Ipea constata que 12 milhões de brasileiros têm vida mais digna
13/7/2010 17:12, Redação, de São Paulo
Entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de pessoas saíram da condição de pobreza absoluta (rendimento médio domiciliar per capita de até meio salário mínimo mensal), permitindo que a taxa nacional dessa categoria de pobreza caísse 33,6%, passando de 43,4% para 28,8%, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
No caso da taxa de pobreza extrema (rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo mensal), observa-se um contingente de 12,1 milhões de brasileiros a superar essa condição, o que possibilitou reduzir em 49,8% a taxa nacional dessa categoria de pobreza, de 20,9%, em 1995, para 10,5%, em 2008. No entanto, a diminuição generalizada nas taxas de pobreza absoluta e extrema entre 1995 e 2008 não ocorreu de forma uniforme entre as grandes regiões geográficas e estados do país.
Ao se considerar as regiões foram obtidos os seguintes resultados: Região Sul (taxa de pobreza absoluta caiu 47,1% e de pobreza extrema recuou 59,6%); Região Sudeste (taxa de pobreza absoluta diminuiu 34,8% e de pobreza extrema decresceu 41%); Região Nordeste (taxa de pobreza absoluta retraiu 28,8% e de pobreza extrema diminuiu 40,4%); Região Centro Oeste (taxa de pobreza absoluta caiu 12,7% e de pobreza extrema recuou 33,7%) e a Região Norte (taxa de pobreza absoluta recuou 14,9% e de pobreza extrema declinou 22,8%);
“O crescimento econômico, ainda que indispensável, não se mostra suficiente para elevar o padrão de vida de todos os brasileiros. A experiência recente do País permite observar que as regiões com maior expansão econômica não foram necessariamente as que mais reduziram a pobreza e a desigualdade”, conclui o Ipea.
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Esse Ipea é um ninho de tucanos.