Metroviários aprovam 8% de reajuste e decidem não parar

2/6/2011 21:10,  Por Rede Brasil Atual

Metroviários aprovam 8% de reajuste e decidem não parar

Em assembleia, a categoria considerou ‘vitoriosa’ o resultado da campanha salarial

Por: Leticia Cruz, Rede Brasil Atual

Publicado em 02/06/2011, 20:45

Última atualização às 21:05

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São Paulo – Os metroviários decidiram em assembleia nesta quinta-feira (2) não entrar em greve, encerrando assim a campanha salarial de 2011. Eles aprovaram a última proposta feita pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) de 8% de reajuste para o salário e vale-refeição.

Pelo acordo, o Metrô também pagará um  vale-alimentação de R$ 150. Segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP), o Metrô se comprometeu “a analisar e corrigir até o dia 30 de junho as defasagens salariais existentes entre empregados de mesmo cargo admitidos pelo mesmo concurso”. Para trabalhadores admitidos a partir de 2 de janeiro de 2009 para o mesmo cargo e por meio do mesmo concurso, a empresa diz assegurar o mesmo salário, “com exceção avaliação de desempenho e sanções disciplinares”. 

À tarde, decisão judicial no TRT havia ordenado aos funcionários que operassem em 100% do contingente no horário de pico (5h às 10h e 16h às 20h) e 70% nos demais horários em caso de greve, com risco de multa de R$ 200 mil por dia, em caso de ordem descumprida.

Durante a audiência, havia sinalização de que os trabalhadores aceitariam desistir da greve com reajuste de 8,5%, o que não foi concretizado pelo Metrô. Os metroviários pediam 10,79% de reajuste salarial (com base no IGP-M), 13,80% a título de produtividade, aumento de 13,9% para o vale-refeição e vale-alimentação de R$ 311,09.  

Em relação à participação nos resultados, a companhia propôs pagamento de uma parcela fixa de R$ 3.062,21 e uma variável de 40% do salário nominal, com garantia de valor mínimo de R$ 3.900,00.

Ferroviários

Os trabalhadores ferroviários decidiram também nesta quinta suspender a greve, acatando a proposta do TRT. Eles mantém o estado de greve e devem se reunir em audiência no próximo dia 10 com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e, caso não ainda não haja acordo, o tribunal julga o dissídio coletivo no dia 15 de junho. Eles pedem 5% de reajuste, ante os 3,27% oferecidos pela CPTM.


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1 Comentário para “Metroviários aprovam 8% de reajuste e decidem não parar”

  1. Gabriel Henrique

    Para eles foi bom, mas ficaria feliz em perder um dia no cursinho :)

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