Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Fifa: Blatter diz que ataques de patrocinadores têm motivação política

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afastado do cargo, repudiou as queixas feitas pelos grandes patrocinadores do futebol relativas ao escândalo de suborno e corrupção na entidade, dizendo que têm motivação política e foram feitas por ordem dos Estados Unidos.

Sexta, 30 de Outubro de 2015 às 09:50, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de Zurique: O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afastado do cargo, repudiou as queixas feitas pelos grandes patrocinadores do futebol relativas ao escândalo de suborno e corrupção na entidade, dizendo que têm motivação política e foram feitas por ordem dos Estados Unidos. Blatter foi suspenso da Fifa devido a uma investigação do Departamento de Estado dos EUA sobre propinas, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica na organização que administra o futebol mundial.
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O presidente da Fifa, Joseph Blatter
Inicialmente, o presidente de 79 anos ficaria no cargo até o próximo ano, apesar de uma série de prisões de altos dirigentes da Fifa, até que um grupo de patrocinadores de peso coordenaram pedidos para que ele deixe a função. Blatter foi afastado poucos dias mais tarde. – São as empresas norte-americanas – disse Blatter ao jornal Financial Times em uma entrevista, em referência a companhias como Coca-Cola Co KO.N, McDonald's MCD.N, Visa V.N e Anheuser-Busch InBev ABI.BR, dona da Budweiser. – As outras empresas não disseram nada. Então, você é inteligente o suficiente para fazer a conexão com as empresas norte-americanas e a investigação norte-americana. Não preciso enfatizar isso – afirmou. A Fifa, que Blatter comandou durante 17 anos, está mergulhada no pior escândalo de sua história, 14 dirigentes e executivos de marketing esportivo foram indiciados pelos Estados Unidos. Blatter e Michel Platini, presidente da Uefa, estão cumprindo suspensões de 90 dias impostas pelo Comitê de Ética da Fifa, que está analisando um pagamento de 2,03 milhões de dólares feito por Blatter a Platini em 2011, um caso que também faz parte de um inquérito criminal suíço separado. A entrevista ao Financial Times foi a segunda que Blatter concedeu esta semana, quando também conversou com a agência de notícias russa Tass. Naquela entrevista, Blatter revelou que havia planejado que Rússia e EUA sediassem as Copas do Mundo de 2018 e 2022. – A solução que foi aceita, não por escrito, mas que foi aceita (na época, foi) ‘vamos para as duas superpotências na votação para a Copa do Mundo: vamos à Rússia e vamos aos Estados Unidos – declarou ao FT. Blatter afirmou que a decisão não foi adotada oficialmente pelo comitê executivo da Fifa, mas que foi antes um entendimento “por trás dos panos”. – Foi arranjado diplomaticamente – acrescentou. O plano fracassou, de acordo com Blatter, quando Platini mudou de ideia e apoiou o Catar para o Mundial de 2022 por pressão de seu compatriota e então presidente francês Nicolas Sarkozy. Rússia-2018 Na quinta-feira, o chefe do comitê organizador da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, negou que a concessão do torneio ao país tenha sido pré-arranjada. Joseph Blatter, disse à agência de notícias russa Tass: "Foi acordado que iríamos para a Rússia (em 2018)... e em 2022 voltaríamos para os Estados Unidos." O porta-voz de Blatter, Klaus Stoehlker, afirmou mais tarde à agência inglesa de notícias Reuters que o presidente tinha proposto tais locais para os dois torneios, mas que não foi previamente acordado porque o comitê executivo da Fifa tinha que votar. O chefe-executivo do comitê russo, Alexei Sorokin, repetiu Stoehlker e disse que a votação era o que importava e que ele não estava ciente de qualquer tipo de manipulação. – Se havia pessoas que tinham uma posição clara sobre em quem votar, é direito delas. Faz parte de suas atribuições tomar decisões sobre o futebol mundial – disse Sorokin ao World Football Insider em uma entrevista. – Tudo o que sei é que não sabíamos o resultado da votação até depois da votação.        
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