Rio de Janeiro, 05 de Junho de 2026

Lula quer participar de decisões do governo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que o governo precisa fazer desonerações e adotar outras medidas para que a economia possa voltar a crescer, numa aposta no potencial do mercado interno do país.

Segunda, 28 de Março de 2016 às 11:46, por: CdB

Lula voltou a defender Dilma e disparou contra os apoiadores do impeachment da presidente

Por Redação, com Reuters - de Brasília:
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que o governo precisa fazer desonerações e adotar outras medidas para que a economia possa voltar a crescer, numa aposta no potencial do mercado interno do país. Lula, que ainda não pode assumir a Casa Civil devido a uma batalha judicial, disse em entrevista a correspondentes estrangeiros, em São Paulo, que quer participar das decisões do governo da presidente Dilma Rousseff, mesmo que seja na condição de conselheiro.
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu entrevista a correspondentes estrangeiros, em São Paulo
O ex-presidente disse ter convicção de que pode contribuir com o Brasil e acredita ser possível mudar o humor do país em poucos meses. Lula voltou a defender Dilma e disparou contra os apoiadores do impeachment da presidente. - Impeachment sem base legal, sem crime de responsabilidade, é golpe - disse Lula aos correspondentes. - É muito importante não brincar com a democracia - completou. Dilma é alvo de pedido de abertura de processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados e que tem como base as manobras fiscais conhecidas como "pedaladas". Os críticos do pedido de impedimento alegam que isso não é o bastante para configurar crime de responsabilidade. Lula acusou a oposição a Dilma de impedir que a presidente governe e a mídia de criar um clima de ódio no país, que ele comparou com a situação vivida na Venezuela. O ex-presidente, que teve conversas interceptadas pela Polícia Federal em meio às investigações da Lava Jato e divulgadas pela Justiça, criticou o que chamou de "Big Brother" nos métodos investigativos da operação e defendeu as ações tomadas durante seu mandato, entre 2003 e 2010, para fortalecer a Polícia Federal e a liberdade de investigação. Na véspera da reunião do diretório nacional do PMDB que discutirá se o partido desembarca ou não do governo, Lula disse ver com "certa tristeza" a possibilidades de os peemedebistas abandonarem o governo. Para ele, no entanto, ainda é possível um acordo que mantenha a legenda, a maior da base de apoio a Dilma, alinhada ao Palácio do Planalto. Investigado pela Lava Jato, que apura um bilionário esquema de corrupção na Petrobras PETR4.SA, Lula foi alvo da 24ª fase da operação e obrigado a prestar depoimento à Polícia Federal após o juiz federal Sérgio Moro emitir mandado de condução coercitiva contra o ex-presidente. O ex-presidente é investigado por suspeitas envolvendo imóveis com ligações com empreiteiras que estão na mira da Lava Jato. O ex-presidente rejeita as acusações e nega irregularidades. Lula tomou posse como ministro-chefe da Casa Civil no dia 17, mas até agora não conseguiu assumir em meio a uma enxurrada de ações espalhadas por diversos tribunais do país. No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes concedeu liminar suspendendo a posse um dia depois da cerimônia no Palácio do Planalto. O governo e a defesa de Lula recorreram. A questão ainda tem que ser analisada pelo plenário do Supremo.
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