Encontro no Rio reunirá principais governos de esquerda da América Latina

22/6/2011 13:58
Por Redação - do Rio de Janeiro


esquerda

Marco Aurélio Garcia é assessor de Dilma na área diplomática e estará presenta ao encontro

O Rio de Janeiro sediará, na semana que vem, o maior seminário internacional já realizado no país, nas últimas décadas, sobre os rumos dos partidos e movimentos de esquerda no continente latino-americano e América Central. O encontro, que contará com a presença de ministros dos principais governos socialistas da região, será realizado entre os dias 30 de junho e 2 de julho, na sede da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Fundão, Zona Norte do Rio. Intitulado Governos de esquerda e progressistas na América Latina e no Caribe: balanço e perspectivas, o encontro é organizado pelas Fundações Perseu Abramo (PT) e Mauricio Grabois (PC do B), com apoio da Fundação Friedrich Ebert, da Alemanha.

Nos três dias de duração do seminário, serão realizados 11 debates com representantes dos governos progressistas, partidos de esquerda e acadêmicos da América Latina sobre as experiências socialistas nos respectivos governos, as mudanças geopolíticas e a crise do capitalismo no mundo, com a participação do público brasileiro.

Programação preliminar

30/06 – (quinta-feira): Abertura 18h-19h

Integrantes da mesa:

• Prof. Aloísio Teixeira – reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
• Adalberto Monteiro – presidente Fundação Maurício Grabois
• Nilmário Miranda -presidente da Fundação Perseu Abramo
• Valter Pomar – secretário Executivo do Foro de São Paulo

Mesa A experiência brasileira – 19h – 19h30

Integrante da mesa:

• Ministra Miriam Belchior – Planejamento, Orçamento e Gestão (a confirmar)

Mesa 1 – A esquerda nos governos: projetos nacionais e estratégias
socialistas na América Latina e Caribe – 19h30 – 21h30

Temática: Partidos de esquerda integram hoje um número importante de governos latino-americanos e caribenhos. Partindo desta posição, buscam implementar medidas de caráter nacional, democrático e popular. Enfatizam os temas da integração continental, as relações Sul-Sul e o multilareralismo. Que balanço fazemos deste processo em cada um dos países e no continente? Como se articula com os objetivos estratégicos socialistas?

Integrantes da mesa:

• Iole Ilíada – secretária de Relações Internacionais, Partido dos Trabalhadores (PT) – Brasil
• Renato Rabelo – presidente do Partido Comunista do Brasil (PC do B)
• e representantes da Venezuela, Bolívia e Uruguai
Debate com o público

01/07 (sexta-feira)

Mesa 1 – O mundo em transição: governos de esquerda
na América Latina e Caribe e a nova configuração geopolítica internacional – 9h30 – 13h

Temática: Análise do desempenho dos governos de esquerda e progressistas de nosso continente, em um marco global de aprofundamento da crise do capitalismo, com novos fenômenos e importantes consequências econômicas e políticas. Reflexão sobre as grandes mudanças que ocorrem nas relações geopolíticas e internacionais, caracterizando um período de transição. As novas potencialidades abertas pela progressiva tendência na América Latina e Caribe, onde a integração regional avança, e as novas ameaças da direita e do imperialismo.

Integrantes da mesa:

• Roberto Amaral, Vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) Brasil
• e representantes da Nicarágua, Venezuela, Equador e Cuba.

Debate com o público

14h30 – 18h – Três sessões simultâneas:

Mesa 1 – Capitalismo contemporâneo: a crise, os novos fenômenos
e suas expressões na América Latina e no Caribe

Temática: A caracterização da crise atual do capitalismo. O imperialismo de hoje, os novos fenômenos do capitalismo contemporâneo e as peculiaridades da economia latino-americana e caribenha. América Latina e Caribe frente à decadência relativa da economia dos EUA, União Européia e Japão, e a ascensão dos BRIC. Os governos progressistas da América Latina e do Caribe, as políticas adotadas para conter os efeitos da crise na região e a integração econômica do continente.

Integrantes da mesa:

• Theotônio dos Santos, economista e cientista político, professor da Universidade de Brasília (UNB), Brasil
• e representantes de Cuba e Bolívia

Debate com o público

Mesa 2 – A política de defesa da América Latina e do Caribe
e a política de guerra e militarização dos EUA-OTAN

Temática: Avaliação da tendência para uma maior autonomia e independência da América Latina e do Caribe frente a ingerências exógenas de potências extra-regionais, especialmente as questões de estratégia e defesa nacional. Os exemplos desta tendência, como o surgimento do Conselho Sul-Americano de Defesa da UNASUL. A reação das potências centrais, com a expansão do conceito estratégico da OTAN para o Atlântico Sul, a manutenção e a expansão das bases militares na América Latina e no Caribe e a IV Frota. O debate sobre esta disjuntiva: autonomia estratégica versus novas ameaças imperialistas.

Integrantes da mesa:

• Arturo Núñes Jiménez – senador do Partido da Revolução Democrática, México
• representantes da Argentina e da Colômbia.

Debate com o público.

Mesa 3 – Os organismos, processos e estruturas da integração regional

Temática: As iniciativas de integração latino-americanas ao longo da história. A integração continental nas últimas duas décadas. O papel dos governos de esquerda e progressistas da região na recuperação e reorientação dos processos de integração na América Latina e no Caribe. Os 20 anos do Mercosul e suas sucessivas fases. A experiência da ALBA. A UNASUL, a CELAC e os projetos de integração política, econômica, social e cultural. A OEA e sua instrumentalização pelos EUA. A necessária convergência dos diversos organismos, processos e estruturas de integração sub-regional e regional.

Integrantes da mesa:

• Rafael Follonier, Coordenador de Assuntos Técnicos da Unidade Presidencial, Argentina
• e representantes da Venezuela e do Brasil

Debate com o público

02/07 – (sábado)

Mesa 1 Desenvolvimento e Democracia: as políticas dos
governos de esquerda na América Latina e no Caribe – 9h30 às 13h

Temática: Análise global dos projetos e políticas nacionais que estão sendo aplicados pelos governos progressistas, populares e de esquerda hoje na América Latina, com vistas à superação dos traços neoliberais. Caracterização geral destes projetos no contexto da correlação de forças políticas e a etapa atual do desenvolvimento do capitalismo, levando em conta as peculiaridades nacionais. Avaliação do modelo de desenvolvimento e das políticas macro e microeconômicas, com especial atenção a seus impactos sobre o crescimento econômico, na distribuição da renda e da riqueza, a geração de postos de trabalho, a estrutura produtiva e a plataforma das exportações nacionais. A relação destas políticas com a consecução de projetos de integração regional.

Integrantes da mesa:

• Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Política Externa da Presidência da República – Brasil
• Gustavo Codas Friedman, Diretor-Geral da Itaipu Binacional – Paraguai
• Oscar Laborde, Embaixador, Representante Especial para a Integração do Mercosul – Argentina
• Ana Elisa Osório, Deputada do Partido Socialista Unido, Vice-Presidenta do Grupo Parlamentar Venezuelano no Parlamento Latino-Americano – Venezuela
• Hector Dada – ministro da Economia de El Salvador

Debate com o público

14h30 – 18h – 4 mesas simultâneas

Mesa 1 – Política econômica e desenvolvimento social e sustentável

Temática: Discussão sobre o caráter sustentável dos modelos de desenvolvimento aplicados pelos governos de esquerda e progressistas da região, tanto no que diz respeito às questões ambientais como às sociais. Análise das contradições mais importantes a enfrentar em termos dos impactos produzidos pelo modelo sobre os ecossistemas e as populações tradicionais e seu modo de vida. Considerações sobre os aspectos a transformar e os obstáculos a superar, assim como os temas pendentes a enfrentar.

Integrantes da mesa:

• José Rivera Santana, Co-Presidente do MINH – Porto Rico
• Izabella Teixeira – Ministra do Meio Ambiente – Brasil
• e representante da Bolívia

Mesa 2 – Estado, democracia e participação popular

Temática: Reflexão sobre o Estado no qual atuam os governos de esquerda e progressistas da América Latina e do Caribe, sua estrutura e seus mecanismos, inclusive as relações entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Análise do funcionamento e do alcance da democracia, com ênfase na questão do papel dos partidos, a participação popular e o acesso democratizado às formas de expressão pública e aos meios de comunicação. Considerações sobre os aspectos a transformar e os obstáculos a superar.

Integrantes da mesa:

• Doris Solís – Ministra Coordenadora de Política – Equador
• Soledad Barría – ex-ministra do governo Bachelet – Chile
• representante de Cuba

Debate com o público

Mesa 3 – Políticas sociais, redução das desigualdades e acesso aos direitos universais

Temática: Avaliação das políticas públicas implementadas pelos governos de esquerda e progressistas da região, com o objetivo de ampliar e democratizar o acesso aos direitos universais como educação, saúde, saneamento e moradia. A exposição das medidas adotadas para erradicar a fome e a miséria. Considerações sobre os aspectos a transformar e os obstáculos a superar.

Integrantes da mesa:

• Vanda Pignato, Secretária de Inclusão Social – El Salvador
• e representantes da Venezuela e Uruguai

Debate com o público

Mesa 4 – Política externa, integração e soberania nacional

Temática: Discussão sobre as orientações da política exterior adotadas pelos governos de esquerda e progressistas da América Latina e do Caribe, com ênfase em sua relação com os demais países da região e sua participação nos processos de integração latino-americanos e caribenhos. Análise das relações geopolíticas estabelecidas com o Norte e com os demais países do Sul. Exame das posições dos governos e suas propostas em relação à atual arquitetura política e econômica mundial, assim como os mecanismos e as ações de afirmação da soberania nacional frente à ordem internacional. Considerações sobre os aspectos a transformar e os obstáculos a superar.

Integrantes da mesa:

• Luís Fernandes, professor do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) – Brasil
• representantes da Nicarágua e do Equador

Debate com o público






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7 Comentários para “Encontro no Rio reunirá principais governos de esquerda da América Latina”

  1. figueiroa

    ESTÃO COM SAUDADE DO GOLPE DE 64

    Tudo começou mas ou menos assim.Na época o medo era o comunismo e a implantação de um sistema socialista de governo.Isso apavorava as elites capitalistas e religiosas.Por todo o país explodiam passeatas e greves.Segundo analistas históricos, que havia o dedo da CIA e da embaixada americana nesse processo, havia também infiltrações da ultra direita nos sindicatos para se criar um clima favorável a um golpe de estado.Para completar o cenário faltava ao inclusão da Igreja Católica e para tanto apareceram religiosos americanos tendo a frente um padre irlandês Patrick Peyton radicado nos EUA bancado pela CIA (Wikipédia) que liderou a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. E o comício da Cinelândia foi a gota d’água.E qual foi o resultado?Que viveu esses 21 anos sabem muito bem o quanto o país retrocedeu no campo cientifico e tecnológico.Somos o país mais frágil do mundo no setor de defesa militar devido a grandeza territorial.Ainda hoje sentimos o reflexo da falta de educação tecnológica, temos um enorme exercito de reserva de desempregados analfabetos funcionais e uma enorme quantidade de vagas que não são preenchidas por falta de pessoas capacitadas.O governo atual faz esforço para criar escolas técnicas para que o país cresça acompanhando pelos menos as nações emergentes.Foram anos de atraso e a tendência é continuar.Estive pesquisando sobre o nosso “poderio”bélico em relação com o da Venezuela.É preocupante por ser um país fronteiriço e mal demarcado o que pode trazer problemas.Cheguei a conclusão que poderiamos até ganhar, mas a derrota não estaria descartada. A força aérea venezuelana arrasaria os estados do norte em questão de dias.Aí teriamos de nos ajoelhar e pedir proteção aos EUA. O preço dessa ajuda é facil de imaginar.Bases americanas espalhadas na Amazônia brasileira. Não temos aviões de combate nem de terceira geração,imaginem um combate entre um caça russo de 5ª geração o PAK-FA SUKHOI o melhor caça de combate do mundo contra um Mirage 2000C (Só temos 12)de 2ª e com mais de 30 anos de uso,seria uma verdadeira caça ao pombo.Só de MIG 29 a força aérea venezuelana deve ter uma centena.Ainda por cima nossos “patriotas” congressistas insistem em vetar a compra dos caças Rafalle franceses.O Obama esteve aqui para vender seus F22 mas nega passar tecnologia o que é mesmo que jogar dinheiro fora.Em caso de um atrito com eles esses aviões seriam descodificados . e não sairiam do chão. O exemplo disso é que eles venderam a Venezuela um tipo mais antigo e até hoje se negam a vender peças de reposição e repassar tecnologia, quebrando o contrato de venda. Esse caças estão lá encostados e foi preciso o Chave modernizar a sua força aérea com caças russos.

    E vejam agora: Quando o país começa a avançar, setores políticos e da justiça parecem querer ver o país voltar novamente a estaca zero. O golpe fatal agora é dificultar a realização da Copa do Mundo em nosso país. O maior derrespeito ao nosso povo que tem no futebol a unica valvula de escape para os seus problemas.É o preço da traição a patria, aliás muito deles não sabem nem o conceito do que é ser patriota

    É greves e mais greves instigadas e financiadas pela ultra direita e organismos estrangeiros que se infiltram nesses partidos ortodoxos de esquerda que visam tão somente chegar ao poder como fizeram alguns corruptos do próprio PT. O MST ocupou hoje uma área do Aeroporto Internacional de Manaus.Só falta sentarem na pista. Até greve de coveiro já apareceu,o cidadão foi sepultar o irmão em São Paulo e teve de voltar com o caixão pra casa.Um Absurdo!Ongs nacionais manipuladas e financiadas pelas estrangeiras querem impedir construção de usinas hidroelétricas, um recurso no qual o Brasil é rico e precisa de energia barata para se desenvolver. Para se ter uma idéia só na Amazônia brasileira existe mais 400 Ongs estrangeiras a maioria americanas, enquanto que no Nordeste existe a seca, sede,fome, pobreza e miséria, não tem nenhuma.Interessante não? Estão ensinando inglês aos índios.É o processo de ocupação em andamento.Esse é o único propósito. A quem interessa o atraso energético brasileiro? A Barragem de Hoover desviou o Rio Colorado e causou um dos maiores desastres ambientais nos EUA e México e isso se tornou um feito heróico para eles. O que me deixa “sensibilizado” é a preocupação dos EUA em relação a construção de Belo Monte.A desculpa é o índio e a floresta. Logo eles que mataram milhões de índios com requintes macabros para roubarem as suas terras. Seus heróis são os exterminadores de índios,tal e qual os bandeirantes brasileiros.Quem quiser saber direito dessa historia leia o livro “Enterrem o meu coração em joelho ferido” Bury my heart at wounded knee (titulo em inglês)de Dee Brown. Wounded Knee foi palco da ultima batalha do exercito americano contra apenas 150 índios a maioria velhos desarmados,mulheres e crianças Sioux foram massacrados impiedosamente. Esse eram os mocinhos que eles exportaram através dos filmes de cowboys.

    O próprio STF rasga a constituição e aprova em nome de 190 milhões de pessoas temas polemicos.Não sou contra o direito das pessoas e acho que discriminação é crime,mas também ninguém pode impor a alguém o que é certo ou errado em detrimento da lei. O que preocupa é o desdobramento que pode gerar uma crise.Vale a pena refletir sobre tudo isso. Temos de ter o nosso livre arbítrio sem ser arbitrário.O certo seria fazer uma consulta ao povo na forma de um plebiscito e estabelecer regras de conduta para todos os seguimentos da sociedade, assim todos teriam a garantia da lei. O que preocupa é que oportunistas se aproveitam disso para se promoverem às custas de inocentes.Agora querem usar os evangélicos, até uma marcha em Brasília foi organizada.

    Querem criar um clima igual ao de 64.O mundo está em ebulição as grandes potencias lideradas pelos EUA deixaram cair a mascara e partiram para um Neo Colonialismo promovendo revoltas populares na África e Oriente Médio para ocupar esses países com o aval de cumplicidade da ONU,orgão que não passa de um escritorio de negocios de grupos financeiros transnacionais. O plano maquiavelico parece alastrar-se pelos países pobres da Europa, tais como Portugal,Espanha e Grecia. E no Brasil.Qual será a tática para roubar nossas riquezas da Amazônia e o Pré Sal?Querem gerar uma convulsão social, pois assim fica mais fácil e economizam materiais bélicos para tomarem a força.Ninguém se deu conta no caso da crise dos bombeiros com a policia do Rio de Janeiro.Aquilo foi gravíssimo.E se esta tivesse se alastrado por todo o país?Uma guerra de quartéis envolvendo militares?Acho que tudo tem limite.

    Blog do figueiroa——–22 de junho de 2011

  2. Viviane Araújo

    Debates políticos são bons. Quando dosados e bem orientados, tendem a trazer bons frutos. Ademais, talvez seja ousadia de minha parte esta inferência, mas estreita laços internacionais. O passado está muito mais presente do que imaginamos. É saudável ao País e à nação que este assunto venha à tona, o Brasil tem muito o que desenvolver ainda. Este positivismo todo leva o povo a crer que somos de fato potência, enquanto nos afundamos cada vez mais nos impasses seculares que nos afligem – principalmente, é claro, a precariedade do sistema educacional. Vamos acordar…

  3. Zilah Luna

    O encontro reunirá no Rio de Janeiro a esquerda da América Latina, ou melhor da América “LATRINA”. Esquerda festiva, autoritária, demagoga, incompetente, que odeia o trabalho, não é coerente com que prega na prática.
    A maior prova disso, é o governo do PT, governa para os campanheiros, sindicalistas e “BANQUEIROS”. O discurso é o mesmo, só sabem culpar a direita, militar e os Estados Unidos pela desgraça do mundo.

  4. Marcia Eloy

    A desgraça do mundo se deve aos que não lêm, aos que não se interessam pelo desenvolvimento intelectual do seu tempo, aos que usam as armas ao invés de usarem a inteligência, aos que querem impor suas idéias pela força e não entendem que a força não vence uma idéia. Se isto acontecesse, o cristianismo não havia se espalhado pelo mundo, Ganghi, não seria hoje reverenciado, assim como Sócrates,Tiradentes, Luter King e Mandela.Os homens que vivem acima de sua época, geralmente são perseguidos e até mortos, mas suas idéias ficam , e aí uns 100 anos depois, estas idéias passam a ser aceitas e postas em práticas.

  5. Sergio Caldieri

    O local do encontro foi citado UFF no Fundão. Deve ser UFRJ, pois o campus da UFF fica em Niterói.
    Estes plantonistas do instituto millenium, da Opus Dei, da CIA e do departamento de estado americano continuam com os mesmos argumentos contra a esquerda. Deve ser experiência própria, que faz parte da sua história como cães de guardas de burgueses.

  6. Leônidas Costa Andrade

    A América Latina forte, socialista e soberana era um sonho utópico que eu tinha, a utopia acabou agora já é um sonho real, em breve será uma realidade e, ai eu me lembro de uma frase musicada do Raul Seixas: “sonho que se sonha só / é só um sonho que se sonha só / mas, sonho que se sonha junto é realidade”, espero que a America Latina tenha aprendido definitivamente a “sonhar junto”
    Embora desejando simplesmente ignorar, não consigo deixar de me dirigir a um boçal que se refere ao nosso subcontinente como “América latrina” somente para dizer que o livre direito a expressão estende-se também aos boçais e eu respeito, mas, sugiro que tenha um mínimo de criatividade e se possível use a faculdade privativa do ser humano, o PENSAMENTO ao invés de reproduzir como um papagaio este trocadilho ridículo e mais antigo que a própria existência da América Latina.
    Sim, o Brasil já é uma potência econômica, não se pode negar, mas, falta muito ainda para ser um país justo e igualitário e, isso só acontecerá quando realmente fizermos uma revolução na educação, a começar pela volta do ensino da língua portuguesa nas escolas, porque o que se vê escrever e principalmente falar no Brasil é um dialeto muito parecido com o português.

  7. Marcia Eloy

    Leônidas
    Eu posso lhe dar uma sugestão? Vou dar, mesmo sem a sua autorização. Continue a ler este jornal, que nos traz muita matéria interessante e dá espaço para comentários, que aparecem quase instantaneamente na tela, mas procure ler Carta Maior do sociólogo Emir Sader. Acho que você vai gostar. Os artigos são nacionais e internacionais, com livre comentário.