Greve Geral: transportes praticamente parados
24/11/2011 6:15, Por Esquerda.net
Os aviões estão em terra nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro. Na CP, os serviços mínimos não estão a ser cumpridos e segundo os sindicatos, regista-se uma “paralisação total” na Soflusa, na Transtejo, na STCP e no Metro de Lisboa. Na Carris, apesar dos confrontos com a polícia, há fortes perturbações nos serviços, tal como na Vimeca.Artigo |24 Novembro, 2011 – 10:06Piquete da CP, no Entroncamento, às 0h00, provocou atraso num comboio internacional. Foto de António Gomes.
A madrugada e manhã da greve geral foi marcada pela adesão massiva à greve por parte dos trabalhadores dos transportes, mas também por confrontos com a política em piquetes dos sindicatos que contaram com reforço popular. Foi assim no caso do piquete da Carris, na Musgueira, e no da Vimeca.
Aviões estão em terra nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro
Na página eletrónica da ANA, Aeroportos de Portugal, todos os voos de partidas e chegadas estão assinalados como “cancelado”.
A greve geral levou a TAP a cancelar 121 dos 140 voos programados, disse à Lusa fonte da companhia aérea, indicando que 17 voos foram reprogramados e dois foram definidos como serviços mínimos. No que respeita aos aeroportos, aderiram à paralisação o Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), que representa os trabalhadores de assistência em terra nos aeroportos, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo e da Aviação Civil (SNPVAC), que representa os tripulantes de cabine, e a Comissão de Trabalhadores da NAV, empresa de controlo aéreo.
Serviços mínimos da CP não estão a ser cumpridos
As linhas de Sintra, Cascais e Azambuja registavam esta manhã uma adesão à greve de 100 por cento, segundo informações da CGTP.
A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) disse que os serviços mínimos não estão a ser cumpridos na CP esta quinta-feira, dia de greve geral. A empresa já confirmou essa informação. “A CP está com uma adesão muito elevada”, sendo que durante a madrugada a paralisação foi “quase total” e “os primeiros comboios da manhã não se estão a fazer”, mesmo os que “estavam designados para serviços mínimos”, disse o coordenador da federação, Amável Alves.
O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) já anunciou em comunicado que a adesão à greve dos revisores, trabalhadores das bilheteiras, assistentes comerciais, entre outras está a ser “massiva” por parte dos trabalhadores.
Foto: Piquete da CP, no Entroncamento, às 0h00.
Paralisação total nos barcos, autocarros com fortes perturbações
Segundo a FECTRANS, regista-se uma “paralisação total” na Soflusa, na Transtejo, na STCP e no Metro de Lisboa (desde as 23h30 de dia 23 que o Metro está fechado, reabrindo às 6h30 de sexta-feira).
A Carris teve alguns autocarros a circular durante a madrugada, mas ao início da manhã apenas três estavam na estrada, acrescentou o sindicalista Amável Alves. No piquete da Carris, que contou com um reforço popular, na Musgueira, registaram-se episódios de confronto com o corpo de intervenção da polícia que chegou a escoltar autocarros.
Também na Vimeca, registaram-se alguns momentos de tensão, durante a manhã, quando a empresa fez pressão para os autocarros saírem. De acordo com o coordenador da Fectrans, a polícia interveio junto da Vimeca, isolando o piquete de greve composto também por utentes desta transportadora.
Nos Portos Marítimos, a adesão é de 100 por cento, segundo dados da CGTP.
Matérias Relacionadas:
- Jovens e polícia entram em confronto durante greve geral na Grécia
- Ônibus amanhece incendiado no Chile na véspera de greve geral convocada por estudantes
- 80 mil parados contra trabalho degradante
- Cai o ministro dos Transportes
- Maioria dos sindicatos dos bancários decide acabar com a greve

preciso de artigos, que fale dos povos Sarauis