Corpo de menino de seis anos morto em Barra do Piraí é enterrado

26/3/2013 14:29
Por Redação, com agências - do Rio de Janeiro


O corpo do menino João Felipe Eiras Santana Bichara, de 6 anos, morto em Barra do Piraí

O corpo do menino João Felipe Eiras Santana Bichara, de 6 anos, morto em Barra do Piraí

O corpo do menino João Felipe Eiras Santana Bichara, de 6 anos, morto em Barra do Piraí, no Sul Fluminense, pela manicure Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo, foi enterrado no Cemitério Recanto da Paz, no Centro da cidade, nesta terça-feira. João Felipe foi encontrado morto dentro de uma mala, na noite de segunda, na casa da manicure, que era conhecida da família. Ela foi presa em flagrante e indiciada por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel, emboscada e por ocultação de cadáver.

Conforme informações do portal G1, a avó materna de João Felipe, identificada apenas como Tereza, saiu do local amparada por outros familiares. Inconsolável, ela chorava muito e gritava “por que meu Deus?”. Muito abalada, a mãe do menino, Aline Bichara, era consolada por parentes e amigos na saída do cemitério. “Ela destruiu ele”, gritava.

Suzana disse ao portal G1 que teve um relacionamento amoroso com o pai da criança. Ela não quis dizer por quanto tempo. A manicure contou que comentou com o amigo Rafael, taxista, que queria dar um susto no pai do menino para que ele parasse de “ficar atrás dela”. “Ele não era do tipo que sabia ouvir um não”, disse a manicure sobre o pai da criança. O taxista teria chamado um outro homem para participar do “susto”. Segundo Suzana, este homem, cujo nome ela não informou, teria dito o que ela deveria fazer, o que teria que dizer quando ligasse para a escola.

As investigações indicam que a manicure não teve ajuda de ninguém. O caso continua sendo investigado na 88ª DP (Barra do Piraí). Ela disse que não se identificou quando ligou para o Instituto de Educação Nossa Senhora Medianeira, mas afirmou apenas que o menino teria que ir ao médico. Quando chegaram ao hotel, os dois rapazes que a ajudavam – o taxista e o amigo – decidiram que iam pedir resgate pelo sequestro. A suspeita diz que não concordou e os outros dois disseram que iam ter que “dar um jeito na criança”, porque senão seriam reconhecidas.

De acordo com informações do portal G1, Suzana confessou que pegou a toalha molhada e asfixiou o menino, sob ameaça dos outros dois. A manicure também disse que foi até a escola junto com a mãe da criança procurar pelo menino. Segundo ela, o recepcionista do hotel seria conivente com o crime. A criminosa disse que o combinado com os outros dois era de que o corpo da criança seria levado para sua casa e, posteriormente, Rafael e o comparsa iriam buscá-lo.

O delegado José Mário Romena, descarta esta versão, bem como o envolvimento de outras pessoas no caso, porque, segundo ele, o recepcionista identificou o menino, através do movimento feito pelos pais nas redes sociais, entrou em contato com o taxista, que teria ido até a delegacia. Segundo o delegado, o crime foi passional. José Mário Romena disse que Suzana planejou o crime, já que conhecia a rotina da família e o executou sozinha.

As investigações só foram iniciadas, depois que a mãe de João Felipe foi à escola buscá-lo no fim da tarde. Para não gerar suspeita, Suzana chamou um outro taxista para levá-la em casa. Só que como durante o trajeto, o menino não abriu os olhos, nem se mexeu, o taxista achou estranho e chamou polícia.

A escola alegou que a mulher que ligou se passando ser mãe da vítima tinha riqueza de informações sobre o menino e sobre a rotina da criança. Afirmou ainda que os funcionários não estranharam o pedido de mandar a criança pelo táxi, porque a familia tinha o hábito de fazer isso, Segundo informações do RJTV.

A família da criança, que é dona de uma imobiliária na região, usou a página do Facebook para pedir informações sobre João Felipe enquanto ele estava desaparecido. Após a morte ser confirmada, uma foto ilustrando o luto dos parentes foi colocada na página. Muito abalada, a família não quis dar entrevista.

 

 






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