Produção de óleo de xisto nos EUA tem vida curta, prevê Opep

3/12/2013 10:07
Por Redação, com agências internacionais - de Bruxelas


Cinco anos é o máximo que a OPEP diz faltar até o início do fim da revolução de xisto norte-americana

Cinco anos é o máximo que a OPEP diz faltar até o início do fim da revolução de xisto norte-americana

É apenas um surto, não uma revolução. A euforia do óleo de xisto em breve desvanecerá. A Organização de Países Exportadores de Petróleo anunciou que os efeitos da revolução na extração de hidrocarbonetos são passageiros.

Cinco anos é o máximo que a OPEP diz faltar até o início do fim da revolução de xisto norte-americana. A estratégia de segurança energética, desenvolvida nos Estados Unidos com a chegada de Barack Obama, presume a redução das importações de petróleo em um terço nos próximos 10 anos e o aumento da produção de hidrocarbonetos. O início foi um sucesso. Em novembro, a produção de petróleo nos Estados Unidos superou as importações pela primeira vez em 20 anos. Mas dentro em breve a sorte se pode virar contra eles, diz a OPEP. Estas previsões não são infundadas. Os estudos do cartel mostraram que em muitos depósitos de xisto betuminoso nos Estados Unidos os volumes de extração já estão diminuindo. Em algumas áreas foi até marcado um declínio acentuado. Em mais da metade. A OPEP reconhece que esta mineração alternativa dará ao país um aumento de até 5 milhões de barris por dia. Mas já em 2018 restará do efeito apenas uma ilusão, nota o diretor do departamento de análise da empresa Alpari, Alexander Razuvaev:

“A exploração de um poço, em contraste com a perfuração convencional, dura relativamente pouco tempo. Ou seja, eles terão uma extração máxima, e depois um colapso em termos de volumes. Eles queriam, a curto prazo, diminuir significativamente a dependência de fornecimentos do Oriente Médio, eles conseguirão isso. Eles experimentaram suas tecnologias. Descobriu-se que elas não são assim tão rentáveis.”

Além disso, ainda não foram estudadas as consequências ambientais. Ambientalistas americanos estão soando o alarme. Eles alertam: a perfuração de rochas irá contaminar fontes subterrâneas de água potável. Além disso, aumenta a ameaça de terremotos em áreas sismicamente ativas dos Estados Unidos. Não falta muito até surgir uma onda de ações judiciais contra as empresas que extraem óleo e gás de xisto. Eis o que diz o diretor do Instituto da Energia Nacional Serguei Pravosudov:

“Alguns habitantes locais afirmam que já se observa contaminação de águas subterrâneas, a perda de gado, etc. Apresentam fotografias, vídeos. Existem estudos científicos que indicam o aumento do nível de poluição do ar, muito gás é emitido na atmosfera. E as empresas negam isso dizendo que elas não têm culpa, que são uns fatores externos, que não são elas. Pagam compensações aos agricultores para que eles desistam de suas reivindicações.”

A Agência Internacional de Energia também advertiu relativamente há pouco tempo sobre o próximo desvanecer da revolução energética. Na AIE estimaram que dentro de 7 anos o boom de xisto nos EUA irá diminuir.






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