MPRJ busca colaboração para elucidar homicídios de indigentes e desaparecidos
Com o objetivo de aprimorar a identificação de vítimas de homicídios, a Coordenadoria de Direitos Humanos do MPRJ e o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais editaram orientações para difundir nas promotorias.
Segundo dados da Polícia Civil, apenas no ano de 2014 foram registrados 540 encontros de cadáveres e 5.154 desaparecimentos de pessoas
Com o objetivo de aprimorar a identificação de vítimas de homicídios, a Coordenadoria de Direitos Humanos do MPRJ e o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais editaram orientações para difundir nas promotorias de investigação penal as práticas de identificação desenvolvidas pelo Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos do Ministério Público (PLID).
Segundo dados da Polícia Civil, apenas no ano de 2014 foram registrados 540 encontros de cadáveres e 5.154 desaparecimentos de pessoas. Durante o mesmo ano, dados do PLID apontam que o Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (IML), que atende apenas à região central da capital Fluminense, liberou para sepultamento aproximadamente 150 corpos não identificados, quase todos de vítimas de homicídio.
Tendo como matriz o procedimento adotado pelas Promotorias Criminais de Rio das Ostras, a orientação visa garantir o exaurimento das vias técnicas de identificação de vítimas de homicídios antes do sepultamento dos os corpos, possibilitando, entre outras coisas, o confronto genético (DNA) do material colhido com o de pessoas desaparecidas registradas no PLID.
Além da orientação, foram disponibilizadas sugestões de peças para exercício da atividade de fiscalização das atividades policiais no que tange à identificação de vítimas de homicídio, que estão disponíveis na página do CAO Criminal na intranet.
A Coordenadoria de Direitos Humanos vem realizando reuniões com membros do Ministério Público em exercício em Promotorias de Justiça com atribuição em investigação penal, bem como participando, juntamente com o CAO Criminal, do Grupo de Trabalho do Comitê Gestor Estadual de Políticas de Erradicação do Sub-registro Civil de Nascimento e Ampliação do Acesso à Documentação Básica do Rio de Janeiro (GT- Óbitos e Desaparecidos). Tais atividades estimularam o CAO Criminal e a Coordenadoria de Direitos Humanos a editar um documento com orientações para identificação de vítimas de homicídios.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.