Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Manifestação interrompe fluxo de soja na BR-163 em Mato Grosso

Um protesto de empresários do setor de transporte e caminhoneiros em Mato Grosso entrou nesta sexta-feira em seu terceiro dia, interrompendo o fluxo de cargas em quatro pontos da importante BR-163 num momento em que o escoamento da safra de soja se intensifica.

Sexta, 20 de Fevereiro de 2015 às 09:53, por: CdB
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A Rota do Oeste, concessionária responsável pela rodovia, disse que o tráfego de veículos de carga foi interditado às 8h (horário local) em Nova Mutum
  Um protesto de empresários do setor de transporte e caminhoneiros em Mato Grosso entrou nesta sexta-feira em seu terceiro dia, interrompendo o fluxo de cargas em quatro pontos da importante BR-163 num momento em que o escoamento da safra de soja se intensifica. A Rota do Oeste, concessionária responsável pela rodovia, disse que o tráfego de veículos de carga foi interditado às 8h (horário local) em Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop. "De acordo com os manifestantes, desta vez o tráfego não será liberado durante o horário do almoço, como foi realizado nos dias anteriores", disse a concessionária, em nota. O protesto começou na quarta-feira, em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, com liberação do tráfego de caminhões no horário do almoço e à noite. As manifestações são contra os altos custos enfrentados pelo setor, em especial o preço mais alto do diesel, e os baixos valores recebidos pelos fretes para transporte de grãos. Na quinta-feira, houve formação de filas de até seis quilômetros, antes da liberação do tráfego à noite. "Não há registro de congestionamento até agora", disse a Rota do Oeste, em comunicado divulgado na manhã desta sexta. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) disse na noite de quinta-feira que o direito de manifestação é justo, mas que é preciso que os transportadores entendam que Mato Grosso está no período de pico de safra e que a radicalização neste momento pode atingir outros elos da cadeia. "Precisamos que as propriedades sejam abastecidas com óleo diesel e ter garantido o transporte da soja para os armazéns", disse o presidente da Aprosoja, Ricardo Tomczyk, em nota.  
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