Gilmar Mendes pediu vista no julgamento do financiamento privado de campanhas eleitorais há mais de um ano
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes declarou, nesta sexta-feira, que aguarda uma definição do Congresso sobre a reforma política para votar a Ação Direta de inconstitucionalidade (Adin) sobre o financiamento privado de campanhas eleitorais. O ministro fez uma palestra sobre justiça criminal, nesta manhã, na capital paulista.
- A ação voltará ao plenário, estamos examinando todos os aspectos. É uma matéria bastante complexa, talvez estejamos dando uma resposta muito simples. Nós temos que saber antes o que o Congresso está discutindo, qual é o modelo eleitoral, para saber qual é o modelo de financiamento adequado - disse o ministro.
O fim do financiamento de campanhas políticas por pessoas jurídicas voltou a ser debatido depois das denúncias de corrupção na Petrobras, com o pagamento de propinas por empresas que estão sendo investigadas na Operação Lava Jato.
Gilmar Mendes pediu vista no julgamento do financiamento privado de campanhas eleitorais há mais de um ano, em 2 de abril de 2014. Entidades e movimentos sociais criticam essa demora dizendo que representa uma obstrução já que seis dos dez ministros votaram pelo fim da doação de empresas a políticos. O ministro disse que esses votos são provisórios e, portanto, acredita numa mudança do resultado da votação.
O magistrado alfinetou os críticos sobre a demora da devolução dos autos do processo.
- Estamos ocupados com muitas coisas. Todos nós estamos extremamente ocupados e são temas que precisam ser tratados com todo o cuidado. Tem muita gente que 'faz poesia', porque na verdade nunca trabalhou em tribunal e fica dando palpite. Mas é assim mesmo, é igual comentarista de futebol - disse.
Luiz Edson Fachin
Gilmar Mendes se manifestou favoravelmente ao nome de Luiz Edson Fachin, indicado pela presidenta Dilma Rousseff, para a vaga de Joaquim Barbosa, aberta com a aposentadoria do ex-presidente do Supremo há oito meses.
- É um homem de alta qualificação e tem competência para compor o Supremo Tribunal Federal - disse Mendes.
O ministro participou de palestra promovida pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap).
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