Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Lula, ao Libé, aponta Temer como um dos traidores da pátria

Lula acrescenta que o segundo mandato de Dilma Rousseff, interrompido por um golpe de Estado, em curso, sofreu um impacto sem precedentes diante da forte crise política

Quarta, 13 de Julho de 2016 às 08:50, por: CdB

Lula acrescenta que o segundo mandato de Dilma Rousseff, interrompido por um golpe de Estado, em curso, sofreu um impacto sem precedentes diante da forte crise política

 
Por Redação, com Libération - de Paris
  Capa desta quarta-feira do diário francês de esquerda Libération (Libé), um dos mais respeitados meios de comunicação daquele país, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirma sua candidatura à Presidência da República, para um terceiro mandato, e pontua que “os pobres são a solução” para que o país saia do atoleiro econômico em que se encontra.
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Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula: reprodução da primeira página do Libé
— O Brasil deve compreender que os pobres são a solução a nossos problemas econômicos. Quando se coloca um pouco de dinheiro nas mãos de um grande número, se relança o comércio, a indústria e o desenvolvimento — afirmou.
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Lula acrescenta que o segundo mandato de Dilma Rousseff, interrompido por um golpe de Estado, em curso, sofreu um impacto sem precedentes diante da forte crise política que paralisou a economia. Dilma não conseguiu passar, no Congresso, as medidas necessárias para impulsionar a economia. — Para reequilibrar as contas, ela tentou reduzir as despesas, mas o Congresso foi no sentido oposto, aprovando leis que aumentaram os gastos. O Congresso pareceu apostar na crise, até que surgisse a ideia do golpe — explica Lula, aos franceses. O ex-presidente classificou Temer, vice da presidenta Dilma, como traidor e um dos principais responsáveis pela edição do golpe. — Ele (Temer) é constitucionalista, e sabe que não há crime de responsabilidade. Como presidente interino, ele deveria reunir os ministros de Dilma e se contentar de coordenar as políticas em andamento. Ele age como se o processo de impeachment estivesse concluído, afastando desde o ministro da Fazenda até o garçom que servia café. É como se você me emprestasse sua casa para as férias e na volta, eu tivesse vendido. É como se Dilma não existisse mais — ressalta. Segundo Lula, a votação do pedido de impedimento, no Senado, ainda poderá encerrar essa crise institucional, uma vez conquistados os votos necessários para a volta da presidenta Dilma ao Palácio do Planalto, “desde que Dilma vá atrás dos votos necessários”, afirma.
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