Morador de Vicente de Carvalho está entre os pacientes do Emílio Ribas II

8/2/2012 8:59,  Por Prefeitura de Guarujá

08/02/12

 

Dos primeiros dez leitos em funcionamento no Instituto Emílio Ribas II, em Guarujá, que atua no combate às doenças infectocontagiosas, três estão ocupados com pacientes internados. Um é morador de Vicente de Carvalho e os outros dois, de Santos e Praia Grande. Todos são portadores de HIV, sendo um com agravamento de tuberculose e o outro, de meningite.  À convite do Estado, o secretário municipal de Saúde, Afonso Carlos Finamor, visitou a unidade na última semana. “Contar com um instituto referência significa combater 40% das doenças infecciosas que acometem a Região. A instalação da unidade em Guarujá foi extremamente importante e acertada para a saúde pública da Cidade e toda a Baixada”. De acordo com o diretor-executivo do Emílio Ribas II, o infectologista Anísio de Moura, o complexo está em funcionamento desde que recebeu a vistoria do governador Geraldo Alckmin, em dezembro passado. “Temos um balanço bastante positivo. O trabalho tem sido intenso por se tratar de um hospital de infectologia metropolitano. Contamos, no momento, com 63 pessoas na equipe, entre médicos, diretores, enfermeiros e corpo administrativo”. Ainda segundo o diretor-executivo, é preciso entender que a doença infecciosa possui um nível de complexidade muito grande. “O paciente que possui HIV, por exemplo, tem sérias chances de vir a ter tuberculose, meningite, etc, em decorrência do vírus”, explica.  As atividades foram iniciadas com a descontaminação das enfermarias, equipamentos médico-hospitalares e checagem dos diferentes procedimentos necessários às internações. “Cada paciente está na ala de isolamento. Eles precisam de uma assistência altamente especializada porque o tratamento é extremamente delicado. Fazemos monitoramento do paciente em tempo integral. É bem diferente de uma pessoa que se encontra internada em um hospital comum”, esclarece o coordenador administrativo do Hospital, Airton Viriato. O diretor-executivo aproveitou a visita do secretário Finamor para explicar o contato entre Estado e municípios. “Colocamos infectologistas 24 horas para passar informações de orientação aos municípios. Há um relacionamento de médico com médico”, destaca. No caso de um diagnóstico grave de dengue em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ele será regulado pela Central de Vagas. E é nesse momento que o Emílio Ribas II atuará, pois vai auxiliar o médico na UPA até que ele seja encaminhado para cá”, exemplifica. De acordo com o secretário-adjunto de Saúde de Guarujá, Cássio Rosinha, o caso que necessitar de internação no Emílio Ribas obedecerá o critério de encaminhamento. “Os municípios indicam a necessidade da vaga. A UPA define se encaminhará ao Hospital Santo Amaro, Emílio Ribas II ou demais hospitais da Região. A vaga será disponibilizada pelo Estado, sendo encaminhados por meio da Central de Regulação, como já é realizado. Com a descrição, o Emílio Ribas pode interferir em função dos protocolos”. No total, o Emílio Ribas terá um suporte de 54 leitos e 200 profissionais. O paciente passará pelos processos de diagnóstico, tratamento, estabilização do quadro e constatação do tratamento. Depois, continua o tratamento ou é encaminhado a uma unidade de saúde. Além disso, terá acompanhamento nutricional, adequado a sua dieta, e um quarto de isolamento com pressão positiva, usado, por exemplo, para internação de pessoas com tuberculose. O Instituto Emílio Ribas Emilío Ribas II fica na Rua São João, 111 – Pae Cará, em Vicente de Carvalho. O complexo deve realizar 1.500 internações ao ano. O prédio também contará com a expertise do Adolfo Lutz, que auxiliará o hospital na realização de exames laboratoriais complementares. A meta é realizar 15 mil mensais, atendendo a demanda da Região. Tele-saúde – O Instituto dispõe ainda do serviço de tele-saúde/ medicina. Uma espécie de teleconferência, para o contato com outros municípios. Dessa forma, fica mais fácil a comunicação dos municípios com o Estado, pois o serviço é feito em tempo real. Ensino e pesquisa – Um sistema de cursos também vem sendo desenvolvido. É um espaço e atividades que visam o treinamento de profissionais, para rotineira atualização. Segundo Anísio, este é um dos objetivos de trabalho do Emílio Ribas II. “Temos estabelecido contato com mais de 40 instituições de ensino e pesquisa”, salienta Anísio. 

  


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