Lava Jato: Justiça recebe denúncia contra Zelada e mais cinco investigados
Nesta segunda-feira, o juiz Sergio Moro recebeu denúncia contra o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada e mais cinco investigados, eles passam a ser réus em ação penal derivada da Operação Lava Jato, da PF.
Por Redação, com agências - de Brasília:
Nesta segunda-feira, o juiz Sergio Moro recebeu denúncia contra o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada e mais cinco investigados, eles passam a ser réus em ação penal derivada da Operação Lava Jato, da PF.
o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada
O ex-diretor da estatal Eduardo Vaz da Costa Musa, os supostos lobistas João Augusto Rezende Henriques, Hamylton Pinheiro Padilha Junior, Raul Schmidt Felippe Junior e o executivo Hsin Chi Su, também viraram réus.
Ao longo das investigações descobriu-se duas contas secretas de titularidade de Zelada, mantidas no Principado de Monaco, "uma delas com saldo sequestrado de 10.294.460,10 euros", segundo Moro.
De acordo com o juiz, há provas de "materialidade e autoria dos crimes", não sendo a denúncia embasada apenas nas delações. Uma delas é a documentação das transações consideradas ilícitas e transferências bancárias do pagamento de propina. As defesas terão 10 dias para responder às acusações.
Segundo o advogado Renato de Moraes, que representa Zelada, afirma que ainda não teve acesso à decisão, mas que seu cliente irá mostrar a “inconsistência das acusações”.
O advogado disse que o ex-diretor da Petrobras não recebeu qualquer vantagem ilícita pelo contrato, quando o MPF apresentou a denúncia contra Zelada à Justiça.
No dia 7 de agosto, o juiz federal Sérgio Moro prorrogou a prisão temporária de três investigados na 17ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada no dia 3. Com a decisão, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, Roberto Marques, ex-assessor de Dirceu, e o empresário Pablo Alejandro Kipersmit ficarão presos por mais cinco dias (até 12 de agosto) na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Na decisão, Sérgio Moro explicou que a manutenção da prisão é necessária para que Polícia Federal termine de analisar as provas obtidas com os mandados de busca e apreensão.
- Do exame do material, pode surgir a necessidade de diligências suplementares, como novas buscas e apreensões, novas inquirições e acareações - justificou o juiz.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.