Lula encontra presidentes do Senegal e da Venezuela, na Bahia

25/5/2009 10:47,  Redação

Lula comemora o Dia da África

Lula comemora o Dia da África

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou, nesta segunda-feira, na cidade de Cachoeira (BA), a obra de recuperação do Quarteirão Leite Alves, prédio histórico que abrigará o primeiro campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). O presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, participaram da solenidade.

De volta à capital baiana, Lula agendou reunião privada com o presidente senegalês em um hotel da cidade, de onde seguem para o Teatro Castro Alves e lançam o 3º Festival Mundial de Artes Negras (3º Fesman), que será realizado em Dacar (Senegal) de 1º a 14 de dezembro deste ano.

Com o tema Renascença dos Países Africanos, o 3º Fesman vai enfocar a união das políticas nacionais e a integração com as culturas dos países da região. Mais de 80 nações devem participar do festival, que terá o Brasil como convidado de honra. Logo após a cerimônia de lançamento do Fesman, que é comemorativa ao Dia da Libertação da África, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, Lula volta ao Hotel Pestana, onde passa a noite. Nesta terça-feira, o primeiro compromisso é um encontro com o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Avaliação positiva

Depois de o Banco de Desenvolvimento Chinês anunciar um empréstimo de US$ 10 bilhões para a Petrobras explorar o petróleo da camada pré-sal, o próximo passo do Brasil é convencer a China a comprar aviões da Embraer. A declaração é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente, que foi ao ar pela manhã.

– Nós temos um contrato de 45 aviões, mas, até agora, e eu acredito que, por conta da crise, eles não deram sequência na compra dos aviões. Mas, certamente, a China vai comprar os aviões. É apenas uma questão de tempo – afirmou.

O presidente também demonstrou confiança quanto à ampliação do comércio entre Brasil e Turquia. De acordo com ele, a cifra de US$ 1,5 bilhão que representa a troca comercial entre os dois países atualmente é muito baixa para nações que juntas somam mais de 260 milhões de pessoas.

– Eu convidei o primeiro-ministro [Recep Yayyip Erdogan] para voltar ao Brasil ainda este ano, e em agosto, possivelmente, ele já venha, e o presidente [Abdullah Gül] talvez venha no ano que vem. E se eles continuarem vindo pra cá com delegações empresariais e nós voltarmos para lá com mais delegações empresariais, a tendência natural é o nosso fluxo na balança comercial crescer. Isso é o que importa para a Turquia e para o Brasil – declarou.

Na Arábia Saudita, a expectativa é que as três cidades que o país pretende construir nos próximos anos – uma turística, uma industrial e uma tecnológica – abram oportunidades para o Brasil, que poderá poderá exportar serviços para a implantação desses empreendimentos.

– Tivemos uma conversa de mais de duas horas com o rei Abdullah, e eu acho que vai render para o Brasil. Era o último país grande que nós precisávamos visitar no mundo árabe. Visitamos, e eu penso que a perspectiva de troca de comércio entre Brasil e Arábia Saudita vai aumentar e vai aumentar muito, sobretudo, na área de serviço – afirmou.

O presidente disse ainda que resolveu outras questões durante a viagem aos três países, como acordos sobre a exportação de frango e carne para a China, e que está trabalhando para mudar a “geografia comercial do mundo”. De acordo com Lula, o Brasil está “batendo à porta” desses outros países para mostrar que tem produtos mais sofisticados para vender do que apenas commodities.

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