Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Forças Armadas reforçarão segurança dos Jogos Olímpicos

Cerca de 38 mil militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica vão reforçar a segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, informou o Ministério da Defesa. No Rio de Janeiro, serão mobilizados 20 mil homens, além de 18 mil militares em Brasília.

Sábado, 08 de Agosto de 2015 às 07:30, por: CdB
Por Redação, com ABr - de Brasília: Cerca de 38 mil militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica vão reforçar a segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, informou o Ministério da Defesa. No Rio de Janeiro, serão mobilizados 20 mil homens, além de 18 mil militares em Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Salvador e São Paulo, que receberão jogos de futebol. A operação deve custar, ao todo, R$ 580 milhões, valor aplicado desde o ano passado, conforme o ministério. O custo total é menor que o gasto na Copa do Mundo de 2014 pela Defesa (R$ 709 milhões), já que algumas estruturas do torneio devem ser aproveitadas nas Olímpiadas.  
brasilseguranca.jpg
A operação deve custar, ao todo, R$ 580 milhões, valor aplicado desde o ano passado, conforme o ministério
  - A Defesa é responsável pelo espaço aéreo, pelo espaço marítimo, pelas áreas contra terrorismo e pela área de controle de estruturas estratégicas, como energia e torres de transmissão, segurança cibernética - explicou o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi. O policiamento nas ruas cabe à Polícia Militar. Segundo o ministério, mais de 15 mil atletas de 205 países vão participar dos Jogos, que começam em agosto do ano que vem. A pasta diz que cerca de 100 autoridades estrangeiras deverão passar pelo Brasil durante os eventos. As Forças Armadas vão atuar na segurança de 65 modalidades, 44 eventos-teste e quatro cerimônias. Também está previsto o monitoramento da passagem da tocha olímpica por 300 cidades do país, que vai começar em 3 de maio de 2016 e deve durar 100 dias. De Nardi disse que não descarta a possibilidade de atentado terrorista durante os Jogos. “A minha grande preocupação é de um lobo solitário. Esse, nem os Estados Unidos conseguem interceptar. E a Olimpíada tem esse viés”, afirmou o general. Ele destacou a necessidade de integração entre a Polícia Federal, a Interpol e as forças de segurança de outros países para o sucesso dos Jogos. - Pela experiência que nós temos dos grandes eventos, estamos em condições de fazer o melhor e termos a melhor Olimpíadas dos últimos tempos - finalizou De Nadai.
Tags:
Edições digital e impressa