Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Lava Jato: PF deflagra 18ª fase da operação para apurar empréstimos

A Polícia Federal cumpriu desde o início da manhã desta quinta-feira um mandado de prisão temporária e dez de busca e apreensão na 18ª fase da Operação Lava Jato, denominada Pixuleco II.

Quinta, 13 de Agosto de 2015 às 07:43, por: CdB
Por Redação, com ABr - de Brasília: A Polícia Federal cumpriu desde o início da manhã desta quinta-feira um mandado de prisão temporária e dez de busca e apreensão na 18ª fase da Operação Lava Jato, denominada Pixuleco II, termo usado em alusão ao recebimento de propina por investigados na operação. Os mandados estão sendo cumpridos em Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Curitiba. De acordo com a Polícia Federal, o foco dessa nova fase da Lava Jato é o cumprimento de medidas cautelares contra um operador, identificado após a 17ª fase da operação, em que foi preso o ex-ministro José Dirceu. Esse operador, segundo as investigações, seria responsável por arrecadar “valores ilícitos” de mais de R$ 50 milhões em contratos de crédito consignado no Ministério do Planejamento. A operação identificou repasses de dinheiro para pagamento de propina pelo menos até julho deste ano, disseram representantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Segundo a PF, pessoas que operavam empresas de fachada confirmaram o recebimento de propina do operador.
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De acordo com a Polícia Federal, o foco dessa nova fase da Lava Jato é o cumprimento de medidas cautelares contra um operador

Obras entregues pela Lava Jato

Na última terça-feira, vinte e duas obras de arte de autores renomados, como Alberto Guignard, Cícero Dias, Cláudio Tozzi, Flávio Shiró, Marco Velasquez e Alfredo Volpi, apreendidas na 17ª fase da Operação Lava Jato, foram entregues pela Superintendência da Polícia Federal no Paraná ao Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. O museu já abriga mais de 200 peças aprendidas durante as ações da Lava Jato. Os quadros entregues, que, de acordo com a força-tarefa da Lava Jato, foram adquiridos com recursos oriundos de corrupção, ficarão sob custódia do museu por determinação da Justiça. As telas poderão ir a leilão para garantir o ressarcimento aos cofres públicos. Segundo as investigações, as obras de arte eram compradas por investigados pela Lava Jato como forma de “lavar” valores obtidos por meio do pagamento de propina para assinatura de contratos superfaturados da Petrobras. Após firmar acordo de delação premiada com a Justiça, o empresário Milton Pascowitch, apontado como um dos operadores do esquema, detalhou como o mecanismo funcionava. Das peças levadas ao Museu Oscar Niemeyer, localizado no Centro Cívico de Curitiba, 48 já estão em exposição.    
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