Francis Bogossian defende mudanças nos cursos de engenharia

1/2/2010 11:05,  Redação

Francis Bogossian conversou com Marcelo Itagiba

Francis Bogossian conversou com
Marcelo Itagiba

Novo presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian foi o entrevistado do deputado Marcelo Itagiba no programa De Olho no Rio levado ao ar neste domingo pela CNT. Francis, que ocupa o cargo exercido no início do século passado pelos engenheiros Pereira Passos e Paulo de Frontin, que foram prefeitos do Rio de Janeiro e responsáveis pelas primeiras grandes obras de estruturação urbana da cidade, falou da participação histórica da entidade na vida do país.
 
– O Clube de Engenharia sempre se interessou pelos problemas do Brasil, defendendo o nacionalismo e participando de projetos importantes, como a construção da Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, e de grandes eventos cívicos, como o movimento Diretas Já – contou o engenheiro, ressaltando que o fato de a sede ter sido sempre no Rio nunca atingiu a dimensão nacional das atividades da entidade.
 
Francis disse que, em sua gestão, lutará pela melhoria dos cursos de engenharia no país.
 
– Queremos uma audiência com o ministro da Educação para discutirmos a reformulação dos cursos, pois, hoje, nos dois primeiros anos de estudos, os alunos são obrigados a se dedicar a muitas disciplinas fora do âmbito da engenharia, condição que os desestimula a concluir o curso – defendeu o presidente do Clube.
 
Ele falou, também, sobre as oportunidades que hoje o mercado oferece aos engenheiros.
– Há algum tempo, o aluno se formava e não achava emprego, abandonando a profissão. Hoje, o desenvolvimento está sendo retomado no Rio de Janeiro e no Brasil. Há demanda e não há engenheiros – afirmou Francis, que disse pretender buscar parcerias entre o Clube de Engenharia e as universidades, para que sejam proporcionados aos profissionais da área cursos de reciclagem, para que eles possam ser absorvidos pelo mercado.
 
Segundo o presidente do Clube de Engenharia, a formação de engenheiros está diretamente ligada ao crescimento do país.
 
– A antiga União Soviética media a sua capacidade de desenvolvimento pelo número de engenheiros que as suas universidades formavam a cada ano – relatou Francis.
 
Ele informou, também, que pretende ter audiências com os ministros das Comunicações e das Cidades.
 
– Telecomunicação é engenharia; por isso os engenheiros podem dar grandes contribuições para ajudar a resolver os problemas que ocorrem nas linhas telefônicas do país.
 
Em relação ao Ministério das Cidades, ele esclareceu:
 
– O objetivo é convencer o titular da pasta de que estudos prévios realizados por engenheiros podem evitar, por exemplo, escorregamento de terras e, por consequência, salvar vidas e economizar verbas públicas, haja vista que o tratamento dado após um desabamento custa dez vezes mais do que a implementação da medida preventiva – explicou Francis Bogossian.

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