Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Lava Jato: Fernando Baiano indica Gabrielli como testemunha de defesa

A defesa do empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, arrolou o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli como testemunha de defesa na Operação Lava Jato. A audiência com as testemunhas da ação penal que envolve o empresário está prevista.

Sexta, 06 de Fevereiro de 2015 às 09:00, por: CdB
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Fernando Baiano, apontado como um dos operadores no esquema da Lava Jato, indica Sérgio Gabrielli como testemunha de defesa Ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró depõe na CPMI da Petrobras
A defesa do empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, arrolou o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli como testemunha de defesa na Operação Lava Jato. A audiência com as testemunhas da ação penal que envolve o empresário está prevista para 13 de fevereiro, na Justiça Federal em Curitiba. Gabrielli poderá se recusar a depor. Na ação penal, além de Fernando Soares, são réus no processo o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró e o executivo Júlio Almeida Camargo, da empreiteira Toyo Setal, Soares é apontado como um dos operadores do esquema de superfaturamento de contratos da Petrobras e pagamento de propina a partidos e agentes públicos. Em depoimento de delação  premiada, o consultor Júlio Gerin de Almeida Camargo afirmou que pagou US$ 40 milhões a Fernando Soares para intermediar a compra de sondas de perfuração para a Petrobras. No depoimento, o delator declarou que o valor foi repassado para Soares por meio de contas indicadas por ele no Uruguai e na Suíça. Para fechar o negócio, Camargo disse que procurou o empresário “pelo sabido bom relacionamento" dele na área internacional e de abastecimento da empresa, dirigidas à época por Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, respectivamente.

Internação de Cerveró

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A defesa do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, preso na Operação Lava Jato, pediu à Justiça Federal internação hospitalar. Na petição, os advogados alegam que o médico particular de Cerveró se mostrou preocupado com a saúde do investigado, que tem diabetes e é hipertenso. A internação imediata chegou a ser pedida a um delegado da Polícia Federal (PF), mas o entendimento foi o de que exames preliminares devem ser feitos.

Cerveró está na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, e foi atendido na quarta-feira por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após apresentar um quadro clínico de ansiedade, com alta de pressão arterial, segundo os advogados. Em outro pedido apresentado à Justiça nesta semana, a defesa requereu que o juiz federal Sérgio Moro autorize Cerveró a iniciar um tratamento contra a depressão. Segundo laudo de uma psicóloga particular, ele apresenta sintomas depressivos severos, necessitando de tratamento psicológico. De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), no dia 16 de dezembro, Cerveró sacou R$ 500 mil de um fundo de previdência privada e transferiu o valor para a filha, mesmo tendo sido alertado pela gerente do banco de que perderia 20% do valor. Em junho do ano passado, o ex-diretor da Petrobras havia transferido imóveis para seus filhos, com valores abaixo dos de mercado. Na intepretação do Ministério Público Federal, Cerveró tentou blindar seu patrimônio e, por isso, a prisão foi requerida.
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