimar a dominação da Terra, temos que voltar a ela para aprender a respeitá-la e a cuidá-la. A Terra gerou a todos. Deus ordenou: “Que a Terra produza seres vivos, segundo sua espécie”(Gn 1,24). Ela, portanto, não é inerte, é geradora e é mãe. A aliança de Deus não é apenas com os seres humanos. Depois do tsunami do dilúvio, Deus refez a aliança “com a nossa descendência e com todos os seres vivos” (Gn 9,10). Sem eles, somos uma família desfalcada.
A história mostra que a arrogância de “ser Deus”, sem nunca poder sê-lo, só nos traz desgraças. Baste-nos ser simples criaturas com a missão de cuidar e respeitar a Mãe Terra.
Leonardo Boff - Teólogo, filósofo e escritor.
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REVELAÇÃO/EXORTAÇÃO
Urge difundirmos na terra a certeza de que Jesus Cristo já vive agindo entre nós, espargindo a luz do saber em sí, criando Irmãos Espirituais, e a nova era Cristã. Eu não minto, e a Espiritualidade que esperava pela sua volta, pode comprovar que digo a verdade. Por princípio, basta recompormos as 77 letras e os 5 sinais que compõe o título do 1º. livro bíblico, assim: O PRIMEIRO LIVRO DE MOISÉS CHAMADO GÊNESIS: A CRIAÇÃO DOS CÉUS E DA TERRA E DE TUDO O QUE NÊLES HÁ: Agora, pois, todos já podem ver que: HÁ UM HOMEM LENDO AS VERDADES DO SEU ESPÍRITO: ÊLE É O GÊNIO CRIADOR QUE ESSA AÇÃO DE CRISTO: (LC.4.21) – Então passou Jesus a dizer-lhes: Hoje se cumpriu a escritura que acabais de ouvir: (JB.14.17) – O Espírito da verdade que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem conhece, vós o conheceis; porque Ele habita convosco e estará em vós.(MT.14.27) – Tende ânimo! Sou Eu: Não temais: (JB.2.5) – Fazei tudo o que Ele vos disser, (JB.5.27) – porque é o Filho do Homem: (JÓ.9.19) – Se se trata da força do poderoso Ele dirá: Eis-me aqui: (JÓ.33.2) – Passo agora a falar, em minha boca fala a língua:Regozijai-vos e fazei jus ao poder que o Nosso Espírito traz às Almas Justas, para a formação da verdadeira Cristandade.
(MT.26.24) – O FILHO DO HOMEM VAI, COMO ESTÁ ESCRITO A SEU RESPEITO, MAS AI DAQUELE POR INTERMÉDIO DE QUEM O FILHO DO HOMEM ESTÁ SENDO TRAIDO! MELHOR LHE FÔRA NÃO HAVER NASCIDO:
E, ao recompormos as 130 letras e os 7 sinais que compõem esse texto, todos já podem ler, saber, e entender quem é o Filho do Homem:
E O FILHO DO HOMEM É O ESPÍRITO QUE TESTA AS ALMAS DO HOMEM E DA MULHER, NA VERDADE DO SENHOR, COMO CRISTO: E EIS A PROVA QUE O FILHO DO HOMEM FOI TREINADO NA LEI CRISTÃ:
DESPERTAI-VOS, FUTUROS CRISTÃOS: : (MC.14.41) – Ainda dormis e repousais! Basta! Chegou a hora, o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores: E à partir desse Santo Dia, toda Criatura racional que desejar interagir conosco na obra comum da nossa criação, precisa fundamentar-se n`A Bibliogênese de Israel; que já está disponível na internet, no portal amazon, e em todas as boas livrarias: E quem não quiser, pode continuar vivendo de esperança vã, assistindo passivamente a agonia da vida terrena, à par da auto-destruição do nosso planeta…
o q eu acho de ser Deus….como vc mesmo citou o versiculo acima Gn 1:26.
Acredito eu que somos realmente deus com letra minuscula,temos os poderes de Deus , mas em pequena proporção,EX.pensa num mar, é gigantesco,agora tira um copo de agua do mar,ai somos nós,temos tudo q tem no mar mas em pequena proporção, se levar aquele copo de agua do mar pro laboratorio, sabera o que tem no mar, não precisamos levar todo o mar..
Se temos o Espirito de Deus em nós temos os dons de Deus em nós.
vale refletir….abração…do mais novo irmão em Cristo Jesus.
É sempre uma satisfação e um aprendizado ler o que pensa o escritor e filósofo Leonardo Boff. Parabéns pelo excelente artigo! Que análise mais sábia! Muito grata!
Prova disso é a construção da usina de Belo Monte. Onde o que interessa é o bem estar das pessoas em detrimento de toda e qualquer outra espécie.
Olá gostei muito do texto, mas gostaria de tirar uma dúvida, se a terra é o jardim do eden, quando adão e eva foram expursos do Eden foram para onde?
São preciosos, os textos de Leonardo Boff! Obrigada por nos presentear com esse excelente artigo.
Excelente artigo. Creio que estamos vivendo num momento em que a humanidade se choca com um vazio interior absurdo. As religiões, tanto católica quanto a evangélica, sob os olhos de muitos é visto como motivo de chacota por crerem em um Deus e em um Bíblia que necessita muito mais do coração do que da razão para a crença. Os cristãos andam divididos, preocupados com a visão de Deus uns dos outros em lugar de se preocupar com algo mais simples e efetivo que é: “o que eu ando fazendo de positivo para o mundo? O que posso fazer de verdade para dar minha contribuição para os problemas de onde vivemos?”. Enquanto os religiosos discutem quem está seguindo ou não a Deus do outro lado o renomado cientista Stephen Hawking afirmou recentemente que “Não existe nenhum paraíso e ou vida após a morte para computadores quebrados; isso é um conto de fadas para pessoas com medo do escuro”. Este é o pensamento dos pensadores atuais, o fim realmente está próximo para todos. Os ateus mais do que nunca andam com medo da morte e ataca e destrói a natureza como se sugá-la até o talo fosse a única maneira de garantir instantes de paraíso no curto espaço de tempo que é o nascer e o morrer. Acho que o ser humano deveria parar e refletir. Parar de julgar o mundo, os outros e voltar ao básico. O que realmente precisamos para vivermos e sermos felizes? Se simplificarmos as coisas certamente compreenderemos Deus e entenderemos o significado do que é o paraíso. Não é nenhum de nós que deve ter respostas para tudo, o acaso também faz parte da vida. Nenhum de nós seria melhor do que fomos ontem se soubéssemos antecipadamente o que acontecerá amanhã.
Temos profundo respeito pelo autor do artigo, mas, nos reservamos o direito de tecer nossas conSideracões.A lei de adoracão ou a religiosidade propriamente dita é inerente ao ser humano e se existem distorcões na forma de interpretacão é porque, comprovadamente, somos individualidades e não carimbos.Basta que analizemos a forma com que os nossos ditos selvagens o fazem, para que entendamos essa realidade.O cristianismo é incontetavelmente uma doutrina e se foi transformado em religião e incorporado a segmentos distintos cabe a nos, ditos cristãos, revisarmos esses conceitos. Se Roma modificou o seu sentido em funcão de seus interesses, como ocorreu com as congregacões ortodoxas, com a reforma, a contra reforma,os derivados das reformas ditos petencostais e assim por diante, deve-se incontestavelmente aos interesses humanos e não aos ensinos do Cristianismo. Se a Biblia, o Antigo Testamento foi incorporado ao Cristianismo, incontestavelmente o foi de forma erronea, pois o cristianismo modifica redicalmente a essencia moral e a visão espiritual da antiga religião Mosaica. A ultima empregava a punicão e o terror, proprio dos barbaros.A outra esclarece a necessidade de amor e aclara o espirito sobre suas reponsabilidades econsequencias da permanencia em erro, tendo como base fundamental a erradicacão do egocentrismo>Certamente para entender certas passagens dos ensinos de Jesus, devemos ter conhecimento de como era a sociedade judaica a quem ele se dirigia, em primeiro plano, mas não misturar os ensinos. O mesmo ocorre co filosofias orientais, transformadas em religiões e desfiguradas pelas mesmas.O espiritismo, dito Kardecista, estuda todos esses aspectos e é tido como o Paraclito prenunciado por João Evangelista. Diferencia-se dos estudos espiritualistas genericos, pela forma que utilisa recursos que sempre estiveram a servico do ser humano mas que são desfigurados pelos interesses egoisticos e impositorios.Estuda as manifestacões pera normais e as utiliza para socorrer e auxiliar o ser humano a se libertar dessas cadeias animalizadas e das dores e sofrimentos delas oriundas bem como para socorre-lo em sua ignorancia, pois as ciencias modernas assim possibilitam nos dias atuais, o que não ocorria anteriormente. Todas as ciencias que temos reunidas, sem amor e caridade, são incapazes de enxugar uma lagrima e de esclarer o ser sobre a vida.
Interessantes as suas observações sobre o antropocentrismo. Nunca havia parado para pensar que isto poderia ser um dos geradores do caos ambiental que estamos vivendo… Mas a ação desenfreada do homem sobre a natureza nada tem a ver com esse deus que voce defende; pra mim ele nem existe! Tem a ver com cobiça, ganância, ambição.