Manifestantes e policiais entram em confronto durante greve geral na Grécia

7/2/2012 9:38,  Por Redação, com agências internacionais - de Atenas

Grécia

A Grécia vive a primeira greve geral deste ano, em protesto contra as medidas de austeridade determinadas pela troika

A polícia grega disparou granadas de gás lacrimogêneo contra manifestantes que tentavam romper um cordão de segurança na Praça Syntagma, em frente ao parlamento, em Atenas. No local, milhares de pessoas realizaram protesto, nesta terça-feira, contra as medidas de austeridade. Mais cedo, a Comissão Europeia reiterou que pretende manter a Grécia na zona euro, posição que é também defendida pelo Eurogrupo. O porta-voz da Comissão disse, em Bruxelas, que o grupo está confiante de que “o euro sobreviverá à essa tempestade e sairá mais forte da crise”.

As negociações finais entre o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, e os partidos políticos para a aprovação de um segundo plano de resgate coincidiram com a greve geral na Grécia, em protesto contra as novas medidas de austeridade. Nas últimas três semanas, Papademos tem negociado com os representantes dos credores privados e com a troika internacional, composta por especialistas do Fundo Monetário, da União Europeia e do Banco Central Europeu. O objetivo da negociação consiste na celebração de acordos complementares que incluem novas medidas de austeridade.

A noite passada também foi marcada por mais protestos, depois de ser conhecida a decisão do Governo de dispensar 15 mil funcionários públicos, ainda este ano. Nesta manhã, a Grécia amanheceu paralisada devido à greve geral, a primeira deste ano, convocada pelos dois principais sindicatos dos setores público e privado. Com a palavra de ordem “Basta, já não se pode mais”, os simpatizantes da central privada (GSEE, 700 mil membros) e da central pública (ADEDY, 350 mil membros) reuniram-se no fim da manhã em Syntagma, a praça central de Atenas, palco de manifestações de grandes proporções desde o início da crise, há dois anos.

As escolas e os ministérios funcionavam precariamente, tanto quanto os hospitais. Em Atenas, o metro só começou a funcionar às 8h (horário local). Devido à participação dos marinheiros na greve, os barcos também permanecem nos portos durante 24 horas bem como os trens, incluindo as linhas urbanas, que também estacionaram nos pátios, sem previsão para serem acionadas.

Em contrapartida, não está prevista qualquer atraso no transporte aéreo. Os controladores aéreos não participaram no protesto. Os sindicatos protestam contra o projeto – que prevê a redução do salário mínimo e o corte das reformas complementares – pedido ao país em troca de um novo empréstimo internacional de 130 mil milhões de euros, decidido em Bruxelas, em outubro último.

O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, reuniu-se mais uma vez, na noite passada, com a delegação da troika para tentar renegociar as medidas de austeridade, que provocam o protesto dos chefes dos partidos da coligação governamental e dos sindicatos.


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