Minha juventude em matéria do Folha Teen

Uma matéria sobre minha juventude foi publicada, ontem, num espaço fora do circuito tradicional das páginas e colunas de política. A Folha Teen, editoria da Folha de São Paulo para adolescentes, reproduziu uma entrevista sobre um período importante da minha formação na seção “Quando Eu Tinha a Sua Idade”.

Quem ler a matéria perceberá que a afirmação que deu origem ao título “Virei garoto-propaganda do regime militar”está descontextualizada. Contudo, o texto traz episódios curiosos e relevantes da minha vida. A matéria retoma minha ida para São Paulo aos 14 anos, quando fui trabalhar como office boy na Praça da República. Menciona a diferença de gostos entre meus colegas de mesma idade – que queriam ver filmes de guerra – e minha vontade de ir aos teatros e ler os clássicos.

O texto também retoma alguns apelidos jocosos que me deram – a turma da canalha, que fazia bagunça no fundão da classe, Ronnie Von das massas, Alain Delon dos pobres…       

Clandestinidade e plástica       

Por alto, a matéria traz meu relato do período pós 67, quando passei a viver na clandestinidade, a pancadaria do corredor polonês no DOPS, outros cárceres por onde passei. O título da matéria refere-se especificamente ao período que passei no quartel de Quitaúna, no bairro de Osasco. Expliquei que lá não fomos torturados. Pelo contrário, os militares fizeram tratamento de dente para mostrar que não havia tortura em seus porões. Daí o meu comentário de que “viramos garotos-propaganda de uma mentira”.

O texto também traz passagens sobre minha estada em Cuba e a plástica que fiz para retornar ao Brasil na clandestinidade. Para quem estiver curioso em conferir, o link para o material está aqui.