Chegada do papa Francisco gera protesto no Rio

22/7/2013 14:12
Por Redação, com agências - do Rio de Janeiro


A chegada do papa Francisco para a JMJ (Jornada Mundial da Juventude) nesta segunda-feira em meio a protestos e interdições no trânsito

A chegada do papa Francisco para a JMJ (Jornada Mundial da Juventude) nesta segunda-feira em meio a protestos e interdições no trânsito

A chegada do papa Francisco para a JMJ (Jornada Mundial da Juventude) nesta segunda-feira em meio a protestos e interdições no trânsito da capital carioca. A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) ressaltou recentemente que “grupos de pressão” na cidade poderão atrapalhar o evento católico. Pelo menos dois protestos já estão programados para ocorrer durante o evento que começa nesta semana no Rio de Janeiro.

Uma destas manifestações esta marcada  nesta segunda-feira em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do Estado, quando o papa encontrará a presidente Dilma Rousseff. A recepção foi fortemente criticada pois custará cerca de R$ 850 mil aos cofres públicos. Este protesto foi convocado pelas redes sociais sob o título de Ato na Recepção do papa e conta com mais de 8.000 confirmados. De acordo com a página do evento, seu principal tema será: “os gastos públicos de R$ 118 milhões pela vinda do papa”.

Outra manifestação, também divulgada pela internet, será realizada na próxima sexta-feira em Copacabana durante a celebração de um dos eventos religiosos programados para o local. Da mesma forma que o protesto desta segunda-feira, os organizadores alegaram que o ato servirá como mais um “grito contra a corrupção e por serviços públicos mais dignos”.

Na última sexta-feira o governador Sérgio Cabral não se mostrou preocupado com a ameaça de protestos durante a visita do papa Francisco. Após confirmar que recebeu o pontífice nesta segunda-feira no Palácio Guanabara, ao lado da presidente Dilma Rousseff, Cabral disse que atos de vandalismo não terão vez frente ao esquema de segurança e aos milhares de peregrinos esperados na cidade.

– Confirmo a visita do papa no Palácio Guanabara, com a Dilma o Michel Temer vice-presidente e outras autoridades. Tenho certeza que todos receberão o papa de braços abertos. O clima será de fraternidade, amor e carinho. Se vândalos tentarem prejudicar os eventos, não o farão. Não só pela presença da segurança na cidade, mas também pelo calor humano da população.

O general José Alberto da Costa Abreu, coordenador de Defesa de Área do Exército, disse, na última quinta-feira, que pessoas mascaradas ou com cartazes relacionados a protestos não poderão circular pelo Campus Fidei, em Guaratiba, zona oeste do Rio, local preparado para receber os peregrinos durante a Jornada Mundial da Juventude.

Durante a visita do papa Francisco ao Brasil, que ocorrerá até o dia 28 de julho, foram destacados 13,7 mil homens, sendo 10,2 mil das Forças Armadas, 1.300 da Força Nacional de Segurança e o restante das demais instituições públicas de segurança, entre policiais federais, militares e civis. No Rio, 7.000 soldados atuarão em Guaratiba, onde o pontífice fará a aparição final e rezará uma missa. O restante ficará aquartelado e poderá ser acionado em caso de emergência. Segundo informações do portal R7.

A visita do papa Francisco ao Brasil ocorre em momento delicado tanto para a Igreja Católica quanto para os políticos brasileiros. No sábado, a revista italiana L’Espresso revelou o “escandaloso caso de amor” entre o monsenhor Battista Ricca, nomeado pelo papa Francisco para um cargo estratégico no Banco do Vaticano, e o capitão da guarda suíça Patrick Haari. Tal revelação engordou a lista de críticas à condução do Vaticano, que há anos convive com casos de corrupção e pedofilia.

Os brasileiros estão convivendo com uma onda de protestos contra o governo. No Rio de Janeiro, grupos acamparam em frente à residência do governador Sérgio Cabral no bairro do Leblon, na Zona Sul da cidade. Na quarta-feira, terminou em confronto e quebra-quebra mais uma manifestação na avenida Delfim Moreira com rua Aristides Espínola, perto do apartamento de Cabral . Os manifestantes se concentraram na rua General San Martin, onde houve confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar. Pelo menos 16 pessoas foram detidas pela PM. Segundo a corporação, sete policiais ficaram feridos no confronto.

 

 

 






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